quinta-feira, 19 de março de 2015

Máquina de Anticítera: fato, farsa ou objeto deixado pelos deuses astronautas?!

A chamada Máquina de Anticítera é um artefato que se acredita tratar de um antigo mecanismo para auxílio à navegação. O mecanismo original está exposto na coleção de bronze do Museu Arqueológico Nacional de Atenas, acompanhado de uma réplica. Outra réplica está exposta no Museu Americano do Computador em Bozeman, nos Estados Unidos.


Os restos do artefato foram resgatados em 1901, juntamente com várias estátuas e outros objetos, por mergulhadores, à profundidade de aproximadamente 43 metros na costa da ilha grega de Anticítera, entre a ilha de Citera e a de Creta. Datado de 87 a.C., em 17 de maio de 1902 o arqueólogo Spyridon Stais notou que uma das peças de pedra possuía uma roda de engrenagem. Quando o aparelho foi resgatado estava muito corroído e incrustado. Depois de quase dois mil anos, parecia uma pedra esverdeada. Visto que de início as estátuas eram o motivo de todo o entusiasmo, o artefato misterioso não recebeu muita atenção.

O mecanismo foi examinado em 1902, e estava em vários pedaços. Havia rodas dentadas de diferentes tamanhos com dentes triangulares cortados de forma precisa. O artefato parecia um relógio, mas isso era pouco provável porque se acreditava que relógios mecânicos só passaram a ser usados amplamente muito mais tarde.

Análise detalhada...
Em 1958, o mecanismo foi analisado por Derek J. de Solla Price, um físico que mudou de ramo e tornou-se professor de História na Universidade de Yale. Ele chegou a acreditar que o aparelho era capaz de indicar eventos astronômicos passados ou futuros, como a próxima Lua cheia. Percebeu que as inscrições no mostrador se referiam a divisões do calendário – dias, meses e signos do zodíaco. Supôs que deveria haver ponteiros que girassem para indicar as posições dos corpos celestes em períodos diferentes. O professor Price deduziu que a roda dentada maior representava o movimento do Sol e que uma volta correspondia a um ano solar, equivalente a 19 anos terrestres. Se uma outra engrenagem, conectada à primeira, representava o movimento da Lua, daí a proporção entre o número de dentes nas duas rodas deveria refletir o conceito dos gregos antigos sobre as órbitas lunares.

Em junho de 1959, o professor Price publicou um artigo sobre o mecanismo na “Scientific America” enquanto o mecanismo estava apenas sendo inspecionado. Em 1971, o professor Price submeteu o mecanismo a uma análise com o auxílio de raios gama. Os resultados confirmaram as suas teorias de que o aparelho era um calculador astronômico altamente complexo. Ele fez um desenho de como achava que o mecanismo funcionava e publicou suas descobertas em 1974. Na ocasião, Price afirmou que o aparelho teria sido construído por Geminus de Rodes, um astrônomo grego, mas a sua conclusão não foi aceita pelos especialistas à época, que acreditavam que, embora os antigos gregos tivessem o conhecimento para tal máquina, não tinham a habilidade prática e científica necessária para construí-la. Os dados obtidos pela máquina são muito semelhantes aos descritos nos manuscritos de Galileu Galilei e as semelhanças vão além da coincidência, levando a crer que Galileu valeu-se de tal máquina em suas pesquisas.


Projeto de pesquisa do mecanismo em questão...
Em 1996 o físico italiano Lucio Russo, professor na Universidade de Roma Tor Vergata, publicou um artigo acrescentando novas luzes à questão. O artigo foi traduzido e publicado em língua inglesa em 2004. A partir de setembro de 2005, a fabricante estadunidense de computadores Hewlett-Packard contribuiu para a pesquisa disponibilizando um sistema de reprodução de imagens, tomógrafo digital, que facilitou a leitura de textos, que haviam se tornado ininteligíveis devido à passagem do tempo.

Essas pesquisas permitiram uma visão melhor do funcionamento do mecanismo. Quando o usuário girava o botão, as engrenagens de pelo menos 30 rodas dentadas ativavam três mostradores nos dois lados do aparelho. Isso permitia que o usuário previsse ciclos astronômicos – incluindo eclipses – em relação ao ciclo de quatro anos dos Jogos Olímpicos e outros jogos pan-helênicos. Esses jogos eram comumente usados como base para a cronologia.

