terça-feira, 1 de outubro de 2013

União Norte-Americana: você conhece este teoria da conspiração?! Fato ou farsa?!

A União Norte-Americana (UNA), ou em inglês “North American Union (NAU)”, é uma união teórica sobre economia e política que envolveria o Canadá, o México e os Estados Unidos. O conceito é baseado na União Europeia, ocasionalmente, incluindo uma moeda comum chamada “amero” ou “dólar do norte”, mas outros teóricos afirmam que, nesse caso, com certeza o dólar americano seria a moeda usada, por ser forte globalmente. A união do continente norte-americano, às vezes estendendo-se para América Central, tem sido objeto de conceitos acadêmicos de mais de um século, bem como se tornando um tema comum na ficção científica. Uma das razões para a dificuldade em perceber o conceito é que a evolução individual de cada região não conseguiu priorizar uma maior união, como ocorrera na Europa. Alguma forma de união tem sido discutida ou proposta nas áreas acadêmica, de negócios e círculos políticos por décadas. No entanto, funcionários dos governos dos três países dizem que não há planos de criar uma União Norte-Americana e que nenhum acordo para isso foi assinado. A formação de uma União Norte-Americana tem sido objeto de várias teorias da conspiração.



História da União Norte-Americana (UNA)...
A criação de um Estado único no continente americano é uma discussão muito antiga, desde o início do século 19. Logo após as independências das antigas colônicas hispânicas, Simón Bolívar tentou criar um Estado único que falasse espanhol, para justificar sua força e potência, sem que colocassem neste Estado o Brasil e os Estados Unidos – que não eram conhecidos como “países latino-americanos”. Entretanto, os interesses locais de cada ditador mandatário criollo não fez esse sonho bolivariano se realizar.

Já no caso da União Norte-Americana, desde pelo menos meados do século 19, inúmeros conceitos para uma suposta união entre Canadá, México e Estados Unidos, inclusive as ilhas que compõem o Caribe. Um bom exemplo foi o interesse dos Estado Unidos sobre Cuba, que só teve sua independência em 1898. Tempos depois da formação do Acordo de Livre Comércio Norte-Americano (Nafta) e o Tratado de Maastricht, houve especulação sobre a formação da União Norte-Americana. Diversas propostas de integração continental da América do Norte defenderam a criação de uma união no da União Europeia, apesar de muitos grupos acadêmicos e de negócios defenderem mudanças menos dramáticas que envolvem a formação de uma união aduaneira ou mercado comum.

Em 2000, o então presidente mexicano Vicente Fox propôs que em até dez anos as fronteiras entre o México e os Estados Unidos poderiam estar abertas. Isso foi um passo para que os teóricos da conspiração vissem, aí, um importante ponto para a formação da União Norte-Americana. Entretanto, republicanos diziam ser o fim da hegemonia e soberania dos Estados Unidos. Durante todo o seu mandato, Fox foi um dos maiores defensores das teorias que levam à formação da UNA: fluxo direto de dinheiro, mercadorias, pessoas, sistemas governamentais e educacionais etc. Também falou em criar um sistema parecido com o da União Europeia para o Nafta; todas as ideias foram rejeitadas pelo então presidente Bush (foto abaixo), republicano.


Um dos pontos altos que levaram à questão da União Norte-Americana veio através do WikiLeaks, que liberou documentos que falavam sobre uma “melhor integração da América do Norte” com vista aos Estados Unidos obterem mais poder, hegemonia e fortificar sua economia. O documento fala em “nova iniciativa norte-americana”, o que fez com que os teóricos da conspiração falassem na formação da UNA. Nesse meio tempo, economistas canadenses escreveram vários artigos para tentar mexer com a opinião pública enquanto há o movimento de separação de Quebec (a parte canadense que fala francês e sempre desejou a independência). O presidente do Banco Central Canadense chegou a citar que uma união americana mais forte que o Nafta seria muito bem vinda futuramente. Em 2005, na reunião de líderes da América do Norte foi formada a Segurança e Prosperidade da América do Norte. Ela foi descrita pelos líderes do Canadá, México e Estados Unidos como um diálogo para fornecer uma maior cooperação em questões econômicas e de segurança. Em resposta às preocupações posteriores, uma seção foi colocada no site da iniciativa de esclarecer que o ato não era um acordo legal, que a iniciativa “não pretende reescrever ou renegociar o Nafta”, e que a própria parceria não cria a UNA.

A superautoestrada do Nafta, um passo para ligar a União Norte-Americana...




O “Corredor Transtexas” foi proposto pela primeira vez pelo governador do Estado, em 2002. Trata-se de uma “mega” rodovia de 370 metros de largura que, além de transporte, também leva eletricidade, petróleo e cabos de fibra ótica de norte a sul dos Estados Unidos. Teóricos da conspiração dizem que essa autoestrada seria o primeiro passo para maior integração entre os três países da América do Norte, uma vez que a “Transtexas” começa na fronteira com o México, cruza todo o país, e termina na fronteira norte, com o Canadá. É interessantíssimo apontar que o governo da província de Alberta, no Canadá, oficialmente nomeia a rodovia como “Estrada do Nafta”, o que aumenta ainda mais as especulações das pessoas.

A questão das mídias, uma enorme polêmica...
Teóricos da conspiração que analisam os movimentos da suposta UNA dizem que o primeiro passo fora dado independentemente pela mídia (rádios e TV’s) com a ajuda dos governos. Estações de rádio dos Estados Unidos podem ser captadas em sinal aberto e livre no México e no Canadá; já nos Estados Unidos há canais de TV cujas afiliadas ficam no México, como a Televisa e a TV Azteca em San Diego, Miami e Los Angeles, além de canais específicos de língua hispânica (como a Univisión e a Telemundo). Já no Canadá é possível, com enorme facilidade, captar os sinais dos canais abertos norte-americanos – ABC, CBS, NBC, CW e Fox. De acordo com essas pessoas, isso facilitaria uma futura união entre os Estados uma vez que as pessoas comuns, os cidadãos, já estariam até mesmo acostumados às culturas alheias. Nesse discurso sobre o mundo midiático há uma carga enorme de xenofobia e nacionalismo, o que pode levar a uma “doença” preconceituosa muito forte.