terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Fantasmobras?! Torre Almirante preocupa funcionários da Petrobras por causa da suposta aparição de fantasmas...

A história que vamos contar hoje é contemporânea, e neste momento acontece no conturbado Centro da cidade do Rio de Janeiro. Depois de uma pesquisa e de pedaços de uma matéria publicada no jornal “O Globo”, o de maior circulação no Rio, vamos falar um pouco sobre a Torre Almirante, hoje conhecida popularmente de “Fantasmobras”, local onde estão instalados alguns setores da estatal.


Tudo tem início com o entardecer e cair da noite: barulhos estranhos e fantasmagóricos nos corredores e salas vazias, portas que se batem, torneiras que abrem sozinhas, passos ouvidos, murmúrios, vultos de pessoas são vistos passar para lá e para cá. Não se trata de filme de suspense ou história de castelo medieval, ou qualquer produção de Hollywood. São os fantasmas que andam assombrando os funcionários da Petrobras em um dos prédios onde a petrolífera está instalada – segundo o relato dos amedrontados frequentadores desse ponto que carrega por si só uma história terrível.

Os fenômenos inusitados e inexplicáveis estão acontecendo, em pleno século 21, na Torre Almirante, um edifício dos mais modernos, encravado em uma área nobre do Centro do Rio, na Avenida Almirante Barroso, esquina com Avenida Graça Aranha. Com 36 andares, o edifício todo espelhado, alugado pela Petrobras, tem duas faces planas, cada qual voltada para uma das ruas.


Desde sua inauguração, em 2005, os 36 andares são ocupados por diversas gerências da Petrobras, como Gás e Energia, Engenharia, Materiais e Segurança e Meio Ambiente. Desde o início, empregados da estatal , assim como o pessoal da limpeza e da segurança, têm diversas histórias para contar. Até mesmo pessoas que teriam medo de falar sobre o assunto por conta da posição social e empregatícia, como engenheiros, gerentes, presidentes etc.

No local onde foi construído a Torre Almirante, moderno e arrojado, existiu o edifício Andorinha, erguido em 1934 com 12 andares. O Andorinha foi destruído por um terrível incêndio em 17 de fevereiro de 1986. Uma tragédia que matou 21 pessoas, das quais duas se atiraram pelas janelas, e deixou 50 feridas. Das portas corta-incêndio, muitas estavam trancadas.


Esses fatos que ocorrem na Torre Almirante fariam qualquer equipe de parapsicólogos passarem a noite investigando o local, colocando sensores, instalando câmeras de investigação. Infelizmente, nenhuma equipe ainda teve autorização para fazer isso, mas é o sonho de muitas pessoas ligadas ao sobrenatural, uma vez que a Torre tem por trás de sua modernidade o terrível peso do incêndio do Andorinha, largamente coberto pela mídia.

Muitos funcionários da Petrobras contam que, desde a inauguração da Torre Almirante, são vistas e ouvidas assombrações, principalmente à noite. Quem visitar qualquer dos 36 andares com certeza ouvirá uma história passada pelas pessoas que circulam no prédio, onde trabalham 3.700 funcionários da estatal. Até quem é cético no assunto passou a acreditar que existem muitas coisas entre o céu e a terra, mais do que possamos imaginar.

Na matéria publicada sobre o assunto no jornal carioca “O Globo” há vários relatos que mostram como até mesmo os descrentes podem mudar de opinião diante de fatos tão assombrosos, vistos por tantas pessoas em um espaço de tempo tão curto. Como diz a matéria, é o caso de Renata Garcia, que foi trabalhar na Torre Almirante em março de 2010. Ela conta que, como era nova na Petrobras, ninguém comentara sobre qualquer evento estranho. Renata também não sabia da história do Andorinha nem que ele tinha existido naquele local. Logo no primeiro mês de trabalho, o computador dela não funcionava, desligando-se automaticamente. “Não era uma ou duas vezes por dia. Eram dez vezes por dia que isso acontecia. E eu chamava a todo instante o pessoal da informática”, disse ela à matéria.


