quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Mitos, curiosidades, fatos e farsas (37)

Ao longo da história as sociedades passaram inúmeros mitos e curiosidades que foram – e ainda são – encarados como fatos. No entanto, não passam de folclores que escondem farsas incríveis e bastante inventivas. Vamos, então, descobrir um pouco delas? Voilà!

Por que durante a madrugada ouvimos vários estalos dentro de casa?!
Durante muitos anos esses estalos foram associados a casas mal-assombradas, presenças demoníacas em residências e toda a sorte de invencionice da população. Entretanto, a explicação é bem casual e simples. Os estalos durante a noite costumam acontecer no verão, principalmente em regiões onde a temperatura varia muito do dia (quente) para a noite (amena ou fria). Durante o dia, os móveis e objetos de madeira tendem a se expandir, e quando o sol se vai e a temperatura diminui, esses objetos voltam a ter suas moléculas comportadas no lugar anterior. Por isso durante a noite de verão ouvimos estalos “estranhos” na maior parte das casas.


É verdade que existiria supostamente um “tango brasileiro”?
Todos nós sabemos que o tango é a dança nacional da Argentina, que mistura ritmos europeus com ritmos africanos; iniciado no século 19 nos cabarés de Buenos Aires, sempre teve um tom bastante picante e sensual, com um bailado bastante difícil de aprender. Entretanto, recentemente, ouviu-se falar bastante em um suposto “tango brasileiro”. Isso realmente existe? Sim, existe, e sua principal fonte está no Nordeste e este tango brasileiro chama-se, também, “maxixe”. Recebe esse nome de “tango brasileiro” porque foi inventado no Rio de Janeiro, no início do século 20, e teve grande influência do tango argentino na composição dos passos, porém mais rápidos e compassados. De acordo com os historiadores da arte, o maxixe (ou tango brasileiro) serviu de inspiração forte para o surgimento do samba de gafieira e a lambada – todos juntos ao tango argentino, formam um conjunto de rimos bastante sensuais.

O exame ginecológico “Papanicolau” tem alguma a ver com algum papa da Igreja?
Não, nada a ver. Seu nome traz a identidade de seu idealizador, o médico grego Geórgios Papanicolau (1883-1962) (foto abaixo), considerado o pai da citopatologia. O exame deve ser realizado em todas as mulheres com vida sexual ativa ou não, pelo menos uma vez ao ano. Após três exames anuais consecutivos normais, o teste de Papanicolau pode ser realizado com menor frequência, podendo ser, em mulheres de baixo risco, a cada três anos, de acordo com a análise do médico.


O parto cesariano tem alguma coisa a ver com Júlio César, do Império Romano?
Muitas pessoas dizem que o parto cesariano tem esse nome porque o imperador romano Júlio César teria nascido miraculosamente desta forma, dando a ele uma imagem mística, mas isso é pura lenda. A primeira cesariana foi realizada somente no século 17, na França, e a mulher parturiente morreu tempos depois por causa da infecção generalizada (não havia muita higiene médica naqueles tempos, como bons anestésicos, bactericidas, medicamentos contra infecções etc.). Assim sendo, cesariana tem origem no verbo latino “ceasare”, que significa “cortar”. Este tipo de parto é característico pelo corte na barriga da mãe para dar à luz o filho. Em inglês, “ceasare” deu origem a “scissors”, o mesmo que “tesoura”.

A carne vermelha só faz mal, ou ela também tem benefícios?
Poucos alimentos têm sido tão atacados nos últimos anos como a carne vermelha. Mais famosa por ser fonte de gorduras e colesterol do que pelos benefícios que traz ao organismo, ela foi tirada do cardápio de muitas pessoas que procuram perder peso e ter uma alimentação mais saudável. Mas, segundo muitos especialistas, cortar esse alimento da dieta sem antes procurar um nutricionista é um erro. A carne vermelha contém inúmeros nutrientes que, se forem consumidos na medida certa, são importantes para o bom funcionamento do organismo. Dentre todos os nutrientes encontrados na carne, os que ganham papel de destaque são as proteínas. Elas são consideradas completas, pois contêm os nove aminoácidos essenciais. Uma quantidade de 100 gramas de carne magra - com menos gordura –contém por volta de 20 a 30 gramas de proteína, o que equivale a, aproximadamente, 50% das necessidades diárias de um ser humano adulto. Para quem pratica exercícios físicos, ficar sem comer carne vermelha pode atrapalhar o treino, já que ela é fonte de diversos nutrientes que melhoram o desempenho muscular. Além disso, a carne vermelha também é fonte de mioglobulina, uma proteína que promove o transporte de oxigênio para as células musculares e age como antidepressivo, o que permite exercícios mais intensos e sensação de bem-estar. O alimento ainda é a única fonte de vitamina B12, indispensável para o funcionamento das células nervosas do corpo. Outro item que a carne bovina tem é o zinco. E o alimento traz bastante ferro em sua composição, mineral que normalmente fica em falta em quem apresenta o quadro de hipotireoidismo, e a absorção desse item é muito maior quando ele é ingerido através das carnes, chegando a ser seis vezes mais do que os alimentos de origem vegetal. O principal vilão da carne vermelha é a gordura, do tipo saturado e presente não só na capa externa, mas também nas fibras, impossíveis de serem removidas no preparo. Aposte em opções magras, como alcatra, contrafilé, filé-mignon e maminha. Não importa o tipo de corte, escolha a carne crua que esteja totalmente vermelha (rosa cinzento para vitela e carne de porco) e que não esteja seca.