quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Mais algumas importantes – e interessantes – considerações sobre o Santo Sudário de Turim...

Há algum tempo, publicamos aqui neste blog um post falando sobre a contradição referindo-se ao famoso Santo Sudário guardado como relíquia em Turim, na Itália. O assunto é controverso porque algumas pessoas creem na sua veracidade, enquanto outros se mantêm céticos; a própria Igreja católica é reservada quanto ao assunto e não atesta o pano como uma verdadeira relíquia. No post de hoje vamos continuar a pontuar algumas curiosidades sobre o pano que, possivelmente, teria guardado o corpo de Cristo após a crucificação.


1. O Sudário é feito de linho e mostra a imagem de um homem que, aparentemente, sofreu traumatismos físicos bastante graves, geralmente após uma condenação por crucificação;

2. Ele está guardado na Catedral de Turim, na Itália, desde o século 14, período final da Idade Média, época em que as relíquias religiosas eram um mercado bastante lucrativo para a Igreja. Em 1983, a tradicional família Saboia, detentora do pano desde 1357 passando como herança de família, fez a doação ao Vaticano;

3. Para quem não sabe, não é qualquer um que vai a Turim e tem a sorte de ver de perto o Santo Sudário. Ele fica guardado a sete chaves em um cofre climatizado. A peça é raramente exposta e a última ocorreu no ano 2010, quando atraiu para a cidade mais de 60 mil fiéis católicos e ortodoxos;

4. A imagem no manto é, em realidade, muito mais nítida na impressão branca e preta do negativo fotográfico que em sua coloração natural, ao vivo. A imagem do negativo fotográfico do manto, por sua vez, foi vista pela primeira vez na noite de 28 de maio de1898 através da chapa inversa feita pelo fotógrafo amador Secondo Pia que recebeu a permissão para fotografá-lo durante a sua exibição na catedral;

5. A origem da peça tem sido objeto de grande polêmica. Para descrever seu estudo geral, os pesquisadores cunharam o termo “sindonologia”, do grego “sindón”, a palavra usada no Evangelho de Marcos para descrever o tipo de tecido comprado por José de Arimateia para usar como mortalha de Jesus;

6. O sudário é uma peça retangular com cerca de 4,5 metros de comprimento e 1,1 de largura. O tecido apresenta a imagem de um homem de 1m83 de altura que parece ter sido crucificado, com feridas consistentes com as que Jesus sofreu antes de sua crucificação no relato bíblico;

7. As primeiras referências a um possível sudário surgem na própria Bíblia. O Evangelho de Mateus (27:59) refere que José de Arimateia envolveu o corpo de Jesus Cristo com “um pano de linho limpo”. João (19:38-40) também descreve o evento, e relata que os apóstolos Pedro e João, ao visitar o túmulo de Jesus após a ressurreição, encontraram os lençóis dobrados (Jo 20:6-7). Embora depois desta descrição evangélica o sudário só tenha feito sua aparição definitiva no século 14, para não mais ser perdido de vista, existem alguns relatos anteriores que contêm indicações consistentes sobre a existência de “um tal” tecido em tempos mais antigos;


8. A primeira menção não-evangélica ao sudário data de 544, quando um pedaço de tecido mostrando uma face que se acreditou ser a de Jesus foi encontrado escondido sob uma ponte em Edessa. Suas primeiras descrições mencionam um pedaço de pano quadrado, mostrando apenas a face, mas João Damasceno, em sua obra anti-iconoclasta “Sobre as imagens sagradas”, falando sobre a mesma relíquia, a descreve como uma faixa comprida de tecido, embora afirmasse que se tratava de uma imagem transferida para o pano quando Jesus ainda estava vivo, isto é, não seria uma mortalha, mas sim um tecido que esteve em contato com Cristo ainda vivo;

