quinta-feira, 1 de maio de 2014

Você conhece a história do monstro aquático “Kappa”? Fato, farsa ou erro de identidade?!

Hoje vamos falar um pouco sobre a Kappa – também conhecida como Gataro ou Kawako –, que seria um monstro aquático do folclore japonês, mas que muitas pessoas afirmam tê-la visto ao longo dos séculos, sendo, portanto, considerada uma criptocriatura. A Kappa pode ser tanto benéfica quanto maléfica, e a crendice popular do Japão diz que há algumas formas específicas de se proteger de uma destas criaturas maldosas. Essas criaturas são tão populares no folclore japonês que deram origem a nomes de pratos gastronômicos e aparecem frequentemente em animes e mangás.


Forma física de uma Kappa...
De acordo com os supostos relatos, a Kappa é um espírito anfíbio. Quando plenamente desenvolvido, esse ser teria o tamanho médio de uma criança de uns doze anos e seria hermafrodita (macho e fêmea ao mesmo tempo). Sua pele seria escamosa e verde-amarelada; teria cara de macaco e costas de tartaruga; as patas teriam membranas entre os dedos para o nado facilitado no mar aberto. Talvez seu traço físico mais característico seja uma depressão em forma de pires no topo da cabeça, que deve sempre conter água, para que a Kappa possa conservar seus poderes sobrenaturais e sua força extraordinária quando está em terra.

Segundo os folcloristas japoneses, a Kappa seria uma espécie de dragão aquático, aparecendo frequentemente, também, em contos coreanos e chineses. Isso mostra a proximidade cultural destas três nações, como o exemplo do dragão, também presente com suas especificidades nestas três culturas.



Comportamento destes seres...
As Kappas vivem em rios, lagos e lagoas, mas nunca hesitam em subir à terra firme em busca de sua presa. Tradicionalmente os contos as retratam como mal-intencionadas, ávidas por sugar as entranhas de sua vítima e beber seu sangue. Diz-se que adoram especialmente o fígado humano. Mas também são representadas como inteligentes e honradas. No Japão diz-se que a humanidade aprendeu a arte de curar fraturas de ossos com uma Kappa que ofereceu esse conhecimento em troca do seu braço amputado em uma de suas aventuras de pilhagem em uma vila. Os braços e as pernas de uma Kappa, quando presos de novo ao corpo, ficam como novos em questão de dias.


Métodos de proteção...
O melhor método para subjugar uma Kappa é cumprimentá-la muitas vezes, curvando a cabeça, como fazem os japoneses. Como é uma cortesia fora do comum, a Kappa vai sentir-se obrigada a curvar a cabeça, em resposta. Após vários cumprimentos com a cabeça, todo o líquido (que lhe dá poderes e força, fora da água) terá se derramado do topo de seu crânio e ela será forçada a voltar ao seu lar aquático.

Outra estratégia para aplacar uma Kappa mal-intencionada é dar-lhe pepinos para comer, pois se trata do seu alimento predileto. Diz-se que riscar o nome dos familiares na casca de pepinos e depois jogá-los dentro da água protege essas pessoas contra as Kappas, que, ao aceitarem os pepinos para comer, ficam moralmente obrigados a não fazer mal a essas pessoas. Essa ligação lendária entre Kappas e pepinos tornou-se um elemento tão arraigado na cultura japonesa que o sushi recheado com pepino é hoje é chamado de “kappa maki”.


Caçadores de Kappas...
No Japão, muitas pessoas de vilas do interior do país afirmam categoricamente já terem estado frente a frente com Kappas e que os métodos de proteção citados acima foram suficientes para afugentar esses animais. Esses relatos são bastante parecidos com aqueles que encontramos entre as pessoas simples do interior do Brasil, que afirmam terem visto Saci, lobisomens etc. Entretanto, para os biólogos as Kappas são somente seres lendários e folclóricos, não havendo nenhuma prova física de sua existência. Desde o período medieval japonês até os dias de hoje há “caçadores de Kappas”; são pessoas que dedicam suas vidas a provarem a existência destes monstros. Para aplacar essa situação, nos anos 50, uma prefeitura próxima a Tóquio decidiu dar um prêmio para quem levasse uma Kappa viva ou morta; até hoje ninguém apresentou nenhum resquício deste ser que parece mesmo lendário.