quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Se Hitler foi o Terceiro Reich da Alemanha, quem seria o Quarto Reich?! História alternativa no post de hoje...

Primeiramente, vamos explicar o que significa ser um Reich. Em alemão, a palavra não tem uma tradução correta e exata para o português. Seria o mesmo que “Rei” ou “Rico”. O uso deste título para o governante alemão é uma ode ao passado saudosista, pois temos dois grandes Reichs e um terceiro, que queria levar a glória à Alemanha destruída e humilhada depois da Primeira Guerra Mundial.

O primeiro Reich alemão foi o Rei Oto 1º, imperador do Sacro Império Romano-Germânico, cuja linhagem foi de 962 d.C. até 1806. O segundo foi Bismarck, que no século 19 reuniu todos os povos germânicos em torno da Prússia formando a Alemanha. Por fim, o terceiro Rich, talvez o mais conhecido, tenha sido Adolf Hitler, que afirmava que no caso de sua vitória o seu reinado duraria mil anos, e por isso acabou ganhando a alcunha de “o Reich dos mil anos”, numa grande utopia.

Abaixo, nas fotos, temos respectivamente os três Reichs alemães:




E como surgira a história do Quarto Reich alemão mesmo com o Nazismo perdendo a guerra? Isso é uma história um pouco complexa que envolve o que chamamos de “pós-Nazismo” e de Neonazismo, em um tremendo saudosismo utópico sem o menor sentido. Também entramos no terreno da História Alternativa – cujo tema já foi debatido neste blog recentemente.

Assim sendo, o Quarto Reich é um termo utilizado para descrever um futuro teórico da história alemã, caso Hitler tivesse sido o vencedor e seria a pessoa que o sucederia na governança. O termo foi utilizado pela primeira vez por Rudolf Hess (foto abaixo) após os julgamentos de Nuremberg, quando, sofrendo de distúrbios mentais, afirmou ser ele o Führer do Quarto Reich.


Porém o termo se tornou popular nos anos de 1960 e 1970, devido ao fato de várias figuras políticas da Alemanha Ocidental, como o chanceler Kurt Georg Kiesinger (foto abaixo), possuírem vínculos com o regime do Terceiro Reich. Em termos de neonazismo, o quarto Reich é apresentando como um Estado em que vigora a supremacia ariana, antissemitismo, espaço vital alemão, militarismo e totalitarismo.

Neonazistas utopicamente ainda acreditam que o quarto Reich abrirá caminho para o estabelecimento de um “Império Ocidental”, um império pan-ariano abrangendo terras com proeminentes laços arianos (Europa, Rússia, Anglo-América, Austrália, Nova Zelândia, e algumas partes da América do Sul como o Brasil e Argentina), o que permitiria que o Ocidente entrasse no “choque de civilizações”.




Em seu livro, “A ascensão do quarto Reich: as sociedades secretas que ameaçam assumir a América”, Jim Marrs argumenta que alguns membros sobreviventes do Terceiro Reich, juntamente com simpatizantes do Nazismo nos Estados Unidos e noutros países, trabalharam clandestinamente desde o final da Segunda Guerra Mundial para que alguns dos princípios do Nazismo (por exemplo, militarismo, fascismo, imperialismo, espionagem generalizada e utilização de propaganda para controlar os interesses nacionais) sejam infiltrados na cultura, governo e empresas em todo o mundo.

Ele cita a suposta influência do nacional-socialismo nos Estados Unidos no final da Segunda Guerra Mundial, tais como cientistas nazistas que ajudaram os Estados Unidos no avanço na indústria aeroespacial, bem como a aquisição e a criação de conglomerados pelos nazistas e seus simpatizantes após a guerra, tanto na Europa como na América – principalmente no Brasil e na Argentina.

O que podemos ver é que a história envolvendo o quarto Reich foi uma tentativa frustrada de “as viúvas do Nazismo” em terem algo a que esperar no futuro. Um super-homem que seguiria os ditames de Hitler e criaria o pangermanismo, a grande nação Alemã em detrimento dos “inimigos do regime”, o que pode parecer impossível nos dias de hoje graças à democracia em diversos países.