quinta-feira, 24 de abril de 2014

Você sabe qual foi a real importância do povo hebreu para a História?! Vamos conhecer no post de hoje...

Muitas pessoas que seguem o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo sabem muito bem do papel do povo hebraico para a cultura do Ocidente em pleno século 21. Entretanto, muitos crentes destas religiões não fazem a menor ideia do motivo de este povo do deserto ser lembrado extensivamente até mesmo nos livros escolares de História. No post de hoje vamos debater um pouco sobre a maneira de como um povo historicamente insignificante (sem menosprezo, mas aqui citando os pontos de vista militar e social) tenha produzido reflexos há milênios.


O povo hebreu tem origem em tribos andantes do Deserto do Sinai. Antes de adotarem o monoteísmo de Javé (Jeová), adoravam deuses ligados à natureza como a água, o sol, a lua, as árvores, os oásis etc. A esses deuses davam os nomes que hoje aparecem na Bíblia, erroneamente, como sinônimos para Jeová, como El-Shaday, que era a entidade do Sol, uma das principais do panteão hebraico antigo.

Os hebreus nunca foram um povo unido, formando uma série de tribos lideradas por um patriarca, assim como os vikings da Idade Média. Somente mais tarde que adotaram os Estados, depois de viverem como servos e escravos em cativeiros na Babilônia e no Egito Antigos. Foram nestes territórios que os hebreus/judeus passaram a conhecer conceitos de leis, escrita, cosmogonia, religião monoteísta (através do deus supremo do Egito, Aton) etc.


Aspectos práticos: sociedade e estado...
De acordo com os historiadores especializados na Antiguidade, depois de terem formado um estado, os hebreus de Israel nunca foram um povo grandioso conforme eles relatam nos seus próprios relatos bíblicos. Nem mesmo os Reis Davi e Salomão foram grandiosos como dizem os pressupostos bíblicos, uma vez que o Reino de Israel e o Reino de Judá nunca rivalizaram com as grandes potências da época: Egito, Mesopotâmia, Pérsia, Cartago e Grécia; estes, sim, eram os grandes atores do jogo de xadrez político da Antiguidade.

Enquanto isso, Israel lutava por uma sobrevivência pobre em relação à política e à sociedade. Quando falamos em inovações tecnológicas temporais, os hebreus nem chegam próximos aos seus contemporâneos egípcios, fenícios, gregos e mesopotâmicos. Não tinham agricultura elaborada, não tiveram grandes progressos científicos, não foram majestosos mercadores. Enfim, se não fosse pelo conceito de monoteísmo de um Deus bondoso (o “povo escolhido”), teriam passado despercebidos no fluxo da História.

No quesito político, nunca fizeram grandes alianças e grandes tratados, sempre estando na ameaça da invasão de povos mais poderosos, como ocorrera em relação aos egípcios, aos sírios, aos persas e aos romanos – estes, já nos tempos de Jesus Cristo. E sempre se aproveitaram de maneira ímpar para agregarem conhecimentos alheios às suas concepções de mundo e de tecnologia; vieram com o monoteísmo de Aton egípcio, o sistema de cálculo do tempo dos babilônios, as irrigações romanas e as construções arabescas.


Aspectos religiosos: o monoteísmo e a moral hebraica...
Dentre o panorama que nós colocamos acima, podemos entender que os judeus não foram grandes atores da historiografia mundial. Entretanto, de acordo com a história da teologia, os hebreus fizeram um pacto de amizade com Javé, acabando com o politeísmo das tribos desérticas e fundando o Judaísmo, religião que prega a existência de um único deus, que é onipresente, onisciente e onipotente, sendo o mais forte e poderoso de todo o panteão de deuses da época. Javé era possível vencer qualquer outra entidade e era única e singela.

Esse aspecto de um Deus único foi fundamental para a unificação as tribos hebraicas em um único estado, Israel – não na forma como o conhecemos hoje. A moral hebraica foi fundamental para a fundação das três grandes religiões do Ocidente: primeiro o Judaísmo, depois o Cristianismo e por fim o Islamismo. Todas as três creem neste mesmo Deus onipresente (que está em todos os lugares ao mesmo tempo), onisciente (que sabe de tudo, passado, presente e futuro) e onipotente (o mais forte e poderoso de todos).

Ou seja, os hebreus podem até não ter sido grandes astrônomos, matemáticos e arquitetos como os mesopotâmicos, romanos, gregos, persas e egípcios, mas inventaram uma religião que pregava um único Deus que tinha formação de pai, que aceita o próximo mesmo com seus erros, e que não age no mal – como os deuses antropomorfos da Grécia, de Roma e do Egito.

A moral pregada por este Deus único está presente em toda Bíblia e no Alcorão, mostrando o que é certo e o que é errado até os dias de hoje, com restrições e com permissões. Isso faz com que os reflexos hebraicos se estendam a todo o Ocidente desde o século 14 antes de Cristo até o tempo hodierno.


Reflexos na cultura do Ocidente...
O maior reflexo dos hebreus em pleno século 21 está em toda estrutura ético-religiosa deixada por eles, mesmo não sendo um povo de grandes aventuras científicas e militares. Graças ao pacto firmado há milênios com o Deus Javé (Jeová), foram formadas as três grandes religiões que regem nossas vidas: o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo; juntas, fundamentam a sociedade de mais de 2,4 bilhões de pessoas em todo o planeta.

Além disso, mesmo estando em uma sociedade laica, ou seja, sem uma religião oficial, a cultura do Ocidente ainda é fortemente influenciada pelos preceitos culturais, morais e folclóricos dos hebreus; suas datas festivas são nossos feriados religiosos, nossa semana segue o preceito de que o fim de semana deve respeitar o sábado (Shabbath) e o domingo (dia do Senhor); aquilo que na Bíblia está citado como errado ainda é regido pelas leis do Estado como errado – tais como aborto, bigamia etc.

Ou seja, de um modo geral podemos dizer que os hebreus não foram grandes militares e grandes inventores da nossa historiografia, mas graças ao pacto de amizade que fizeram com o Deus único que chamaram Javé (ou Jeová), mudaram todo o curso da história através de guerras santas e a busca de um equilíbrio moral dentro da sociedade, desde que, no Império Romano, o monoteísmo foi oficializado como religião do Estado. Esse é o motivo pelo qual falamos tanto dos hebreus e de suas aventuras e desventuras ao longo dos séculos.