terça-feira, 14 de outubro de 2014

Mistério inexplicável: o caso de Shag Harbour, no Canadá... Fato ou farsa?!

O incidente Ovni de Shag Harbour foi o relato do impacto de um enorme objeto não-identificado nas águas de Shag Harbour, uma pequeníssima vila de pescadores na província canadense de Nova Escócia, no dia 04 de outubro de 1967. Os relatórios foram lidos, relidos e investigados por vários civis, ufólogos, militares, agências do governo, ONG’s e até mesmo pelo governo norte-americano (que, teoricamente, não tem soberania nem jurisprudência sobre aquele território).


Eventos iniciais em Shag Harbour...
Por volta das 11h20 da noite do dia 04 de outubro de 1967, horário local, foi relatado que algo caiu nas águas do Golfo do Maine, próximo à vila pesqueira de Shag Harbour. Pelo menos onze pessoas viram um objeto voador não-identificado, com o formato de um charuto, indo em direção ao porto da vila. Múltiplas testemunhas disseram que ouviram algo “como uma bomba explodindo”, depois algo como um assobio abafado.

O objeto nunca foi oficialmente identificado, e mais tarde classificado como um Ovni nos documentos da investigação canadense. Moradores da vila alegam que militares canadenses estiveram envolvidos no subsequente resgate da nave.

A denúncia da queda às autoridades foi feita, pela primeira vez, pelo morador Laurie Wickens e seus quatro amigos. Dirigindo para Shag Harbour em uma autoestrada, eles avistaram um enorme objeto afundando nas águas próximas ao porto. Em seguida, viram um objeto não-identificado com cerca de 250 metros de comprimento boiando no mar, a cerca de 300 metros da praia. Depois de avistarem essa cena, Wickens ligou para a Guarda Costeira Canadense e passou o primeiro contato do incidente.


Buscas subsequentes e esforços de resgate...
Supondo que na verdade um avião teria caído naquela área, dentro de 15 minutos dez oficiais da aeronáutica do Canadá chegaram ao local. Preocupados com possíveis sobreviventes, os oficiais entraram em contato com o Centro de Salvamento, em Halifax, para falar sobre a situação incomum, além de perguntar às torres de controle aéreo se alguma aeronave passou por ali ou pediu ajuda com algum tipo de falha. De acordo com as testemunhas, em menos de 15 minutos a tal aeronave afundou e sumiu totalmente mar adentro.

Uma equipe de resgate foi prontamente montada e coordenada. Com menos de meia hora do incidente, vários barcos pesqueiros foram para o local indicado procurar por sobreviventes junto com alguns policiais e bombeiros. Sem sinal de sobreviventes, sem sinal de corpos ou sem nenhum resquício de acidente aéreo (pedaços de equipamentos), os pescadores e bombeiros deixaram o local em Shag Harbour porque estava muito escuro.


Na manhã seguinte, as tores de controle aéreo de Halifax informaram que não havia nenhuma aeronave desaparecida no Canadá, nem no nordeste dos Estados Unidos, nem no sul da Groenlândia. No meio disso tudo, que agora era um mistério, as buscas foram retomadas na manhã no pequeno porto pesqueiro de Shag Harbour, com a Guarda Costeira, bombeiros, militares e pequenos pescadores colaborando também como mergulhadores.

Neste mesmo dia, 05 de outubro de 1967, o Centro de Controle Aéreo do Canadá enviou um fax de prioridade total para a Aeronáutica do Canadá falando sobre a possibilidade de “avistamento de Ovni”, informando que havia várias testemunhas na comunidade, sendo este um “caso incomum à rotina”. A partir deste momento, na tarde daquele dia, o caso passou a ser classificado como “relatório Ovni”. Assim sendo, a Aeronáutica Canadense passou outro telex para as autoridades em Shag Harbour falando que as buscas deveriam ser mais densas e os civis deveriam ser retirados da questão; com isso, os pescadores que estavam servindo ao esforço local foram proibidos de ir ao mar até mesmo pescar enquanto a população assistia da praia às operações dia e noite, abrindo os olhos desconfiados da comunidade ufológica.

Dois dias depois de o incidente ter sido notificado para as autoridades, foi composto do gabinete de crise e três dias depois disso o contingente de busca aumentou três vezes, sem, no entanto, que os civis pudessem participar. Desta forma, a colônia de pescadores de Shag Harbour começou a passar por grave crise financeira e crise alimentar porque os pesqueiros não podiam ir ao mar. Diante de tantos problemas envolvendo o objeto voador não-identificado, o Departamento de Defesa Nacional do Canadá abriu uma investigação mais aprofundada do caso, e hoje esses arquivos podem ser lidos no Acervo Público de Ottawa. Vários relatórios foram produzidos enquanto a população dizia uma coisa e os documentos, outra.



Os documentos apontam que a Aeronáutica Canadense estava “extremamente interessada no caso” enquanto a Guarda Costeira dava o caso como encerrado para que a população local voltasse a ter sua vida. Nas conclusões do documento encontrado no Acervo Canadense há a menção de que a Marinha encontrou um objeto escuro, metálico e nenhum sinal de vida inteligente no objeto, que foi recolhido. Entretanto, apesar dos relatórios, a Marinha Canadense continua, desde 1967, a negar que tenha encontrado qualquer coisa nas profundezas do Golfo do Maine.

O incidente ufológico de Shag Harbour tornou-se muito importante para os estudos de Ovni’s e as buscas de militares por estas naves voadoras. O caso acabou conhecido como “Roswell do Canadá”. Céticos creem que o ocorrido não tem nada a ver com discos voadores ou aliens, mas sim o contexto da Guerra Fria. Em 1967, os países da Otan saíam da crise de mísseis de Cuba contra a União Soviética e estavam se resguardando de ataques nucleares surpresa. Além disso, o contexto da época revela muito sobre experimentos militares secretos.