9. Em 944, quando esta peça foi transferida para Constantinopla, Gregorius Referendarius, arquidiácono da Basílica de Santa Sofia, pregou um sermão sobre o artefato, que foi dado como perdido até ser redescoberto em 1004 num manuscrito dos arquivos do Vaticano. Neste sermão é feita uma descrição do sudário de Edessa como contendo não só a face, mas uma imagem de corpo inteiro, e cita a presença de manchas de sangue. Outra fonte é o “Codex vossianus latinus”, também no Vaticano, que se refere ao sudário de Edessa como sendo uma impressão de corpo inteiro;

10. Outra evidência é uma gravura incluída no chamado “Manuscrito húngaro de Preces”, datado de 1192, onde a figura mostra o corpo de Jesus sendo preparado para o sepultamento, numa posição consistente com a imagem impressa no sudário de Turim. Em 1203, o cruzado Roberto de Clari afirmou ter visto o sudário em Constantinopla nos seguintes termos: “Lá estava o sudário em que nosso Senhor foi envolto, e que a cada quinta-feira é exposto de modo que todos possam ver a imagem de nosso Senhor nele”. Seguindo-se ao saque de Constantinopla, em 1204, Teodoro Ângelo, sobrinho de um dos três imperadores bizantinos, escreveu uma carta de protesto ao Papa Inocêncio III, onde menciona o roubo de riquezas e relíquias sagradas da capital pelos cruzados, e dizendo que as joias ficaram com os venezianos e relíquias haviam sido divididas entre os francos, citando explicitamente o sudário, que, segundo ele, havia sido levado para Atenas nesta época;

11. De Atenas, a partir de testemunhos de Godofredo de Villehardouin e Roberto de Clari, o sudário teria sido tomado por Otto de la Roche. Segundo a pesquisadora italiana Barbara Frale, os templários teriam mantido o sudário por um século em sua posse e o levado à França. Ainda há controvérsia se o sudário de Edessa (chamado Mandylion) seria o mesmo de Turim, em vista de referências que indicariam sua presença em Constantinopla até 1362, cinco anos após sua aparição no Ocidente;

12. O sudário reapareceu na França por volta de 1349 em poder de Godofredo de Charney. Henrique de Poitiers, arcebispo de Troyes, apoiado mais tarde pelo rei Carlos VI da França, declarou o sudário como uma impostura e proibiu a sua adoração. A peça conseguiu, no entanto, recolher um número considerável de admiradores que lutaram para mantê-la em exibição nas igrejas. Em 1389, o Bispo Pierre d’Arcis (sucessor de Henrique) denunciou a suposta relíquia como uma fraude fabricada por um pintor talentoso, numa carta a Clemente VII (antipapa em Avignon). D’Arcis menciona que até então tem sido bem sucedido em esconder o pano e revela que a verdade lhe fora confessada pelo próprio artista, que não é identificado. A carta descreve ainda o sudário com grande precisão. Aparentemente, os conselhos do bispo de Troyes não foram ouvidos visto que Clemente VII declarou a relíquia sagrada e ofereceu indulgências a quem peregrinasse para ver o sudário;

13. Em 1415, devido às pilhagens da Guerra dos Cem Anos, Margarita de Charny, neta de Godofredo e casada com Humberto de Villersexel, conde de La Roche, retirou o sudário da Colegiata de Lirey e o colocou no castelo de seu marido. Quando Margarita enviuvou de Humberto, passou a expor o sudário no castelo, em troca de donativos, devido à sua precária situação financeira. Possivelmente devido a esta situação, em 22 de março de 1453, o sudário foi transferido a Luís, duque de Saboia, mediante contrato assinado em Genebra, na Suíça. Pelo mesmo contrato, o duque de Saboia cedeu a Margarita o castelo de Varambon e as rendas do senhorio de Mirabel. O contrato declara que a cessão do castelo é “pelos numerosos e importantes serviços que a condessa de la Roche prestou ao Duque de Saboia”. Assim, o sudário passou a ser propriedade da Casa de Saboia, sob queixas dos cônegos de Lirey que se consideram donos do lençol;

