terça-feira, 7 de abril de 2015

Considerações, curiosidades, fatos e farsas sobre o Dia das Mães, o Dia dos Pais, o Dia dos Namorados e o Dia das Crianças...

Quando falamos de datas especiais no calendário ocidental, logo nos lembramos dos bons tempos de infância, quando tudo era mais simples. Hoje em dia, já adultos, observamos algumas vezes como essas datas são comerciais e movimentam milhões e mais milhões em quantidades vultuosas de dinheiro investido em presentes para aqueles que amamos. Hoje vamos falar um pouco sobre as particularidades, curiosidades, fatos e farsas sobre importantes datas: o Dia das Mães, o Dia dos Pais, o Dia dos Namorados e o Dia das Crianças.


A origem do Dia das Mães...
A mais antiga comemoração dos Dias das Mães é mitológica. Na Grécia Antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a mãe dos deuses. Tratava-se de uma festividade derivada do costume de adorar a mãe, na antiga Grécia. A adoração formal da mãe, com cerimônias para Cibele ou Rhea, a grande mãe dos deuses, era realizada nos idos de março em toda a Ásia Menor.

Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada pela ativista Ann Maria Reeves Jarvis, que fundou em 1858 os Mothers’ Days Works Clubs, com o objetivo de diminuir a mortalidade de crianças em famílias de trabalhadores. Jarvis organizou em 1865 o Mother’s Friendship Days (Dias de Amizade para as Mães) para melhorar as condições dos feridos na Guerra de Secessão que assolou os Estados Unidos no período. Em 1870, a escritora Julia Ward Howe publicou o manifesto Mother’s Day Proclamation, pedindo paz e desarmamento depois da Guerra de Secessão.


Reconhecida como idealizadora do Dia das Mães na sua forma atual é a filha de Ann Maria Reeves Jarvis, a metodista Anna Jarvis, que em 12 de maio de 1907, dois anos após a morte de sua mãe, criou um memorial à sua mãe e iniciou uma campanha para que o Dia das Mães fosse um feriado reconhecido. Ela obteve sucesso ao torná-lo reconhecido nos Estados Unidos em 08 de maio de 1914, quando a resolução Joint Resolution Designating the Second Sunday in May as Mother’s Day foi aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos, instalando o segundo domingo do mês de maio como Dia das Mães. No âmbito desta resolução o presidente dos Estados Unidos Thomas Woodrow Wilson proclamou no dia seguinte que no Dia das Mães os edifícios públicos devem ser decorados com bandeiras. Assim, o Dia das Mães foi celebrado pela primeira vez em 09 de maio de 1914. Com a crescente difusão e comercialização do Dia das Mães Anna Jarvis afastou-se do movimento, lamentou a criação e lutou para a abolição do feriado.

No Brasil, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas, a pedido das feministas da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, oficializou a data no segundo domingo de maio. A iniciativa fazia parte da estratégia das feministas de valorizar a importância das mulheres na sociedade, animadas com as perspectivas que se abriram a partir da conquista do direito de votar, em fevereiro do mesmo ano. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja católica. Em Portugal, o Dia das Mães é celebrado no primeiro domingo de maio, mês de Maria (mãe de Jesus), embora durante muitos anos tivesse sido comemorado no dia 08 de Dezembro, dia da Nossa Senhora da Conceição.

No Brasil e nos Estados Unidos o Dia das Mães é a segunda melhor data do comércio, depois do Natal.

Curiosamente, não é em todo o planeta que o Dia das Mães é comemorado no segundo domingo do mês de maio. Por exemplo, no dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher, também é o Dia das Mães na Albânia, Rússia, Sérvia, Bulgária e Romênia; em 10 de maio, também uma data fixa, a celebração acontece no Paraguai, México, Guatemala, Índia e Cingapura. Também há, ainda, as datas móveis: o primeiro domingo de maio celebra-se a data na Lituânia, Hungria, Espanha, Portugal, Angola e Moçambique; a maior parte do mundo celebra o Dia das Mães como no Brasil e nos Estados Unidos, no segundo domingo do mês de maio. Na Argentina, curiosamente, a celebração acontece no terceiro domingo do mês de outubro, para coincidir com a florada da primavera.


A origem do Dia dos Pais no mundo...
Evoca-se como origem dessa data à Babilônia, onde, há mais de 4 mil anos, um jovem chamado Elmesu teria moldado em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai. Daí tornou-se uma festa nacional. Em 1972, o presidente americano Richard Nixon oficializou o Dia dos Pais nos Estados Unidos.

