terça-feira, 15 de outubro de 2013

Quiromancia: a “arte” de ler as mãos. Você acredita? Fato ou farsa?!

Muitas pessoas não conhecem o real significado da palavra “quiromancia”, mas com certeza conhecem a metodologia que ela aplica para conhecer o futuro daqueles que creem em sua metodologia. A palavra tem origem no grego antigo “chéiro”, “mão” e “mancía”, “profecia”. Ou seja, seria um complexo método de adivinhação e de interpretação de sinais baseados nas linhas das palmas da mão e nos seus formato, tamanho e textura. Ou seja, a quiromancia nada mais é do que a arte e crença de leitura das mãos, muito comum entre ciganas.


Existe a crença que acredita que através da quiromancia, ou seja, a leitura das mãos, é possível descobrir o passado, a personalidade e traços do futuro do indivíduo, além de “prever” vários problemas de inúmeros gêneros. Como as linhas das mãos vão mudando com o tempo, os quiromancistas dizem que quem determina tais mudanças não é o indivíduo, mas o destino, anulando, assim, a teoria do livre-arbítrio e entrando no destino e predestinação.

Não se sabe ao certo, mas esse sistema complexo de adivinhação pode ter origem na Índia, há mais de cinco mil anos, depois se espalhando pela China, Pérsia, Mesopotâmia e no Egito, de onde foi exportada para a Europa através dos grupos de ciganos – que têm origem na Índia. As lendas nos contam que o filósofo grego Aristóteles, que dizia que a mão é era o “principal órgão” do corpo, ensinou quiromancia a seu mais famoso pupilo, Alexandre Grande. Dizem que, também, Júlio César acreditava ter tanta habilidade para decifrar palmas da mão que julgava seus homens pela aparência delas.

Durante a Idade Média, como os ciganos eram grupos excluídos na Europa Feudal, viviam nas florestas e vagavam pedindo esmolas e praticando furtos entre viajantes e comerciantes, ou promovendo apresentações circenses. Com o tempo, para matar a fome, as mulheres passaram a ganhar algumas moedas em troca da leitura das mãos dos viajantes, o que popularizou a etnia cigana entre os mais conhecidos quiromancistas.


Princípios básicos de leitura das mãos e das principais linhas...
1. A linha da vida: trata-se da linha que começa no espaço entre o polegar e o dedo indicador, descendo por toda palma até o pulso. A crença popular diz que essa linha indica quanto tempo uma pessoa vai viver. No entanto, ela dá uma ideia geral da qualidade de vida e da vitalidade dessa pessoa. Uma curva acentuada para baixo, mesmo numa linha curta, indica força física. Já uma linha relativamente reta sugere pouca resistência.

2. A linha da cabeça: trata-se da linha que corta quase diagonalmente a palma da mão, indo do espaço entre o polegar e o indicador até o meio do outro lado da mão. Mostra a capacidade intelectual da pessoa. Ela revelaria a criatividade latente, o poder de concentração e a capacidade de resolver problemas. Quanto maior a linha, maior a capacidade de concentração. Situa-se no meio da palma da mão, quase reta.

3. A linha do coração: é a linha que começa entre os dedos indicador e médio, cruzando toda a parte alta da palma até o outro lado. De acordo com os ciganos, essa linha é a chave para se entender as emoções. Ele revela a maneira como o indivíduo interage com os outros e suas expectativas em relação ao amor e a relacionamentos.


Ler a mão esquerda, ou a mão direita?
Segundo a cultura cigana, a mão que mais usamos (destros ou canhotos) é chamada de “mão principal” ou “mão superior”. Ela indica os eventos futuros, bem como o seu exterior. A outra mão é denominada “secundária” ou “inferior”. Ela mostra seu potencial bem como o seu interior. Assim, a mão que escrevemos mostraria o que a vida nos transformou e a outra mão mostraria quem realmente seríamos. Pessoas destras tendem a ser mais lógicas, pois a mão direita está conectada com a região lógica, lado esquerdo do cérebro. Pessoas canhotas tendem a ser mais criativas, pois a mão esquerda está conectada com a região intuitiva, lado direito do cérebro.