14. Na noite de 03 para 04 de dezembro de 1532, o sudário foi danificado por um incêndio que afetou a capela e pela água das tentativas de controlar o incêndio. O sudário estava guardado numa urna de prata – presenteada por Margarida da Áustria em 1509 – e o fogo provocou o derretimento parcial da prata. Os pingos de prata derretida deixaram perfurações simétricas no sudário, uma vez que o lençol estava dobrado quarenta e oito vezes. Também as bordas dessas dobras, em contato com o metal incandescente, ficaram chamuscadas. A água impregnou o sudário, produzindo manchas em forma de losangos devido às dobraduras, as quais aparecem simetricamente em toda a peça quando é estendida;


15. Em 1562, a capital do Ducado de Saboia foi transferida de Chambéry para Turim e, em 1578 a peça foi levada para a Catedral de Turim, onde está até hoje na Cappella della Sacra Sindone do Palazzo Reale di Torino. A Casa de Saboia foi a proprietária do sudário até 18 de março de 1983, quando o ex-rei da Itália, Humberto II, ao morrer o legou à Santa Sé. Em 2002, o sudário foi submetido a obras de restauro;

16. Em 2002, o sudário acabou sendo submetido a uma enorme restauração que acabou chocando a comunidade de pesquisadores e foi condenada por muitos religiosos. Autorizada pelo arcebispo de Turim como uma medida benéfica de conservação, a operação foi baseada na reclamação que o material em torno dos furos de queimadura (dos incêndios pelo qual o sudário passou em pelo menos duas ocasiões) estavam causando contínua oxidação que iriam com o tempo ameaçar a imagem. A operação foi rotulada como “cirurgia desnecessária” que destruiu dados científicos, removeu os reparos de 1534 que eram parte da herança do sudário, e destruiu oportunidades de pesquisa sofisticada;

17. As primeiras análises de laboratório ao sudário foram realizadas em 1973 por uma equipe internacional de cientistas. Os resultados demonstraram, segundo Walter McCrone, que a imagem do sudário é composta por inúmeras gotículas de tinta fabricada a partir de ocre;

18. Em 1978, a equipe americana do STURP (Shroud of Turin Research Project) teve acesso ao sudário durante 120 horas. A equipe era composta por 40 cientistas, dos quais apenas um não era religioso, Walter McCrone, que retirou-se logo no início das investigações. Foram realizados muitos experimentos que envolveram diversas áreas da ciência, como fotografias com diferentes tipos de filme, radiografia de raios-X, raios-X com fluorescência, espectroscopia, infravermelho e retirada de amostras com fita, mas não foi autorizado a fazer o teste por datação carbono-14;

19. Em 1988, o sudário foi datado por radiocarbono por três diferentes laboratórios em Zurique, Oxford e na Universidade do Arizona. Os resultados estavam em concordância de que o tecido é da época entre 1260 e 1390. O ensaio do carbono reativo feito em 1988 por três equipes de cientistas independentes indicou como resultados que o manto foi feito entre 1260 e 1390, portanto durante a Idade Média, aproximadamente treze séculos posteriores a Cristo. Alegações de incertezas e erros nos exames surgiram imediatamente após a publicação dos resultados;

20. A controvérsia continuou, porque o microbiólogo Dr. Garza Valdez descobriu bactérias no sudário que deturpa a datação pelo carbono. Posteriormente, o Dr. Harry Gove, que foi o descobridor da tecnologia de datação de carbono 14, reconheceu que o trabalho no sudário foi feito sem conhecimento das descobertas de Valdez. Ainda afirmou que mesmo tentando limpar as bactérias, com a tecnologia atual, não é possível separar as bactérias do tecido e, portanto, por enquanto a datação por carbono no sudário não é válida. Harry Gove afirmou que quando houver essa tecnologia fará a petição a Santa Sé para tentar datar o sudário novamente;

21. A pesquisa de 2008 na unidade de aceleração de carbono reativo da Universidade de Oxford propõe uma revisão da data a que se atribui à criação do manto de 1390 para 1260, o que levou seu diretor Gordan Ramsey a convocar a comunidade científica a novas comprovações sobre autenticidade do sudário;


22. Quase 60% do tecido do Santo Sudário é resultado de progressivas reparações feitas ao longo dos séculos, o que explicaria tantos erros de datações diferenciadas;