Segundo a tradição, nos Estados Unidos e em mais 32 países, a data é comemorada no terceiro domingo do mês de junho. No Brasil, comemora-se no segundo domingo de agosto. Em Portugal e na Espanha, o Dia dos Pais é comemorado a 19 de março, seguindo a tradição da Igreja católica, que neste dia celebra São José, marido de Maria (a mãe de Jesus Cristo). No Brasil, é comemorado no segundo domingo de agosto. No país a implantação da data é atribuída ao jornalista Roberto Marinho, para incentivar as vendas do comércio e, por conseguinte, o faturamento de seu jornal. A data escolhida foi o dia de São Joaquim, sendo festejada pela primeira vez no dia 16 de agosto de 1953.


As origens do Dia dos Namorados...
O Dia de São Valentim cai num dia festivo de dois mártires cristãos diferentes, de nome Valentim. Mas os costumes relacionados com este dia provavelmente vêm de uma antiga festa romana chamada Lupercalia, que se realizava todo dia 14 de fevereiro. A festa homenageava Juno, a deusa romana das mulheres e do casamento, e Pã, o deus da natureza.

A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado. O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes. Continuou celebrando casamentos, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu namorado” ou “De seu Valentim”.

Considerado mártir pela Igreja católica, a data de sua morte – 14 de fevereiro – também marca a véspera de Lupercais, festas anuais celebradas na Roma antiga em honra de Juno (deusa da mulher e do matrimônio) e de Pan (deus da natureza). Um dos rituais desse festival era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade.


Outra versão diz que no século 17, ingleses e franceses passaram a celebrar São Valentim como a união do Dia dos Namorados. A data foi adotada um século depois nos Estados Unidos, tornando-se o The Valentine’s Day. E na Idade Média, dizia-se que o dia 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta do amado. Na sua forma moderna, a tradição surgiu em 1840, nos Estados Unidos, depois que Esther Howland vendeu cinco mil dólares em cartões do Dia dos Namorados, uma quantia elevada na época. Desde aí, a tradição de enviar cartões continuou crescendo, e no século 20 se espalhou por todo o mundo.

Atualmente, o dia é principalmente associado à troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos. Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no século 19, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos em massa.

No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho por ser véspera de 13 de junho, dia de Santo Antônio, santo português com tradição de casamenteiro no Brasil. A data provavelmente surgiu no comércio paulista, quando o comerciante João Dória trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes. A ideia se expandiu pelo Brasil, amparada pela correlação com o Dia de São Valentim – que nos países do hemisfério norte ocorre em 14 de fevereiro e é utilizada para incentivar a troca de presentes entre os apaixonados. Ou seja, somente no Brasil o Dia dos Namorados acontece em 12 de junho; no resto de todo planeta a data ocorre em 14 de fevereiro.

O surgimento do Dia das Crianças...
No ano de 1924, o deputado federal Galdino do Valle Filho teve a ideia de criar o Dia das Crianças. Os deputados aprovaram e o dia 12 de outubro foi oficializado como Dia da Criança pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4.867, de 05 de novembro de 1924. Mas somente em 1960, quando a fábrica de brinquedos Estrela fez uma promoção conjunta com a Johnson & Johnson para lançar a Semana do bebê robusto e aumentar suas vendas, é que a data passou a ser comemorada. A estratégia deu certo, pois desde então o Dia das Crianças é comemorado com muitos presentes. Logo depois, outras empresas decidiram criar a Semana da Criança, para aumentar as vendas. No ano seguinte, os fabricantes de brinquedos decidiram escolher um único dia para a promoção e fizeram ressurgir o antigo decreto. A partir daí, o dia 12 de outubro se tornou uma data importante para o setor de brinquedos e doces no Brasil.

Nos Estados Unidos, o Dia das Crianças é festejado no 1° domingo de junho, a data pode variar de estado para estado em nível nacional. Dia das Crianças e Juventude foi aprovado em 1994, quando o legislativo do Havaí se tornou o primeiro estado do país a aprovar uma lei para reconhecer o 1° domingo de outubro como Dia das Crianças. Nos Estados Unidos o presidente Bill Clinton proclamou o Dia das Crianças em 11 de outubro de 1998, em resposta a uma carta escrita por um menino de seis anos perguntando se ele iria aprovar o Dia das Crianças.


Ao redor do mundo o Dia das Crianças é comemorado em datas totalmente diferentes, não havendo um padrão. Assim, por exemplo, há países que comemoram a data em conjunto com o Natal, em 25 de dezembro. Também há certa regra em alguns países, pois, curiosamente, muitos comemoram o dia em 1º de junho. O mais interessante é o Japão, que tem datas separadas para comemorar do Dia dos Meninos e o Dia das Meninas. Apesar das datas diferentes, trata-se de uma comemoração muito animada, quando as crianças são brindadas com presentes, festas, bolos e muitos doces.