quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Mitos, curiosidades, fatos e farsas (24)

Ao longo da história as sociedades passaram inúmeros mitos e curiosidades que foram – e ainda são – encarados como fatos. No entanto, não passam de folclores que escondem farsas incríveis e bastante inventivas. Vamos, então, descobrir um pouco delas? Voilà!

Qual a diferença entre o chocolate branco e o chocolate marrom (chocolate ao leite)?
A diferença está no pó do cacau, que não é ingrediente do chocolate branco. No processo de fabricação do alimento, extrai-se o licor de chocolate do grão do cacau. Este licor, que não é alcoólico e mais parece um xarope, quando colocado sob pressão hidráulica, divide-se em duas partes: manteiga e pó de cacau. Para se chegar ao chocolate ao leite (marrom), é necessário juntar tudo de novo, ou seja, a manteiga, o açúcar, o pó e o licor.  Já no branco, no entanto, mistura-se a manteiga (que é de um tom branco meio amarelado), o licor e coloca-se mais açúcar (por isso o chocolate branco é mais doce).


Você sabe por que se diz “vai dar zebra”?
Como sabemos, a zebra não figura entre os 25 bichos do jogo do bicho. Em 1964, um treinador de futebol muito galhofeiro garantiu a todos os repórteres que, naquele ano, a Portuguesa seria campeã de futebol. “Vai dar zebra”, dizia sempre ele. Os repórteres adoraram a brincadeira e o termo, passaram a usá-lo e divulgá-lo, tanto no esporte quanto na política ou em qualquer acontecimento inesperado.

Por que a caveira é um símbolo tão comum entre roqueiros e motociclistas?
Na realidade, não há nada relacionado à morte, ao satanismo e culto a entidades pagãs e estranhas. De acordo com os historiadores da música e antropólogos urbanos, a caveira tem um simbolismo muito maior para esses dois grupos sociais contemporâneos; para eles, a caveira é o símbolo real da falta de preconceito, uma vez que vendo uma caveira não temos como saber se aquele indivíduo em vida fora negro ou branco, gordo ou magro, rico ou pobre, burro ou inteligente, saudável ou doente. Assim, de acordo com os antropólogos, para motociclistas e roqueiros, a caveira simbolizaria o que realmente o ser humano é em sua essência, sem malícias, maldades e segundas intenções. Portanto, nada tem a ver com cultos satânicos!


De onde surgiu a famosa expressão “Ok”?
Veio de “tudo certo” em inglês. Na verdade seria “all correct”, mas para diferenciar a sigla “AC”, também usada para “alternating current”, de “corrente alternada”, os habitantes de Boston, no começo do século 19, preferiram “OK”, de “oll korrect”, uma gíria para dizer a mesma coisa. A sigla foi usada como slogan em 1840 numa campanha presidencial, divulgando-a em todos os Estados Unidos. Atualmente é a palavra mais falada diariamente em todos os idiomas por todo planeta, ok?!

Por que algumas igrejas majestosas e enormes não são catedrais?
Catedral é um edifício no qual o bispo tem seu assento oficial, chamado cátedra. É a residência, ou território de jurisprudência, de uma diocese, arquidiocese etc. Assim, tamanho esplendor somente não são o bastante para se caracterizar uma catedral. Muitas igrejas majestosas não recebem esse título, e muitas catedrais são pequenas e despretensiosas igrejas, o que é muito comum na Europa.


Você sabia que o gás de cozinha na verdade não tem cheiro?
O gás de cozinha, também conhecido como GLP (gás liquefeito de petróleo) é absolutamente inodoro quando produzido, ou seja, não tem cheiro algum. Por questões de segurança, ao gás se adiciona uma substância de cheiro desagradável, geralmente um sulfeto orgânico, para que possa ser detectado qualquer vazamento, dando origem ao famoso “cheiro de gás”. Só para constar, esse componente adicionado à fórmula do GLP é mundial. Ou seja, em todos os países há esse “cheiro de gás” ao gás de cozinha.

Qual a origem da hostilidade entre árabes e judeus em Israel?
Nos tempos do Império Romano, em 71 d.C., o Estado de Israel foi desmembrado por Tito, e em 135 foram proibidos de exercer sua religião por se recusarem a cultuar as divindades greco-romanas, assim boa parte da população se dispersou, a chamada Diáspora. No entanto, Jerusalém continuou sendo o centro do judaísmo até o século 5, quando Roma se tornou católica oficialmente e perseguiu os judeus por estes terem, supostamente, crucificado Jesus Cristo. Quando o Oriente Médio se tornou islâmico através da conquista árabe, no século 7, os judeus rejeitaram a conversão e foram marginalizados por causa disso, mas o tratamento era menos pior do que no mundo cristão. Só no século 19, depois da Revolução Francesa, que os judeus foram reconhecidos como cidadãos em várias partes do mundo, mas o sentimento antissemita permanecia, principalmente na Europa. No Oriente, a Revolução Francesa levou para lá os ventos do nacionalismo, do orgulho da terra onde se vivia e a tendência a não querer pressões estrangeiras; ao mesmo tempo, os judeus queriam o retorno à sua terra bíblica com a fundação de um novo Estado de Israel. As imigrações para a Palestina começaram em 1918, com o fim da Primeira Guerra Mundial, e culminaram em 1948 com a criação deste país. Os árabes muçulmanos que viviam por lá viram isso como invasão e divisão arbitrária do seu território, há séculos conquistado através da fé e das guerras. Assim, os estados de religião islâmica, portanto com culturas parecidas, viram em Israel um invasor dos direitos dos palestinos – uma vez que os israelenses expulsaram muitos palestinos de suas terras, impondo novos modos, novas leis, novo calendário etc. Nos últimos anos a tensão aumentou porque Israel sempre aparece como um protetorado norte-americano em meio ao “medo” da cultura islâmica, principalmente o Irã.