23. A mais recente pesquisa sobre o sudário foi publicada em dezembro de 2011 pela Agência Italiana para as Novas Tecnologias e Desenvolvimento Sustentável. Por cinco anos essa agência de pesquisa centralizou seus esforços sobre a formação da imagem que se vê no sudário, tentando a sua reprodução. A conclusão foi que: “A imagem dupla (frente e verso) de um homem flagelado e crucificado, pouco visível no tecido de linho do Sudário de Turim, tem muitas características físicas e químicas e é impossível de ser reproduzida em laboratório”. Os cientistas tiveram extrema cautela ao publicar suas conclusões, limitando-se a “propor considerações que não extravasam o campo científico”;

24. A imagem no tecido tem muitas características peculiares e profundamente estudadas. Por exemplo, ela é inteiramente superficial, não penetrando nas fibras do tecido sob a superfície, de forma que as fibras do algodão não estão coloridas; a imagem é composta de fibras descoloridas dispostas lado a lado com fibras não descoloridas;

25. Segundo Walter McCrone, toda a imagem é composta de pigmentos (óxido de ferro e sufeto de mercúrio). Porém, investigação química relatada no Canadian Society of Forensi Jornal afirma que pequenas quantidades de óxido de ferro estão igualmente distribuídas na área da imagem e na área sem imagem e que as manchas de sangue são realmente de sangue;

26. Uma hipótese para a formação natural da imagem é a reação de Maillard na qual os gases libertados por um corpo em decomposição reagem com a fina camada de carbo-hidratos a celulose das fibras do tecido. Esta reação e a alteração química correspondente poderia explicar a variação de cor que define a imagem do sudário. Se a imagem do sudário é de fato a impressão post-mortem de Jesus Cristo, então o corpo teria sido retirado da sua mortalha antes do começo da decomposição. Segundo a Bíblia, foi mesmo isto que aconteceu durante a ressurreição;

27. Os defensores do sudário como relíquia têm voltado a atenção aos métodos naturais que possam ter produzido a imagem, a partir do corpo crucificado de Jesus Cristo. Os crentes mais ortodoxos argumentam que tenha surgido por milagre e como tal, não carece de mais explicação. No entanto, no seio da comunidade católica, há quem procure investigar o problema de forma científica;

28. A presença de sangue no sudário é questão polêmica ainda. Pelo que se sabe das práticas funerárias do século I, os judeus limpavam e perfumavam os seus mortos antes de os sepultarem. Sendo Jesus Cristo uma figura amada pelos seus, seria pouco provável que o tenham amortalhado sem os devidos procedimentos de limpeza que eliminariam a presença de sangue no corpo, como supõe-se pelo Evangelho de João (19:40) (neste ponto é importante lembrar que os cadáveres não sangram, visto que já não há batimento cardíaco, pelo que as manchas de sangue não podem ser posteriores à limpeza). Uma resposta a essa questão, entretanto, poderia ser encontrada nos Evangelhos de Lucas (23:50-56 e 24:1) e Marcos (15:41-47 e 16:1): o corpo teria sido sepultado às pressas, devido ao descanso sabático no dia da preparação da Páscoa, o qual começaria na noite posterior à morte de Jesus. Por este fato, as mulheres teriam deixado para perfumar e embalsamar o corpo no amanhecer do primeiro dia da semana, após o sábado – no que teriam encontrado o túmulo vazio, devido à ressurreição;


29. A Igreja católica não emitiu opinião acerca da autenticidade desta alegada relíquia. A posição oficial a esta questão é a de que a resposta deve ser uma decisão pessoal do fiel. O Papa João Paulo II confessou-se pessoalmente comovido e emocionado com a imagem do sudário, mas afirmou que uma vez que não se trata de uma questão de fé, a Igreja não se pode pronunciar, ao mesmo tempo que convidou as comunidades científicas a continuar a investigação;

