terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Magnetoterapia: fato, farsa ou um novo recurso clínico?!

Magnetoterapia é uma terapia praticada pela medicina alternativa baseada na suposta influência dos campos magnéticos estáticos sobre o corpo humano. Os adeptos desta prática afirmam que ela seria capaz de tratar efetivamente diversas doenças, sobretudo de ordem reumática. Tais afirmações, todavia, carecem de base científica. No Brasil, esta terapia passou a fazer parte da atuação do profissional fisioterapeuta a partir da Resolução COFFITO nº 380/2010, o que gerou protestos dos profissionais mais céticos.


Reconhecimento científico...
Embora tratamentos baseados na aplicação de campos magnéticos tenham encontrado aceitação na cultura popular praticamente desde que os ímãs foram descobertos, há total falta de evidências científicas sobre a eficácia destes métodos. Alguns estudos controlados sugerem que campos magnéticos estáticos (tais como os gerados por ímãs) não causam nenhuma ou quase nenhuma influência sobre o corpo humano, mesmo em intensidades de grandeza maiores que as praticadas nestas terapias.

Isto porque os ímãs só exercem poder sobre alguns tipos de metais, e nenhuma influência direta sobre o corpo humano. Somente “ímãs gigantescos”, como o planeta Terra é, gerariam algum efeito sobre todos os corpos, causando, por exemplo, a gravidade dos corpos – puxando tudo para o chão.

Críticos desta terapia acrescentam ainda que algumas pessoas, como os operadores de equipamentos de ressonância magnética, são expostos frequentemente a campos magnéticos extremamente intensos (superiores a um tesla) sem nenhum efeito observado em sua saúde (seja benéfico ou não).


Exploração comercial...
Existem no mercado diversos dispositivos destinados à magnetoterapia, tais como pulseiras, colchões, travesseiros e até mesmo magnetizadores de água. Os estudos que existem apontam que nenhum destes dispositivos fazem nenhuma intervenção no corpo humano, sejam elas benéficas ou maléficas, como dito anteriormente. Entretanto, as vendas mundiais da indústria relacionada à terapia magnética somam mais de um bilhão de dólares americanos por ano.

Um relatório da Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos sobre atitude e entendimento público observou que a terapia magnética não é “nem um pouco científica”. Numerosos vendedores fazem afirmação sem fundamentos sobre a terapia magnética usando pseudociência e linguagem “New Age” – como vários tratamentos de teorias duvidosas, como a cromoterapia e a cristaloterapia. Tais afirmações não encontram guarida em resultados de estudos científicos e clínicos.