sábado, 19 de outubro de 2013

Mitos, curiosidades, fatos e farsas (26)

Ao longo da história as sociedades passaram inúmeros mitos e curiosidades que foram – e ainda são – encarados como fatos. No entanto, não passam de folclores que escondem farsas incríveis e bastante inventivas. Vamos, então, descobrir um pouco delas? Voilà!

Quem inspirou o nome da boneca mais famosa de todas, a Barbie?
Barbie, a boneca mais famosa e vendida no mundo, foi lançada em 1958 e ganhou o nome da filha do casal norte-americano Ruth e Eliott Handler, donos da Mattel, grande produtora de brinquedos. O nome da menina é Barbara, apelidada em casa de Barbie.


De onde tiraram a ideia de que uma lésbica é “sapatão”?
Isso começou no Brasil. Realmente é o aumentativo de “sapato”. Teria surgido logo no início dos anos 70, quando as lésbicas que se vestias mais masculinizadas usavam, então, sapato social masculino. Como os sapatos eram bem maiores, por conta dos pés dos homens serem maiores, passaram a ser conhecidas como “sapatão”.

Por que urubus e aviões não combinam?
Muitos acidentes graves envolvendo aviões de qualquer porte acontecem por colisões com pássaros de grande porte em bandos. No Brasil, por exemplo, o urubu é o que mais causa problemas no tráfego aéreo porque se for sugado pela turbina, faz com que ela pare de funcionar e o avião corre risco de cair, causando várias mortes.

Por que o Fluminense também é conhecido como time “pó-de-arroz”?
Em 1916, apenas 28 anos após a abolição da escravidão no Brasil, o preconceito ainda imperava na sociedade. Na época, o futebol era um esporte para brancos e ricos, recém-trazido da Europa. Negros e mulatos eram proibidos de praticar o esporte, e os poucos que tentavam entrar em campo enfrentavam humilhações. Um deles foi o atacante do Fluminense Carlos Alberto, mulato, teve de recorrer a uma estratégia pouco convencional: antes de começar a jogar, passava pó-de-arroz no corpo para disfarçar seu tom de pele. Entretanto, durante o jogo a pele começava a suar e a maquiagem escorria. A torcida adversária não perdoava, berrando na arquibancada: “É pó-de-arroz! É pó-de-arroz!”. Vale ressaltar que, na época, o Fluminense era o time da elite carioca, e negros nem mulatos podiam sequer se associar ao clube!


O que quer dizer “corpo de delito”?
Proveniente do latim, como a maior parte dos termos jurídicos, o termo significa “o corpo de um crime” e é usado quando se refere a qualquer prova material de que um crime foi cometido. Um carro roubado, um corpo violentado e os registros bancários de fraudes são corpos de delito, são provas de um crime. O corpo de delito é a primeira providência a ser apresentada em um tribunal durante um julgamento.

De onde veio a expressão “171” para safado e vigarista?
Na realidade, 171 é o número do artigo do Código Penal Brasileiro, que trata do crime de estelionato. Simples assim. Já “estelionato” veio do latim “stellionatu”, que significava “fraude” ou “trapaceiro”.

Existe como escapar de um ataque de um enxame de abelhas?
Não existe a fórmula perfeita, mas alguns especialistas apontam algumas dicas: (1) se as abelhas começam a voar à sua volta e a ferroá-lo, não fique parado, fuja e não tente espantá-las por que isso as deixa ainda mais furiosas e violentas; (2) procure um abrigo o mais rápido possível; (3) caso não encontre nenhum abrigo, corra por entre arbustos ou plantas com hastes altas, que ajudarão a protegê-lo e a dispersar as abelhas; (4) não pule na piscina ou em um lago, pois as abelhas irão esperá-lo tomar fôlego para ferroá-lo.

Por que o torneio sul-americano é chamado de “Libertadores da América”?
A origem do nome é uma homenagem aos homens que lutaram pela independência dos países sul-americanos. A homenagem é especial ao venezuelano Simón Bolívar, conhecido como “El Libertador”. Sob sua batuta, Venezuela, Colômbia, Equador e Bolívia chegaram à independência e o Peru queria nomeá-lo como presidente vitalício, sendo que ele recusou. É por isso que o campeonato de futebol tem homenagem a ele, por ter se envolvido em questões de tantos países recém-independentes da Espanha. Vale a nota de que  Bolívar não gostava do Brasil pelo fato de nosso país ter sido uma monarquia na época, o que significava o atraso de ideias perante os ventos republicanos e iluministas pelo mundo.