sábado, 25 de outubro de 2014

Narrando o que aconteceu no famoso “incidente de Fayetteville”: fato ou farsa?!

Nos últimos anos o número de casos envolvendo contatos imediatos com Ovni’s tem crescido muito, e junto a esse crescimento, aumentou o número de documentários da TV a cabo explorando de maneira sensacionalista esses casos. Muitos são tendenciosos, mas outros acabam sendo eternizados pela densidade de provas. Hoje vamos falar sobre um desses casos incontestáveis, o chamado “incidente de Fayetteville”, nos Estados Unidos.

Em 08 de janeiro de 2007, esse caso teve início na pequena cidade de Fayetteville, Carolina do Norte (mapa abaixo), nos bancos de areia do Rio Cape Fear. A principal testemunha é Chris Bledsoe, um construtor bem sucedido e piloto comercial, muito respeitado na sua vizinhança. No dia desse estranho acontecimento, ele estava pescando com outros quatro amigos: Donny Ackerman, Gene Robinson, David Mc Donald e Chris Bledsoe Junior.


O Sr. Bledsoe andou alguma distância do ponto da pescaria e, então, observou três Ovni’s. Ele retornou ao local, e mostrou a todos os três objetos. De acordo com o relato, ficaram assustados e rapidamente saíram do rio, olhando os Ovni’s fazendo movimentos erráticos no céu. Depois de voltar para casa, o Sr. Bledsoe foi para o quintal dos fundos verificar o porquê de seus cães estarem latindo tanto. Ele seguiu os animais para a floresta e viu dois supostos aliens de estatura pequena e olhos vermelhos.

De acordo com o relato de todas as testemunhas à Mufon, os objetos voadores estavam alinhados e tinham cores bem brilhantes que variavam entre vermelho, laranja e amarelo. Ainda segundo o Sr. Bledsoe, os movimentos dos objetos eram tão rápidos “quanto o piscar dos olhos”.

Emocionado e apreensivo com o que tinha visto nos fundos de casa, Bledsoe então voltou ao rio para contar aos amigos e ao filho o que tinha acabado de ver. Ele pensou que nesse período de tempo tinham se passado 20 minutos, mas acabou descobrindo um espaço de tempo de pelo menos três horas. Apavorado, ele apontou para o céu e todos puderam ver as três aeronaves indo em direção à mata e pensaram que estavam sendo invadidos por algum país inimigo dos Estados Unidos. Depois de terem aterrissado na mata, puderam ver por entre as árvores luzes brancas por mais dez minutos.


Segundo o relato, eles ficaram hipnotizados de tão horrorizados com o que viram. Assustados, deixaram para trás o material de pesca e fugiram para a caminhonete. Na estrada continuaram a ver na mata as estranhas bolas coloridas. Outro fato interessante é a diferença significativa de tempo entre a saída do Sr. Bledsoe e o seu retorno ao rio: quatro horas! Diante desse fato, dois dos amigos foram procurá-lo na estrada e não o encontraram. Para o Sr. Bledsoe tinham se passado somente vinte minutos.

Os quarto homens ainda contaram à rede de investigações da Mufon que haviam visto na estrada um outro ponto de luz muito forte no acostamento, e duas criaturas estranhas, humanoides, de baixa estatura (do tamanho de uma criança de sete ou oito anos), circulando e, de repente, entraram nesse ponto de luz que levantou voo e simplesmente desapareceu no céu com movimentos erráticos mais uma vez.

O caso foi tão bem detalhado pelas testemunhas que a Mufon ficou impressionada com o espanto aliado à honestidade destas pessoas, que se perguntavam se estavam ficando loucas. Assim, a Mufon convocou cinco dos seus investigadores internacionais mais experientes.

À equipe da Mufon, Bledsoe Junior disse que não conseguia pensar em outra coisa naquela noite e se sentiu perseguido, pois, já em casa, viu dois orbs avermelhados na mata nos fundos do quintal, que pareciam investigá-los, vigiá-los. Entretanto a Mufon acreditou, de início, que Bledsoe Jr. estava somente corroborando com a história do pai; faltava, então, investigar tudo com o resto das testemunhas para criar um portfólio de investigação.


Os investigadores sêniors da Mufon foram conversar com os pescadores, que corroboraram com as histórias contadas pelo Sr. Bledsoe e seu filho. Eles ainda disseram que ficaram apavorados na hora, mas depois pensaram que estavam ficando loucos; um deles chegou a falar em experimentos militares secretos do governo norte-americano. Outro ponto interessante é que, de acordo com eles, as aeronaves não faziam nenhum barulho.

Com esses detalhes e tantas testemunhas, a Mufon abriu um portfólio para o caso e decidiram levar o Sr. Bledsoe (foto abaixo com seu filho, Jr.) a um psicanalista a fim de fazer uma sessão de hipnose e descobrir o que ocorreu realmente nessas horas que ele supostamente esteve em poder dos pequenos seres. No dia 14 de julho de 2008 aconteceu a primeira sessão de hipnose psicanalítica.


Condição psicológica de Bledsoe...
É importante apontar que o Sr. Bledsoe avisou à Mufon que não estava tendo bons episódios psicológicos e pensava estar ficando louco. Desde o acontecimento citado acima, ele não acreditava nos próprios olhos e na história que contava. Além disso, tinha pesadelos constantes, medo de sair à noite, medo de ir à floresta, confusão mental e muita enxaqueca. Diante deste quadro, a Mufon o colocou num polígrafo; recontando a história, descobriu-se que ele contava como verdade toda aquela história da abdução.