Essas informações eram importantes uma vez que para os povos da Antiguidade o Sol e a Lua eram a base para os calendários agrícolas, além do que os navegadores se orientavam pelas estrelas. Os fenômenos astronômicos influenciavam todas as instituições sociais gregas. Complementarmente, para os babilônios antigos, prever eclipses era muito importante, visto que esses fenômenos eram considerados presságios ruins. De fato, o mecanismo poderia ser encarado como uma ferramenta política, permitindo que governantes exercessem domínio sobre seus súditos. Foi sugerido que um dos motivos de sabermos tão pouco sobre mecanismos desse tipo é que eles eram mantidos em sigilo por militares e políticos.

O artefato prova que a antiga astronomia e matemática gregas, originadas em grande parte na longa tradição babilônica, eram bem mais avançadas do que até então se imaginava. A revista “Nature” referiu-o assim: “O antigo mecanismo de Anticítera não apenas desafia nossas suposições sobre o progresso da tecnologia ao longo das eras – ele nos dá novos esclarecimentos sobre a própria História”.


Quem o construiu?!
O mecanismo de Anticítera não poderia ser o único mecanismo desse tipo. “Não há nenhuma evidência de quaisquer erros”, escreveu Martin Allen. “Todas as características mecânicas têm uma função. Não há nenhum furo extra ou vestígios de metal que sugiram modificações feitas pelo fabricante durante o processo de construção do mecanismo. Isso leva à conclusão de que ele deve ter fabricado vários modelos”.

Pesquisas mais recentes revelam que o mostrador que indicava os eclipses continha o nome dos meses. Esses nomes são de origem coríntia. A revista “Nature” declarou: “As colônias coríntias do noroeste da Grécia ou de Siracusa, na Sicília, são as mais prováveis – a segunda indicando um patrimônio que remonta os dias de Arquimedes”.

Aparelhos similares não foram encontrados porque o bronze é um produto valioso e altamente reciclável. Em resultado disso, antigos achados de bronze são muito raros. Na verdade, muitos deles foram descobertos debaixo da água, onde não eram acessíveis aos que talvez fossem reutilizá-los. Foi atribuido a Arquimedes a construção desse aparelho. Sua serventia vai além de guiar naus. Esse aparelho é precioso em calcular a órbita lunar, solar, mais as órbitas de cinco planetas ao redor da terra, além de ser capaz de prever eclipses lunares e solares por séculos à frente. Sua precisão é espantosa visto ter sido produzido por mãos humanas. Chegou a ser considerado uma máquina de previsão do futuro. A Grécia não só é o berço da civilização ocidental como também pode ser considerada o berço da tecnologia ocidental sendo esse aparelho o primeiro computador feito pelo Homem.


Intensamente estudado entre o final da década de 1950 e o início da década de 1970, o mecanismo é composto por 27 engrenagens de bronze, feitas a mão, e organizadas de modo a representar mecanicamente a órbita da Lua, de outros planetas do Sistema Solar e do próprio Sol. Primitivamente teria sido protegido por uma caixa ou moldura de madeira, constituindo-se no mais antigo computador analógico hoje conhecido. O artefato é notável porque empregava, já no século 1 a.C., uma engrenagem diferencial, que se acreditava ter sido inventada apenas no século 16, e pelo nível de miniaturização e complexidade de suas partes, comparável às de um relógio feito no século 18.

A visão dos teóricos dos deuses astronautas sobre o artefato...
De acordo com os adeptos das teorias dos deuses astronautas, a Máquina de Anticítera é o maior exemplo de que as tecnologias do passado são compatíveis com as tecnologias contemporâneas porque os ditos deuses (sendo estes aliens) ensinaram tecnologia de ponta aos povos da Antiguidade, portanto sendo possível movimentar toneladas de granito para a construção das Pirâmides de Gizé e até, por exemplo, um relógio extremamente complexo quase 1.900 anos antes de um igual surgir na França.

Assim sendo, o aparato encontrado em Anticítera, na visão destes teóricos, mostra, muito provavelmente, que os alienígenas do passado deixaram tecnologia importante para trás, descoberta no fundo do mar somente no amanhecer do século 20. Para estes especialistas, não precisa entender muito de física mecânica para entender que esse aparato técnico é extremamente complexo, com direito a muitas engrenagens bem específicas e precisas, para o tempo em que teria sido construído.