sábado, 30 de agosto de 2014

Projeto Montauk e “guerra psicológica”: fatos ou farsas?!

O Projeto Montauk foi acusado de ser uma série de projetos paralelos, secretos, do governo norte-americano realizado em Camp Hero, também conhecido como Air Force Station, na cidade de Montauk, na região metropolitana de Nova York. Há poucas referências sobre a existência deste projeto e suas finalidades, sendo que muitos conspiracionistas consideram-no como uma lenda urbana do período da Guerra Fria (1945-1991).

De acordo com o que se tem documento, e é pouca coisa, a finalidade era desenvolver técnicas de guerra psicológica e investigações consideradas incomuns e exóticas, incluindo neste rol viagens no tempo, viagens no hiperespaço, invisibilidade à luz visível, ao infravermelho e aos radares. Diz-se que muito do que se conseguiu da invisibilidade aos radares dos caças “stealth”, nos anos 80 e 90, vem do Projeto Montauk.

Outros estudiosos apontam que muitas pesquisas deste projeto em si vieram do que se chama “engenharia reversa” vinda de dois pontos: (1) captura de aviões abatidos da antiga União Soviética; e (2) estudos em supostos objetos voadores não identificados, aeronaves aliens que caíram em território norte-americano.

Devido à falta de evidências para apoiar grupo de hipóteses, os críticos argumentam que o Projeto Montauk é uma teoria da conspiração ou apenas uma lenda urbana ou um absurdo. O pesquisador Jacques Vallée descreve as alegações do Projeto Montauk como uma consequência de histórias sobre o Experimento Filadélfia (tema que você pode encontrar em um post antigo neste blog).


Guerra psicológica e algumas considerações importantes...
A guerra psicológica é mais uma ferramenta da guerra moderna, também conhecida como “op psico”. Trata-se de uma guerra não convencional que envolve stress, terrorismo, propaganda etc. Ela é usada para induzir confissões ou reforçar atitudes e comportamentos favoráveis aos objetivos do originador, e às vezes são combinadas com as operações negras ou táticas de ataque de falsa bandeira.

O Departamento de Defesa norte-americano define guerra psicológica como o uso planejado de propaganda ou outras ações psicológicas com o objetivo primário de influenciar as opiniões, emoções, atitudes e comportamento de grupos estrangeiros hostis, de forma a alcançar os objetivos da nação.


Em geral, entende-se que a guerra psicológica seja extremamente capaz, pois pode mudar comportamentos a favor de uma decisão que, em geral, a população seria totalmente contra; ou então o uso de inteligência e mensagem subliminar para minar o psicológico do inimigo durante determinado combate. Essas ações podem ser políticas, militares, diplomáticas, econômicas, sociais ou puramente psicológicas, como o próprio termo diz.

Ações de guerra psicológica ao longo da história...
Genghis Khan (foto abaixo), líder do Império Mongol no século 13, uniu seu povo para, eventualmente, criar o maior império contíguo da história humana. Diminuir a vontade do inimigo em lutar era a prioridade. Antes de atacar as aldeias, um acordo era proposto, os generais mongóis exigiam a submissão ao Khan, e ameaçavam as aldeias com a destruição completa, diante de uma recusa a se render. Depois de vencer a batalha, os generais mongóis cumpriam suas ameaças e massacravam os sobreviventes.

Exemplos incluem a destruição das nações de Kiev e Khwarizm. Consequentemente, os boatos sobre o exército de Genghis Khan se espalhavam para as aldeias próximas e criou-se uma aura de insegurança que minou a possibilidade de resistência futura. Nações posteriores estavam muito mais propensas a se render aos mongóis sem lutar. Estas ações psicológicas garantiram vitórias rápidas mongóis.


Genghis Khan também empregou táticas que fizeram seus números parecem maiores do que realmente eram. Durante as operações noturnas ele ordenou cada soldado acender três tochas ao anoitecer para dar a ilusão de um exército enorme e enganar e intimidar os batedores inimigos. Ele também colocava objetos ligados às caudas de seus cavalos, de modo que, ao andar em campo aberto e seco levantava-se uma nuvem de poeira que dava ao inimigo a impressão de um grande exército.

Outro exemplo histórico de guerra psicológica vem do imperador Vlad, conhecido popularmente como Conde Drácula, ou Vlad Empalador. Há o registro de que, certa vez, mensageiros mouros chegaram à Romênia trazendo mensagem no sultanato. Vlad III ordenou que eles tirassem seus turbantes. Contudo, eles se recusaram em referência ao respeito de sua cultura. Com isso, ele ordenou que pregassem os turbantes nas cabeças dos mensageiros. Há lendas que nunca foram comprovadas. Teria conseguido conseguiu reduzir os furtos cortando a mão do ladrão. Teria também conseguido acabar com a pobreza em um dia, quando convidou todos os pobres do reino para um jantar em seu palácio e, ao chegarem, foram trancados em um recinto onde Vlad ateou fogo.

Certa vez, Vlad III (fotos abaixo) assustou o exército mouro ao apresentar na entrada da cidade uma “floresta” com mais de dois mil corpos empalados. Essa recepção causou tremendo terror entre os emissários e soldados otomanos.



Outro exemplo muito comum de guerra psicológica é a própria história da Guerra Fria, conflito ideológico entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética, depois da Segunda Guerra Mundial, entre 1945 e 1991. Durante esse tempo era muito comum uma série de propagandas diretas e subliminares entre aquelas duas potências. Para muitos conspiracionistas, a Guerra Fria é o maior exemplo histórico de guerra psicológica, por terem sido utilizadas técnicas variadas e metodologias bem diferentes.

Métodos mais comuns de guerra psicológica...
- Distribuição de panfletos encorajando a deserção de soldados;
- Emissão de determinadas ideias através de veículos de comunicação de massa, como rádio, televisão e cinema;
- Ameaças subliminares, como o caso da floresta de corpos empalados na Romênia;
- Estratégia militar designada como “choque e espanto”;
- Terrorismo direto para minar os pontos básicos do inimigo e espalhar o medo da população.