Renata chegou a trocar de computador três vezes em apenas dois meses. Usou o computador de um colega quando ele saiu de férias. Não adiantou. Um técnico disse que poderia ser um problema elétrico na baia de trabalho, porque não havia mais explicações para o problema. O eletricista checou tudo e não encontrou alterações. Renata trocou de lugar para usar outro computador, e o problema continuou acontecendo. O computador se desligava sozinho. Foi quando alguns colegas de trabalho comentaram com Renata a tragédia do Andorinha. Ela decidiu, então, comprar essência de alfazema – que, dizem, afasta os maus espíritos e atrai energias boas –, uma pirâmide com pedras dentro e um cristal. Colocou tudo ao lado do computador.

Deu uma melhorada, mas os problemas não pararam totalmente. Já sabia que não era problema no computador. Teve um dia com muito o que fazer e eu não conseguia trabalhar. Aí resolvi falar com eles: ‘Acabou a palhaçada. Agora vocês vão me deixar trabalhar, eu não quero saber, acabou a brincadeira. Quero trabalhar, me deixem em paz’. E nunca mais meu computador, misteriosamente, deu problemas”, garantiu Renata à reportagem. Ela ainda teve outra experiência estranha. Em junho de 2010, ficou trabalhando até tarde, sozinha com apenas outra colega. Por volta das 23h, as duas começaram ouvir o barulho de pessoas correndo. Levantaram-se das cadeiras, foram até o corredor e não viram viva alma.


Tatiane Melo trabalha no 34º andar desde que sua gerência foi para lá, em 2006. Ela confirma que muitas pessoas comentam sobre fatos estranhos. Tatiane disse ao jornal que ouve muitos comentários principalmente do pessoal da limpeza que fica sozinho à noite ou trabalha nos fins de semana, quando o prédio está vazio. “Acredito plenamente que há muitas almas por aqui. Escuto muitos ruídos, vejo vultos com frequência. Às vezes eu sinto alguma coisa próxima à minha mesa”, afirmou.

Ana Paula trabalha nos serviços de limpeza do edifício há alguns meses. Afirmou que ouve muitos barulhos estranhos, principalmente aos sábados, quando trabalha das 7h às 13h, com o prédio vazio. “Escuto barulhos que parecem passos andando. Um dia, eu vi um vulto e fiquei assustada. As meninas (colegas de trabalho) falam que veem também, mas nem ligam. Acho que esse prédio é mal-assombrado”, explicou ao jornal. Ana Paula contou que seu marido é vigia do prédio à noite e também relata que, de vez em quando, ouve as portas de emergência batendo, escuta o barulho de passos e vê vultos. “Não é em todos os andares. Mas é impressionante, tem vezes em que vários telefones tocam juntos de madrugada. Ficamos preocupados se é alguém invadindo. O mais impressionante foi escutar uma criança chorando, em 2005”.


Vera Luz é funcionária antiga da Petrobras e está na Torre Almirante desde que a divisão de Gás e Energia se mudou para lá. Há alguns anos, como era substituta na gerência de sua divisão, muitas vezes trabalhava até tarde, 22h ou 23h. Começava a ouvir portas se abrindo e fechando, passos e, em algumas ocasiões, via um vulto passando. Ela chegou a pensar que era algum vigia da noite, mas, quando ia conferir, não via ninguém. Uma vez, quando estava trabalhando à noite, escutou o barulho da torneira da pia da copa aberta. “Uma vez , entrei em um dos elevadores vazios quando estava indo embora tarde da noite. Entrou uma gravação automática que pede para desocupar o elevador por estar com excesso de peso. E eu estava sozinha”, lembra Vera. Em outro momento, Vera estava trabalhando em sua mesa e sentiu como se alguém respirasse perto dela. “Achei que era algum colega brincando, mas não havia ninguém. Uma vez, entrei no banheiro e uma porta bateu. Sempre depois das 20h essas portas de fuga batem. Escutam-se móveis se arrastando no andar de cima”. Vera passou a rezar quando presencia essas coisas.

Uma funcionária contou que lia um relatório à tarde. Quando levantou o olhar, viu uma pedra de vulcão à sua frente, com pontos vermelhos, como se pegasse fogo. “Quando o prédio foi inaugurado, muitos empregados não queriam vir trabalhar aqui. Tentei não entrar nessa paranoia. Nunca tinha visto nada até que, de um tempo para cá, comecei a ver alguns vultos”.


Muitos céticos explicam que os funcionários da Petrobras acabaram sendo sugestionados pelos contos, e acabam presenciando coisas que, na realidade, nem existem. Mas para muitos deles segue-se a regra básica: “Não acredito em bruxas, mas que existem, existem!”.