terça-feira, 5 de agosto de 2014

Você conhece a lenda do Mapinguary, a preguiça gigante da Amazônia?! Fato, farsa ou erro de identidade?!

Hoje vamos falar um pouco sobre uma das lendas que mais povoam as mentes dos povos amazônicos, principalmente do Brasil, Peru e Colômbia. Trata-se da criatura conhecida como Mapinguary, que seria coberta de uma longa pelagem ruiva. Segundo povos nativos, quando ele percebe a presença humana, fica de pé e alcança facilmente dois metros de altura.


Seus pés seriam virados ao contrário, suas mãos possuiriam longas garras e a criatura evitaria a água, tendo uma pele semelhante a de um jacaré. O Mapinguary também possuiria um cheiro horrível, semelhante ao de um gambá. Esse mau cheiro faz com que sua presa fique tonta, o que permite ao bicho apanhá-la com facilidade. A boca do bicho se abre na vertical, e vai do peito até a barriga.

Em 1967, caçadores do Lago do Badajós, no estado do Amazonas, afirmaram ter atirado em uma fêmea (porque viram algo como seios, mas que estavam cobertos de pelos) que havia atacado um dos caçadores, porém, mesmo ferida, atraiu a atenção do macho, através de urros altos. Logo apareceu o macho de aproximadamente uns 2m50 de altura, muito forte e peludo veio em defesa da fêmea e tentou atacar o grupo de caçadores, que fugiram em uma canoa. Este ser não entrou na água para persegui-los e foi embora com a sua fêmea ferida.

Muitos habitantes do Norte brasileiro, que afirmam terem tido horríveis encontros com o Mapinguary, dizem que existe uma enorme semelhança física com os relatos de dois outros seres considerados fantasiosos: o Yeti do Himalaia e o Pé-Grande dos Estados Unidos. É por isso que nessas regiões da Bacia Amazônica as pessoas que creem no Mapinguary também acreditam na existência do Yeti e do Pé-Grande.


Os cientistas ainda desconhecem essa criatura. Uma hipótese que explicaria a existência do Mapinguary, sugerida pelo paleontólogo argentino Florentino Ameghino no fim do século 19, seria o fato da sobrevivência de algumas preguiças gigantes no interior da Floresta Amazônica, sendo que estas criaturas foram extintas há cerca de 15 mil anos. Entre muitos, o ornitólogo David Oren chegou a empreender expedições em busca de provas da existência real da criatura. Não obteve nenhum resultado conclusivo. Pelos recolhidos mostraram ser de uma cotia, amostras de fezes de um tamanduá e moldes de pegadas não serviriam muito, já que como declarou, “podem ser facilmente forjadas”.

Analisando a hipótese da sobrevivência da preguiça-gigante...
As preguiças-gigantes constituem um grupo separado mas relacionado com as preguiças arborícolas existentes na atualidade. As preguiças-gigantes extinguiram-se há cerca de 15 mil anos. Há evidências de que uma pequena população tenha sobrevivido até cerca de 1550.


Apesar do nome, nem todos os membros do grupo das preguiças-gigantes eram de grandes dimensões. O registo fóssil indica que as primeiras formas a surgir eram relativamente pequenas, de tamanho comparável às preguiças atuais, sendo a evolução para o gigantismo progressiva. A história que relaciona a preguiça gigante ao Mapinguary ganha força quando observamos que seu habitat natural sempre foi a Amazônia.

Outro ponto de encontro que parece mostrar o erro identitário entre a preguiça gigante o ser folclórico em questão é que ambos têm a pelagem ruiva. É por conta disso que alguns zoólogos acreditam que a imensidão amazônica tenha preservado alguns espécimes raros de preguiças gigantes, hoje confundidas com seres folclóricos terríveis. Sabe-se assim que estes animais eram exclusivamente herbívoros e que preferiam folhas e ramos de árvores, ao contrário das histórias agressivas dos Mapinguarys.