sábado, 24 de maio de 2014

Algumas considerações interessantes sobre as fadas... Fato ou farsa?!

Hoje vamos falar um pouco sobre as fadas, seres extremamente comuns nas histórias infantis, mas que nasceram de folclores e religiões primitivas da Europa Central e da Europa do Norte. Você sabe qual o significado cultural delas? Você sabia que existe, também, um significado religioso? Junto com as bruxas, as fadas ainda estão bem vivas na memória das pessoas, talvez por causa dos contos infantis mais famosos. Pois bem, é o que vamos descobrir no post de hoje...


1. As fadas são seres mitológicos característicos dos contos celtas, anglo-saxões, germânicos e nórdicos (vikings);

2. O primeiro autor que mencionou as fadas foi Pompônio Mela, um geógrafo que viveu no primeiro século da era cristã. De acordo com ele, as fadas são conhecidas como as fêmeas dos elfos, também conhecidos como duendes;

3. O termo “fada” incorporou-se à cultura ocidental a partir dos assim chamados “contos de fadas”. Nesse tipo de história, a fada é representada de forma semelhante à versão clássica dos elfos de J.R.R. Tolkien, porém apresentando “asas de libélula” nas costas e utilizando-se de uma “varinha de condão” para realizar encantamentos;

4. Dependendo da obra em que aparece, a fada pode ser retratada em estatura de uma mulher normal ou diminuta, com até 30 centímetros. No primeiro caso, temos a fada de “Cinderela”. Como exemplo da segunda representação podemos citar Sininho, do clássico infantil “Peter Pan”;

5. O escritor e folclorista inglês Joseph Ritson, na sua dissertação “On Faries”, definiu as fadas como uma espécie de seres parcialmente materiais, parcialmente espirituais, com o poder de mudarem a sua aparência e de, conforme a sua vontade, serem visíveis ou invisíveis para os seres humanos;


6. De acordo com linguistas, o nome “fada” vem do latim “fatum”, que significa “destino”. Isso porque acreditavam que elas poderiam interferir de forma mágica no destino das pessoas, como a fada fez no conto “Cinderela”;

7. Na Europa é muito comum que pessoas seguidoras da religião wicca digam conseguir ver fadas e entrar em contato com elas, sendo que essas fadas trariam mensagens de pessoas do “outro mundo”, ou seja, do mundo dos mortos, do além;

8. Para os antigos celtas, as fadas eram espíritos das florestas, como no Candomblé temos a entidade chamada Capitão da Mata. Assim, as fadas seriam protetoras dos rios, riachos, árvores e animais, e muitas vezes os seres humanos infringiam leis das fadas – leiam-se leis da natureza – ao caçarem em “território não permitido”;

9. Já de acordo com a mitologia nórdica dos vikings, as fadas seriam a contraparte feminina dos elfos e dos duendes, que protegiam a natureza e os animais não domesticados;

10. Nos anos de 1920, na Inglaterra, algumas fotos de supostas fadas e duendes de verdade apareceram nos jornais e ficaram conhecidas como “as fadas de Cottingley”. Muitas revistas tentaram entender quem eram aquelas criaturas, o que fez com que as pessoas acreditassem na real existência desses seres folclóricos;


11. Em relação às fotografias surpreendentes das chamadas “fadas de Cottingley”, posteriormente lançaremos um post falando sobre elas, mas já adiantamos que houve decepção nos anos 70, quando as autoras disseram que se tratava de uma farsa muito bem montada;

12. Apesar de as autoras terem afirmado se tratar de uma fraude, muitas pessoas dizem que as fadas e duendes eram reais, mas as autoras das fotografias foram forçadas pelo governo britânico para negarem a existência destes seres a fim de diminuir o possível misticismo e retorno ao paganismo;

13. Segundo a teosofia, os espíritos da natureza podem ser categorizados hierarquicamente, na forma como veremos a seguir: (1) anjos/devas: seres luminosos de grande inteligência que agem como orientadores da natureza e supervisores dos espíritos de menor importância. (2) elementais/fadas: espíritos dos quatro elementos (ar, água, terra e fogo);

