sábado, 28 de dezembro de 2013

Monte Rushmore, um momumento à supremacia branca: fato ou farsa?!

O Monte Rushmore, em inglês Mount Rushmore, localiza-se no condado de Keystone, no Estado de Dakota do Sul, nos Estados Unidos. É o principal ponto turístico daquele Estado, e uma das maiores figuras do patriotismo e nacionalismo norte-americanos. Entretanto, alguns autores e pesquisadores afirmam que o Monte Rushmore esconde mensagens subliminares muito maiores do que poderíamos supor.


Sobre o monumento...
É um monte onde estão esculpidos os rostos de quatro importantes presidentes da história dos Estados Unidos, em ordem: George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln. Ideia do pintor e escultor Gutzon Borglum, inicialmente, era para ser feito apenas um busto, mas houve muita indecisão em relação a qual deveria ser construído, uma vez que seria demonstrar superioridade de um sobre os demais outros. Após a decisão do primeiro busto a ser construído (o de George Washington, primeiro presidente do país), foram montados os primeiros andaimes em 1927. Demorou 15 anos para a obra ser terminada.

Os gigantescos rostos, de 15 a 21 metros de altura, de George Washington, Thomas Jefferson, Abraham Lincoln e Theodore Roosevelt foram construídos com modernos instrumentos de engenharia, dinamite e martelos pneumáticos a 150 metros de altura, na região de Black Hills. Borglum morreu pouco tempo antes de completar o seu trabalho. Terminada por seu filho, a obra foi finalmente inaugurada em 1941.


Sobre o artista criador...
John Gutzon de la Mothe Borglum nasceu nos Estados Unidos em 1867 e morreu em 1941. Ficou conhecido por ter criado os enormes bustos dos quatro presidentes norte-americanos no monumento do Monte Rushmore. Estudou Educação Artística nos Estados Unidos e fez uma extensão em Paris. Em 1916 começou a talhar a Stone Mountain, no Estado da Geórgia, um gigantesco baixo-relevo comemorativo da Confederação, até que desavenças com as autoridades pararam a obra.

Trabalhou no monumento do Monte Rushmore de 1927 até à sua morte em 1941. Os rostos, que se encontram a uma altura de 152 metros, medem de 15 a 21 metros de diâmetro, o que não impede que sejam dotados de grande realismo na sua expressão e detalhe. Depois da sua morte, o seu filho Lincoln terminou o projeto.


Um dos detalhes mais controversos é que Borglum era um artista extremamente elitista e aristocrático. Era contra a ideia de abolição dos escravos e, quando adulto, passou a ser um disseminador de algumas ideias, como: antissemitismo, racismo contra negros, xenofobia, preconceito contra indígenas e era membro da Ku Klux Klan, grupo secreto que atuou nos Estados Unidos e teve destaque pela violência contra minorias.

Sobre as controvérsias de Rushmore...
O Monte Rushmore nasceu em meio a controvérsias da época em que foi construído. Primeiramente a partir do seu idealizador, um artista que, como dito acima, tinha problemas de aceitação dos negros, judeus e índios, além de atuar ativamente na KKK. Outros pontos envolvendo a polêmica do monumento são:


- Em 1876, a área onde está localizado o monumento foi desapropriada dos indígenas da tribo Lakota, da família dos sioux, passando esta a ser da União Federal. Com isso, os índios, donos verdadeiros daquela reserva, foram expulsos a balas pelo exército norte-americano;

- Historiadores apontam que, nas entrelinhas, o Monte Rushmore é um monumento à supremacia branca sobre as demais minorias. Seria, assim, o monte, uma lembrança aos índios de que a terra dos Estados Unidos foi uma conquista da supremacia dos brancos sobre os nativos. Assim, os quatro presidentes olhariam para a população numa perspectiva de “semideuses”;

- Em 2004, alguns historiadores soltaram a possibilidade de haver uma “cápsula do tempo” entre os rochedos restantes das explosões para formação dos rostos. Essa tal “cápsula” conteria teorias de Borglum sobre o futuro que ele gostaria para os Estados Unidos: sem negros, sem judeus, com segregação e até mesmo o retorno da escravidão ao mundo ocidental;

- Historiadores apontam que durante o momento da construção dos bustos, grupos pró-nativos queriam que, na realidade, os rostos conjugassem a mistura da formação dos Estados Unidos: um europeu, um negro e um índio, parecida com a teoria da mistura brasileira, criada por Gilberto Freyre no Brasil. Entretanto, a “supremacia branca” teria vencido;

- Uma das maiores controvérsias diz respeito ao chamado “Destino manifesto”, que é uma teoria historiográfica bastante controversa por si própria, onde diz-se que “o destino do branco é ‘civilizar’ o restante do planeta”. Foi assim que a Europa devastou culturas em todo planeta, e foi assim que os norte-americanos anexaram várias terras de outros povos e agrupamentos indígenas. Inclusive os quatro presidentes eternizados no monumento acreditavam no “Destino manifesto” e anexaram várias reservas indígenas ao território estadunidense;

- Desde 2012, grupos pró-nativos dos Estados Unidos alegam que o Governo Federal deveria indenizar os herdeiros dos índios Lakota pela expulsão daquelas terras e matanças indiscriminadas. A peleja está na Justiça e, muito provavelmente, jamais será decidida, sendo engavetada.