terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Mitos, curiosidades, fatos e farsas (28)

Ao longo da história as sociedades passaram inúmeros mitos e curiosidades que foram – e ainda são – encarados como fatos. No entanto, não passam de folclores que escondem farsas incríveis e bastante inventivas. Vamos, então, descobrir um pouco delas? Voilà!

Você sabe quando o cigarro perdeu seu glamour e virou um tremendo vilão?
Os filmes de Hollywood fizeram o ato de fumar algo que envolvia elegância, símbolo de status social. Do mais rico ao mocinho do bang-bang, o cigarro estava sempre presente envolvendo os personagens em uma fumaça luxuriosa e elegante, enquanto as damas ostentavam piteiras enormes. Influenciados pelo cinema, os jovens adotaram o cigarro como um rito de passagem para a vida adulta e um pouco de rebeldia. Só em 1964, quando o governo americano publicou seu famoso relatório sobre o fumo, confirmando estudos que apontavam o cigarro como uma das principais causas de câncer, começou sua trajetória cada vez mais decadente. Assim, o sinal de luxo em Hollywood passou a ser um sinal de marginalidade; atualmente os personagens que fumam são marginalizados, desajustados etc.

É verdade que a areia movediça pode engolir qualquer um que cair dentro dela?
Ao contrário da imagem criada pelos filmes e desenhos animados, ninguém desaparece dentro da areia movediça. A sua ocorrência se dá quando finas e soltas partículas de areia se tornam tão saturadas com água que acabam se comportando como um líquido viscoso. A viscosidade da areia movediça aumenta com movimentos bruscos, portanto a pessoa deve locomover-se devagar e tentando boiar, o que é muito fácil no caso da areia movediça por causa da densidade (muito maior que na água salgada).


Por que os cozinheiros usam chapéus brancos e altos?
Desde a Idade Média a maior parte dos trabalhadores usava trajes especiais para identificar suas profissões. Na França, os cozinheiros tinham tanta importância que recebiam um título: “officiel de bouche” (ou seja, “oficial da boca”), curiosamente uma patente militar. A altura do chapéu dava uma conotação hierárquica ao cargo. O mais alto era o do chefe, e assim por diante até o boné (ou barrete) do simples auxiliar. A cor branca, claro, era usada para dar aspecto de limpeza e higiene.


Como nasceu o tabloide, modelo de jornal pequeno e sensacionalista?
O nome veio do inglês “tabloid”, jornal com metade do tamanho padrão que conhecemos. A palavra em si foi inventada por um químico nos Estados Unidos para designar comprimidos (“tablets”) produzidos pela empresa farmacêutica Burroughs Wellcome Company, que patenteou a palavra como marca registrada em março de 1884. Depois, no início do século 20, “tabloid” passou a ser chamado o jornal de tamanho menor, com notícias resumidas, condensadas e repletas de sensacionalismo. Na história em si, o maior exemplo deste tipo de tabloide é o inglês “The Sun”.

Por que o azul é associado aos meninos, e o rosa às meninas?
Antigamente acreditava-se que os espíritos maus pairavam sobre o quarto das crianças e que determinadas cores tinham o poder de combater esse mal (cromoterapia). O azul era considerado a cor mais poderosa para este fim, por conta da associação com o céu, onde os deuses e Deus moravam. Uma vez que os meninos eram o recurso natural mais valioso de seus pais (ajudariam na lavoura, se tornariam soldados, aprenderiam uma profissão), a vestimenta azul era uma maneira de protegerem tais crianças destes espíritos. Curiosamente, os espíritos maus não se importavam tanto com as meninas; também curiosamente, as meninas não deveriam vestir azul e não tinham uma cor específica, pois não precisavam desta “proteção extra” (até há pouco tempo a mulher era vista na sociedade somente com o papel de cuidar das crianças e da casa); a cor rosa só foi associada séculos depois, com uma lenda europeia que dizia que as meninas eram geradas em botões de rosas cor-de-rosa.

Como sobreviver se o carro cair na água e afundar?
Assim que seu carro cair na água, abra as janelas. Essa é sua melhor chance de escapar. O grande problema do carro, quando submerso, é que a pressão externa da água impede que você consiga abrir a porta. Se puder abrir os vidros manualmente, deixe uma pequena fresta para que a água entre devagar. Enquanto você espera, o interior do carro ficará inundando, fazendo com que as pressões externa e interna se igualem. Quando isso ocorrer, você poderá sair pelo vidro já totalmente aberto. No caso de vidros elétricos, se você não puder acioná-los, quebre-os com o pé, ombro ou qualquer objeto que se encontre no carro. Se você não conseguir abrir o vidro, não entre em pânico. Acalme-se espere até o interior do carro ficar totalmente inundado. Quando isso ocorrer, as pressões estarão igualadas, e você conseguirá abrir a porta e sair.

Por que ninguém fica indiferente à presença de um gato?
O gato é historicamente o causador de inúmeras opiniões bem antagônicas. No Japão é um animal de mau agouro. No budismo é associado à serpente (vai entender essa estranha associação). No Egito Antigo, era venerado como um deus, protetor das crianças e do lar e extremamente útil no trabalho da roça – uma vez que caçava ratos, impedindo a proliferação e a destruição das colheitas de cereais. Na Idade Média que começou a superstição ocidental envolvendo o bichano, pois este era associado às bruxas. O gato preto era associado à personificação do diabo na terra, portanto um causador de desgraças.