14. As elementais do ar são divididas em sílfides ou fadas das nuvens e fadas das tempestades. As primeiras vivem nas nuvens, são dotadas de elevada inteligência e sua principal atividade é transferir luz para as plantas; interessam-se muito também por animais e por pessoas, para as quais podem agir como protetoras e guias. As fadas das tempestades possuem grande energia e circulam sobre as florestas e ao redor dos picos das montanhas; costumam ser vistas em grupos pelas alturas e só descem à superfície quando o vento está forte;

15. As elementais da terra têm seus principais representantes os gnomos, criaturas de cerca de um metro de altura que vivem no interior da terra (embora existam gnomos da floresta, que cuidam basicamente das raízes das plantas). Os kobolds, menores que os gnomos, são mais amigáveis e prestativos para os humanos que seus parentes, embora sejam igualmente cautelosos. Os gigantes são entidades enormes que costumam estar ligados à montanhas, embora também possam viver em florestas antigas. Finalmente, os devas da montanha, são os elementais da terra mais evoluídos, entidades que permeiam e trabalham com uma montanha ou uma cadeia inteira de montanhas, com sua consciência tão profundamente imersa na Terra que mal tomam conhecimento da existência de criaturas de vida breve, como os homens;


16. Elementais do fogo: as salamandras ou espíritos do fogo, habitam o subsolo vulcânico, os relâmpagos e as fogueiras. São mais poderosas que as fadas dos jardins, mas estão mais distantes da humanidade também. São espíritos de transformação, responsáveis pela conversão de matéria em decomposição em solo fértil. Podem agir também como espíritos de inspiração, mediadores entre o mundo angélico e os níveis físicos de criação (ou seja, agem como musas);

17. As elementais das águas são representadas pelas ninfas, ondinas, espíritos das águas e náiades. São responsáveis por retirar energia do sol para transmiti-la à água. As ninfas estão ligadas às águas, mas também às montanhas e florestas. Regulam o fluxo da água na crosta terrestre e dão personalidade e individualidade a locais aquáticos, tais como poços, lagos e fontes. Podem assumir a forma de peixes, os quais protegem. As ondinas parecem estar restritas a determinadas localidades, sendo responsáveis pelas quedas d’água e a vegetação circundante. Os espíritos das águas vivem em rios, fontes, lagos e pântanos. Assemelham-se a belas donzelas, muitas vezes com caudas de peixe; gostam de música e dança, e têm o dom da profecia. Embora possam ajudar eventualmente os seres humanos, estes têm de se acautelar com tais espíritos, que podem ser traiçoeiros e afogar pessoas. Da mesma forma que os espíritos das águas, as náiades presidem os rios, correntezas, ribeiros, fontes, lagos, lagoas, poços e pântanos;

18. De acordo com alguns teóricos das religiões pagãs célticas, as fadas são expulsas com o fenômeno da industrialização (poluição) e crescimento das cidades (diminuição das áreas verdes), e por isso não são mais vistas com frequência como há alguns séculos. Este seria o motivo pelo qual elas teriam desaparecido quase que completamente, e só aparecido a pessoas iniciadas no ocultismo;

19. Há uma tradição em Portugal, no Brasil, no Canadá, no Reino Unido e nos Estados Unidos e noutros países europeus, segundo a qual a Fada do Dente viria à noite para trocar o dente de leite da criança, colocado sob o travesseiro, por uma moeda ou um pequeno presente;

20. De acordo com alguns historiadores, a lenda da Fada do Dente remonta o século 19 no Reino Unido e nos Estados Unidos, quando os dentes das crianças eram usados em dentaduras para os ricos burgueses, que queriam ter aparência natural da dentição, e por isso os pais induziam as crianças a guardarem seus dentes – pois depois os venderia ao dentista mais próximo a um bom preço;


21. Na cultura popular temos a Lorelei, fada do folclore alemão, de longos cabelos dourados, que canta nas costas do Mar do Norte para atrair os navios e barcos e matar os homens afogados, em vingança a todos os marinheiros porque foi um dia traída por um;

22. Na história do Rei Arthur há várias fadas, entre elas a chamada Vivianne, que era amante do mago Merlin. Outra bastante conhecida por todos nós é Tinker Bell, por aqui mais conhecida como Sininho, fada fiel e ajudante de Peter Pan, e platonicamente apaixonada por ele.