O que a ciência e os céticos dizem sobre a quiromancia?
A leitura da palma das mãos sempre foi questionada deste a Revolução Científica, no século 18, havendo pouquíssima aceitação, mas poucas pesquisas sobre o assunto, pois os cientistas sempre pensaram nisso como um “assunto menor”. As análises foram empreendidas pelos próprios quiromancistas, o que coloca em xeque tais levantamentos porque trazem paixões fortes e pouca imparcialidade – preponderante para a metodologia científica.

A ciência fala sobre a quiromancia o mesmo que a astrologia: é impossível simples sinais nas palmas das mãos deduzirem a personalidade de um ser humano, complexo por natureza, assim como seria impossível Júpiter e Saturno dizerem que determinado ser humano especificamente cairia numa trama do destino gigantesca. Entretanto, os quiromancistas alegam que a ciência faz uso do pré-julgamento, acusando justamente sem nenhuma dedução científica; já a ciência rebate que “não perde tempo” com folclores e culturas antigas e que não há evidências para basearmos um estudo sobre a relação da vida com a palma da mão.


Os tipos de mãos...
Mão elementar: apresenta dedos curtos e achatados e a palma tem um formato retangular. A pessoa com esse tipo de mão possui raciocínio aguçado, muita força de vontade e grande capacidade para liderar nas mais variadas situações. No amor, entrega-se totalmente, mas exige a mesma dedicação do parceiro: lealdade e fidelidade.

Mão intuitiva: formato delicado, dedos finos e longos e palma estreita. Indica uma pessoa tímida e bastante idealista, que sonha com uma vida melhor e pode, às vezes, distanciar-se da realidade. Por isso, precisa de alguém ao seu lado para orientá-la. No amor, a timidez atrapalha muito, mas é romântica e quando se apaixona sofre muito por não falar o que realmente sente.

Mão filosófica: dedos longos, de juntas marcantes e irregulares, palma retangular e de ossos grandes. Revela uma pessoa sábia e que se interessa em conhecer a fundo os mais variados assuntos. As questões do dia a dia não são bem vistas por essa pessoa, podendo até irritá-la. No amor, é exigente demais com a pessoa amada, por isso, quase sempre está só.

Mão cônica: levemente arredondada, de dedos finos de pontas arredondadas. Esta mão demonstra uma pessoa muito hábil para as artes em geral, sensível e comunicativa. Costuma ser organizada, eficiente e disciplinada, tendo facilidade de crescer profissionalmente. É romântica e gosta de ter liberdade no amor.

Mão quadrada: possui a palma e as pontas dos dedos retangulares. É o tipo mais fácil de ser identificado, indicando que a pessoa é um tanto teimosa e não aceita opiniões alheias ou novidades facilmente. É muito trabalhadora e realista, não medindo esforços para chegar onde quer. No amor, costuma ser leal, mas tem dificuldade para declarar o que sente.


Sobre os dedos...
Dedo mínimo: relaciona-se à intuição e capacidade de comunicação. Se for longo: facilidade de aprender outras línguas e habilidade para comunicação. Se curto: falta de autoconfiança e problemas íntimos.

Dedo anelar: está ligado à criatividade. Se for longo: habilidade para artes. Se curto: pessoas desligadas totalmente das artes em geral.

Dedo médio: refere-se às responsabilidades. Se for longo: pessoa que se esforça para alcançar sua meta e gosta de enfrentar desafios sozinha. Se curto: não aceita opiniões, regras e preferem viver de um modo diferente do comum.

Dedo indicador: relaciona-se ao modo de encarar a vida e as pessoas. Se for longo: pessoa ambiciosa. Se curto: possui personalidade.

Dedo polegar: se for flexível (dobra-se com facilidade): pessoa generosa. Se muito rígido: pessoa teimosa.


De modo geral, podemos concluir que a quiromancia está mais ligada ao folclore e à credulidade das pessoas do que aos estudos e metodologias da ciência. Entretanto, para falarmos disso caímos na armadilha da própria ciência porque ela mesma nunca se interessou em fazer estudos relativos aos erros e/ou acertos desta arte adivinhatória milenar.