sábado, 27 de dezembro de 2014

Múmias de tabaco, maconha e cocaína: uma curiosidade para se reescrever a história?! Fato ou farsa?!

O assunto é bastante polêmico e pode levar historiadores, arqueólogos, antropólogos e paleontólogos a reescreverem a história da humanidade desde a sua criação, com os primeiros hominídeos da África. Trata-se do assunto chamado: as múmias de tabaco, maconha e cocaína do Egito. E agora você vai compreender por que esta questão é extremamente complexa e polêmica.


De acordo com as pesquisas que tivemos disponíveis na internet, tudo começou em março de 1992, quando pesquisadores alemães solicitaram o auxílio especializado da cientista forense Dr.ª Svetlana Balabanova, do Instituto Forense de Ulm, para investigar os conteúdos dos sarcófagos onde se encontravam múmias egípcias.

A primeira espécie testada foi apelidada “Het-Nut-Tawy”, ou “Senhora das duas terras”, da 21ª Dinastia (cerca 1069 a.C.), cujo sarcófago era finamente decorado com figuras de Nut, rainha do céu. Como se depreende, era uma múmia feminina. A cientista ficou pasma quando encontrou a presença de grandes quantidades de nicotina, cânhamo e cocaína nas amostras desta múmia e de outras tantas, guardadas no Museu Egípcio de Munique.


Por que a doutora ficou tão pasmada?! Simplesmente porque o cânhamo (maconha), o tabaco e a coca (cocaína) são plantas estritamente sul-americanas e só passaram a ser exportadas para outros continentes após as Grandes Navegações (a partir do século 16), principalmente para a África como moeda de troca nas tribos, que entregavam seus prisioneiros para servirem como escravos no continente americano. Desta forma, começou um intenso debate sobre várias possibilidades: (1) as múmias não serem autenticamente egípcias; (2) as plantas tóxicas não serem somente sul-americanas; e (3) os egípcios já terem feito comércio há muitos milênios com os incas, que costumavam usar em seus enterros a coca, o tabaco e a maconha.

Entretanto, como sempre ocorre com descobertas científicas revolucionárias, há os ortodoxos, alegando que não havia destas espécies de plantas no Egito Antigo. Naqueles tempos, o alucinógeno principal era o lírio azul, tão festejado nas pinturas egípcias, entre as mãos dos faraós e dos deuses. Além disso, a introdução destas plantas no restante do mundo, como dito acima, afirmavam, só ocorreu a partir de 1492, depois que Cristóvão Colombo “descobriu” a América em outubro daquele ano.

Os céticos também diziam que essas múmias poderiam ser falsas, compradas de mercados negros do século 19, quando o Egito estava no auge da moda, e falsários roubavam corpos de mendigos e construíam sarcófagos para, depois, os venderem aos colecionadores que pagavam qualquer fortuna por esses objetos incomuns. Por isso alguns especialistas céticos acreditavam que a doutora responsável pela descoberta deveria ir com calma, sendo que essas múmias do Museu Egípcio de Munique poderiam ser espécimes falsos fruto deste período do século 19, quando a cocaína foi introduzida na sociedade como uma espécie de medicamentos para vários males, principalmente na sociedade germânica (o famoso psiquiatra Sigmund Freud é um dos mais famosos adeptos da medicina com base na coca, fazendo uso dela e recomendando-a aos seus pacientes).


A descoberta causou tremendo alvoroço entre historiadores, arqueólogos, biólogos, antropólogos e paleontólogos, principalmente quando foi publicada na renomada revista científica alemã “Naturwissenschaften”, em julho de 1992. Se a cientista Balabanova estava certa, todos haviam errado, e isto eles não admitiam de jeito nenhum, tendo que reescrever toda a história da humanidade que estamos acostumados a aprender nas escolas e nas universidades. Alguns cientistas ortodoxos mais classudos tornaram-se contra a doutora, acusando-a de ser precipitada e não reparar todos os contextos antes de publicar o artigo revolucionário.

Na Inglaterra, insultada, a curadora do Museu de Manchester, Rosalie David, mantenedora da coleção de múmias, declarou enfaticamente: “Ou os testes falharam ou as próprias múmias são falsas”. Entretanto, a Dr.ª Balabanova é uma toxicologista forense experiente, com um currículo impecável. Havia usado um método seguro de análise denominado “folículo capilar”. Se a pessoa falecida consumiu alguma droga, os traços são levados até a proteína do poro do folículo capilar, lá permanecendo para sempre. Há um teste posterior, com álcool, para verificação de contaminação externa da mostra com as drogas. As amostras indicariam se as drogas vinham do folículo capilar interior ou do exterior (contaminação pelo ar, por exemplo). Os exemplos das múmias de Balabanova vinham do interior, indicando, portanto, que as pessoas cujas múmias estavam sendo examinadas foram, mesmo, usuárias daquelas drogas.

A autenticidade das múmias, então, foi exigida pelos cientistas. A múmia apelidada de “Het-Nut-Tawy” foi comprada pelo Rei Ludovico I, em 1845. Quem a vendeu foi um comerciante inglês chamado Dodwell – aí está a história que os cientistas ortodoxos queriam ouvir. O curador do Museu de Munique, Dr. Alfred Grimm, autenticou as inscrições, os amuletos e os métodos complexos de embalsamamento. A múmia viera de uma tumba de Sacerdotes e Sacerdotisas seguidores do deus Amon, em Tebas. De acordo com os egiptólogos, os seguidores de Amon faziam uso do lírio azul egípcio, além de bebidas alucinógenas. Ou seja, de acordo com os testes, inclusive de carbono 14, a múmia drogada era autêntica.

Rosalie David, inconformada, testou as suas próprias múmias e, visivelmente desapontada, deu a mão à palmatória: a Dr.ª Svetlana Balabanova estava correta. E foi então, glorificada. Com isso, surgiu um novo debate: como os egípcios tiveram acesso, milênios antes, a artefatos “sagrados” que só chegaram ao restante do mundo dois mil anos depois?




Com esse esquema de mistério no ar e certa incompreensão, os cientistas estavam desapontados com sua infalibilidade metódica. A certeza estava ruída. Assim é que entraram em cena os teóricos dos deuses astronautas com suas explicações acerca dos ocorridos no Egito e na América. De acordo com esta teoria, na Antiguidade os deuses que se referem judeus, hinduístas, budistas etc. são, na verdade, alienígenas que desceram à terra e ensinaram várias técnicas importantes à Humanidade. Assim sendo, de acordo com esses teóricos, os deuses astronautas teriam espalhado da América do Sul as plantas medicinais que podemos encontrar nessas múmias, de uma forma especial porque só são encontradas em múmias específicas no Egito Antigo.