Em um ponto da investigação, a esposa do Sr. Bledsoe, mãe dos seus quatro filhos, reclamou que toda essa história estava destruindo seu lar porque os familiares estavam desacreditados da sanidade mental de pai e filho. Foi nesse contexto que o Sr. Bledsoe evitou contar mais detalhes do seu contato imediato, o que só apareceu durante as consultas com o psicanalista. Foi desta maneira que toda história foi sendo, aos poucos, esclarecida e a família de Bledsoe começou a compreender que não se tratava de insanidade mental, mas sim de estresse pós-traumático e síndrome do pânico.

Durante a hipnose, o Sr. Bledsoe contou um número pertinente de detalhes que estavam escondidos. Ele disse na aeronave viu quatro seres estranhos, e que depois todo o ambiente ficou escuro. Quando perguntado o porquê de ter sido escolhido pelos extraterrestres, ele respondeu que os seres disseram serem “anjos da guarda” e vieram até ele porque ele andava triste demais. Além disso, explicaram que os aliens menores vistos eram “crianças das estrelas”, fruto de acasalamentos entre aliens e seres humanos que estavam brincando na floresta.

Ele contou, ainda, que os aliens visitaram sua casa e ele implorava para voltar para sua família. Com isso, os aliens disseram que não iam fazer nada de mal a ninguém, apenas mostrar que eles estão próximos da humanidade observando tudo. Assim terminou a sessão de hipnose, e o Sr. Bledsoe continuava a achar que estivesse louco; o psicanalista explicou que isso é extremamente comum em quem passa por esses eventos. A Mufon abriu um portfólio com esse resultado positivo.

Para ter certeza da veracidade, a Mufon o levou até outro psicanalista que também fez uma hipnose; a história contada foi a mesma, com a mesma riqueza de detalhes. Com isso, dois laudos provavam a sanidade mental do abduzido.


Continuando a investigação…
Poderia, com essas considerações, esse caso tornar-se um clássico da ufologia mundial? Todas as evidências apontavam que sim. Entretanto ainda faltava a conclusão das investigações da Mufon, que encaminhou o Sr. Bledsoe para o analista aposentado do FBI, Bob Dridak, que faria um polígrafo com a suposta vítima de abdução. As perguntas feitas foram simples e estavam relacionadas com a história contada pela família Bledsoe e os amigos pescadores.

De acordo com Dridak, o Sr. Bledsoe mostrou-se inconsistente em algumas respostas do polígrafo. Entretanto por ser um procedimento considerado controverso, nunca é usado em processos a não ser que todas as partes envolvidas concordem com isso perante a corte. Mesmo assim a Mufon não descartou o caso e continuou com os procedimentos investigativos em relação ao que havia ocorrido naquele dia próximo ao rio, em Fayetteville. Segundo os investigadores, isso poderia acontecer porque o Sr. Bledsoe estava muito nervoso e continuava a se questionar sobre a própria sanidade mental em relação ao que teria acontecido.

Um fato ou uma farsa histórica na ufologia?!
Recentemente o blog postou o caso envolvendo Travis Walton, que nos anos 70 repercutiu enormemente na mídia e no meio ufológico, infelizmente depois vindo a comprovar ser um enorme caso de fraude envolvendo vários níveis, inclusive desvio de recursos federais dos Estados Unidos. Seria este o caso de Bledsoe, uma grande armadilha midiática?

Se a abdução do Sr. Bledsoe e a história dos seus amigos é uma tremenda farsa, precisamos apontar para algumas questões que devem ser respondidas: por que inventar essa história? Será que eles queriam ganhar alguma notoriedade e quinze minutos de fama? Para muitos, a resposta é “não”. Mas será que eles pensaram que poderiam ganhar dinheiro com essa história? Possivelmente, mas todos os envolvidos tinham boas ou ótimas condições financeiras. E se supormos de testemunho falso, como pode que todos contaram a mesma história sem nenhum tipo de contradição?


A Mufon ainda permanecia crédula em toda essa história, uma vez que toda a história parecia ser extremamente verossímil; os especialistas envolvidos na investigação eram veteranos de muitos anos e os psicanalistas que fizeram a hipnose já tinham trabalhado em mais de 250 casos parecidos e poderiam muito bem dizer se havia ali um fato ou uma farsa. Mesmo assim os mais céticos continuavam a se perguntar uma série de questões muito importantes.

Se a história então é uma mentira deliberada, como o Sr. Bledsoe pôde passar por todos os testes e avaliações psicológicas? Pode alguém fraudar até testes psicológicos avançadíssimos? Provavelmente não, de acordo com muitos especialistas. A Mufon continuou acreditando no caso apresentado neste post; entretanto, não há como comprovar se o caso é realmente autêntico porque os céticos pedem mais provas que são impossíveis de serem conseguidas.

A única coisa que se tem certeza é que “algo incomum e que não é desse mundo” foi compartilhada por um grupo de pessoas naquele final de tarde em Fayetteville. E isso foi forte o suficiente para mobilizar um grupo muito grande de pessoas, inclusive os mais experientes investigadores da Mufon. O caso permanece aberto até que novas tecnologias de investigação sejam possíveis para concluir o “incidente de Fayetteville”.