terça-feira, 4 de novembro de 2014

Akhenaton: o faraó alienígena. Fato ou farsa?!

Hoje vamos falar um pouco sobre um personagem controverso da História Antiga, mas que tem deixado cada vez mais a história do tempo presente controversa e cheia de perguntas e questionamentos sem resposta, demandando cada vez mais pesquisas. Akhenaton, conhecido como “faraó louco”, ou “faraó alien”, ou “faraó extraterrestre”, já foi tema de muitos programas sensacionalistas e é um dos personagens principais da teoria dos deuses astronautas.


Akhenaton, cujo nome de nascimento era Amen-hotep IV (ou Amenóphis, em grego) foi um faraó egípcio da 18ª Dinastia, governando por dezesseis anos, entre 1352 e 1336 antes de Cristo. Foi muito importante para a história do Egito, pois durante seu reinado tentou realizar diversas mudanças na cultura local, envolvendo sociedade, política, trabalho, religião etc.

Akhenaton mudou a capital do Antigo Egito de Tebas para uma nova cidade que mandou erguer à qual colocou o mesmo nome que o seu. Alguns egiptólogos afirmam que a cidade não se chamava Akhenaton, mas Amarna; acabou ganhando esse erro porque muitos a chamavam de “cidade de Akhenaton”.

Porém a mudança mais marcante realizada por este faraó foi na parte religiosa, quando destituiu o culto ao deus Amon e privilegiou o culto ao deus Aton, assim também tentando empregar uma cultura religiosa monoteísta. Isso acabou sendo um duro golpe na cultura daquela época, pois fica muito difícil para uma sociedade conceber, do nada, uma nova religião com preceitos variados e totalmente diferentes daqueles já praticados.

Akhenaton também mudou a arte egípcia. O seu reinado assistiu à emergência da chamada “arte amarniana(fotos abaixo), que se caracteriza por um lado pelo naturalismo (abundância de plantas, flores e pássaros) e pela convivência familiar do faraó e por outro lado, por uma representação mais realista das personagens (até então os faraós eram sempre representados como figuras esbeltas e de ombros largos, verdadeiras divindades entre os humanos, mas na arte amarniana o faraó era representado com formas mais realistas), por vezes as representações atingiam o ponto da caricatura. A arte oficial apresenta o rei com uma fisionomia andrógina, com um crânio alongado, lábios grossos, ancas largas e ventre proeminente.



Akhenaton declarou-se o seu único sacerdote e profeta, escrevendo um hino no qual proclamava a grandeza do Sol como criador de todas as coisas, e a igualdade entre todos os homens. A semelhança desse hino com o Salmo 104, do Antigo Testamento, faz pensar que ambas as religiões compartilharam as suas ideias sobre o monoteísmo em um momento de sincretismo. O Hino de Aton pode ser encontrado na internet, bem como o Salmo 104 – para quem não tem uma Bíblia em casa.

A história do crânio alongado do faraó e sua ligação alien...
O reinado de Akhenaton foi curto, mas muito importante e envolto de muitos mistérios, talvez pelo excesso de mudanças na cultura egípcia que ele impôs. Assim como em diversas culturas antigas, na cultura egípcia também foram encontrados crânios deformados e/ou alongados. Akhenaton, por exemplo, teria a cabeça estranhamente alongada – pelo menos é assim que ele sempre é retratado nas artes estatuárias, além de sua aparência longilínea, esbelta, parecendo com um “grey”.


Os antigos faraós diziam proceder da linhagem direta dos deuses, e essa seria uma das evidências físicas dessa descendência divina, no caso de Akhenaton. Da mesma forma que Akhenaton, sua esposa Nefertiti tinha um crânio estranhamente alongado, fruto de sua herança genética.



O faraó possuía outras características físicas estranhas, tinha um corpo afeminado. Ele é considerado um ser andrógino por aqueles que defendem a teoria de que Akhenaton seria um descendente direto dos deuses, ou melhor dizendo, dos deuses astronautas. Segundo os teóricos dos deuses astronautas, os cientistas não puderam explicar exatamente o fato de o faraó ter essas características, então tentam encaixar Akhenaton numa síndrome chamada “Marfan”. Esta síndrome tem por características o alargamento das feições e do crânio, características femininas e uma clara infertilidade. Entretanto, sabe-se que o faraó teve diversos filhos (inclusive Tutankhamon), portanto essa seria a lacuna para a teoria da síndrome de Marfan (fotos abaixo), que não encaixa na teoria dos cientistas.



Continuando a investigação...
Uma das maiores controversas teológicas envolvendo a figura deste faraó diz respeito à própria história. Akhenaton teria sido o primeiro governante a implantar um credo religioso em um único deus (monoteísmo), antes mesmo de o Judaísmo nascer das sombras das religiões mesopotâmicas proclamando-se a primeira religião a cultuar um Deus uno. A reforma religiosa de Akhenaton mudou muitos aspectos do espaço, do tempo e da sociedade do Antigo Egito ao falar que somente o Sol era o deus de todo mundo – alguns séculos antes de Moisés, Abraão e todos os patriarcas do monoteísmo judaico.

De acordo com os historiadores e egiptólogos, o faraó ao propor o monoteísmo estaria interessado nas riquezas do clero dedicado a Amon, por isso mudou a estrutura religiosa e adquiriu para si essas extensas posses. Os teóricos dos deuses astronautas não pensam da mesma forma. Para eles as mudanças religiosas propostas pelo faraó estavam motivadas numa possível origem extraterrestre de Akhenaton.


O fato de ele mudar toda a estrutura religiosa e comprar uma grande briga com o poderoso clero gerou revolta desse setor da sociedade egípcia. Mesmo o faraó precisaria do apoio desses nobres, então por que comprar essa briga? Que benefícios essa mudança traria? Os teóricos dos antigos deuses acreditam que não haveria benefícios para o faraó nessa briga comprada por Akhenaton. Assim, ele fez isso por de fato ser um ser de outro mundo, e tal ato seria importante para ele espalhar a sua mensagem.

Já os céticos têm uma posição contrária sobre essa querela entre grupos religiosos e o faraó no caso da mudança de credo. Quando Akhenaton instituiu o monoteísmo e se proclamou descendente direto do deus Aton, ele deu a si mesmo o status de único sacerdote, status esse que acompanharia sua prole, afinal eles também seriam descendentes diretos de Aton. Sendo o único sacerdote, Akhenaton teria todos os poderes do Estado. Essa é uma vantagem significativa para se comprar uma briga com a nobreza religiosa.

Mesmo com tantas provas controversas e tantas análises de historiadores, arqueólogos, ufólogos, paleontólogos, egiptólogos, céticos em geral e crédulos em geral, as figuras de Akhenaton e da sua esposa Nefertiti sempre estarão escondidas sob uma densa bruma de mistério em que não saberemos dizer ao certo quem era aquele faraó tão radical a ponto de mudar toda uma cultura e toda uma religião, com um corpo estranho e aparência andrógina.