30. Cientistas, pessoas crentes, historiadores e escritores divergem com respeito ao local, à data e à maneira como esta imagem foi criada. De um ponto de vista religioso, em 1958 o Papa Pio XII aprovou a associação da imagem e a celebração anual em sua homenagem na “terça-feira do Sudário” com a devoção à face sagrada de Jesus dentro da fé Católica Apostólica Romana. Alguns acreditam que a imagem gravada nas fibras do sudário se produziu no momento do sepultamento do corpo de Jesus Cristo ou pouco antes do que se acredita como a sua ressurreição. Céticos, entretanto, alegam que o sudário consiste em uma falsificação medieval. A acusação de falsificação é tão antiga como o próprio sudário e foi lançada até pelos arcebispos de Troyes, contemporâneos da sua descoberta. Um deles, Pierre d’Arcis, escreveu mesmo ao papa detalhando os pormenores da impostura que considerava ser uma forma ardilosa de roubar dinheiro de peregrinos piedosos;

31. A equipe americana do STURP (Shoud of Turin Research Project), após três anos e cerca de 100 mil horas de pesquisa, apontou as seguintes conclusões: há sangue humano no pano; as gotículas de tinta ocre seriam resultado de contaminação; a habilidade e equipamentos necessários para gerar uma falsificação daquela natureza seriam incompatíveis com o período da Idade Média; as marcas do sudário são um duplo negativo fotográfico do corpo inteiro de um homem. Existe a imagem de frente e de dorso; não existe ainda explicação científica de como as imagens foram feitas; o sudário apresenta marcas compatíveis com a descrição da crucificação nos Evangelhos;

32. O foco principal dos ataques científicos dos defensores do sudário tem sido a datação radiométrica que aponta para o século 14 e possíveis fontes de erro. Um acontecimento da história do sudário (o incêndio de 1532) pode ter introduzido poeiras e outros materiais contemporâneos nas fibras, que não foram removidos pelas equipes de datação;

33. De acordo com Mechthild Flury-Lemberg, especialista suíça em restauro de tecidos, a trama do sudário é similar à encontrada em tecidos datados de 40 a.C. a 73 d.C. recuperados na fortaleza de Masada, que caiu durante a segunda revolta dos judeus contra o Império Romano no século I;

34. Os ferimentos nos pulsos, atribuídos à crucificação, são consistentes com o que se sabe sobre este procedimento de execução, e não nas palmas das mãos;

35. Em 2009, Luigi Garlaschelli, professor de química da Universidade de Pávia afirmou ao jornal “La Repubblica” ter conseguido produzir em laboratório uma réplica do sudário com a utilização de técnicas disponíveis na Idade Média. Esta seria uma evidência adicional à datação da radiação radiométrica, indicando que já existiam na época apontada pela datação mecanismos para criação do sudário, e, portanto nenhuma explicação paranormal se exigiria;


36. Em dezembro de 2009, arqueólogos da Universidade Hebraica reportaram no periódico “PloS ONE Journal” terem encontrado fragmentos de um sudário numa tumba da primeira metade do século I, localizada no vale inferior do Hinnon, ao lado do túmulo de Anás, sogro de Caifás no cemitério de Haceldama, o “Campo de Sangue” que teria sido comprado com as 30 moedas recebidas por Judas. Sua localização sugere que pertencia a uma pessoa de família nobre ou sacerdotal. Segundo Orit Shamir, especialista em tecidos antigos, o material utilizado para envolver o corpo é de boa qualidade, condizente com uma pessoa de posses, embora muito menos elaborado que o tecido do Sudário de Turim;

37. A análise de traços de material orgânico presentes em todas as amostras de tecido confirma que estes cobriam todo o corpo. Vestígios de cabelos também confirmam a prática de cobrir a cabeça do morto. Shimon Gibson disse à National Geographic que havia diferenças na confecção do sudário encontrado pela sua equipa e o Sudário de Turim, o que foi divulgado pelos mídia como sendo prova da falsidade do sudário. Todavia, César Barta, físico do Centro Espanhol de Sindologia, afirma que estes dados, ao contrário, suportam a autenticidade da relíquia de Turim, acrescentando, ainda, que as diferenças na trama e textura dos tecidos quando comparados não são suficientes para que se questione sua autenticidade.