terça-feira, 23 de julho de 2013

Círculos nas plantações: fato ou farsa? Mensagens dos aliens ou brincadeira dos humanos?

O post de hoje vai abordar um dos assuntos mais interessantes e controversos da contemporaneidade, fazendo parte da ufologia. São os círculos nas plantações, que para alguns são mistérios a serem descobertos, para outros são importantes mensagens de seres de outras galáxias, já para outros não passam de embustes de seres humanos a fim de chamar a atenção da mídia e brincar com a credulidade da nossa sociedade, em plena era digital do século 21. Ninguém fica imóvel ou sem uma opinião frente aos casos dos círculos das plantações, e é isso que falaremos brevemente no dia de hoje.


Círculos nas plantações (“crop circles” em inglês), ou “círculos ingleses”, são termos usados para se referir aos conjuntos de figuras geométricas desenhadas amassando caules de trigo, cevada, centeio, milho, capim gigante ou canola. Esses círculos são geralmente vistos como sendo um rastro, um vestígio de quando o alienígena pousa sua nave nos pastos ou campos de trigo e seus discos voadores deixam marcas, segundo uma das versões mais populares e de alguns ufólogos.

Estas marcas são mais bem observadas de um nível mais alto, fazendo pouco (ou nenhum) sentido quando são vistas no nível da plantação. A aparência geométrica é influenciada pela língua de fractais e impressiona pela simetria e geometria utilizadas, por isso a crença de que os “crop circles” não sejam obras da mão humana.

Algumas empresas com objetivos publicitários encomendam o desenho nas plantações a artistas de círculos, os chamados “circlemarkers”, que usam apenas tábuas para pisar nas plantas e fazer os desenhos. O caso mais famoso aconteceu recentemente com o Firefox; foi feita a sua logomarca em uma plantação de trigo no interior dos Estados Unidos, e tudo foi registrado por um vídeo.




Histórico dos círculos nas plantações...
O curioso fenômeno já foi observado em vários países em todo o mundo, começando pela Inglaterra na década de 1970. Desde então foram sugeridas várias explicações que envolvem desde acontecimentos naturais a visitas de extraterrestres. De fato, círculos nas plantações é um assunto recorrente na ufologia. Na cultura popular o assunto é muito explorado, sendo alvo de inúmeros filmes, documentários e livros. No Brasil, o fenômeno é pouco recorrente e apareceu ocasionalmente no interior de São Paulo, Minas Gerais e de Santa Catarina.


De acordo com os ufólogos, os desenhos em fractais aparecem inexplicavelmente em regiões bem variadas, mas há uma predominância sobre o Reino Unido, mas já foram vistos em doze países. São desenhos impressionantes por conta a altíssima complexidade, simetria, enorme simbolismo místico – como cruzes, estrelas, pentagramas etc. Há maior predominância em formas circulares, geométricas, matemáticas etc.



Doug Bower, Dave Chorley e John Lundberg saíram do anonimato e se tornaram conhecidos mundialmente por anunciar que eram eles os autores dos primeiros círculos conhecidos. Mostraram para redes de TV de todo mundo como faziam os desenhos extremamente complexos, à noite, com pequenas tábuas que amassavam as plantações. Isso foi o suficiente para que a Mufon descartasse o fenômeno como ufológico ou sobrenatural. Entretanto, alguns ufólogos alegam que o trio apenas inventou que criava os círculos a fim de ter fama, e por isso ainda seria válida a premissa de misticismo ufológico.

Em 21 de agosto de 2001 foram encontrados círculos nas plantações no Reino Unido que supostamente seriam uma resposta a uma mensagem enviada pelo radiotelescópio Arecibo em direção ao aglomerado estelar M31, na galáxia de Andrômeda. No entanto, os astrônomos e astrofísicos não deram atenção à suposta mensagem justamente por conta deste sensacionalismo sobre os “crop circles”.



O que dificulta a diferenciação de círculos com objetivos artísticos e sensacionalistas de um suposto círculo de origem alienígena é que algumas pessoas se especializaram em fazer tais marcas, de acordo com os ufólogos que partilham da ideia de teoria alien para tal feito. Segundo eles, porém, há alguns fatores que determinam se um círculo é ou não artístico: (1) normalidade na irrigação da plantação; (2) a ausência de qualquer vestígio de ação humana, marcas de pneus, combustível, ou ferramentas cortantes; (3) as plantas onde estão o círculo sofrem muitas vezes mutações a nível celular (seus caules apresentam nós não condizentes com o crescimento normal); (4) o perfil magnético registrado por um magnetômetro imita a forma real do círculo; (5) são encontrados pequenos rastros de materiais magnéticos impregnados nas plantas; (6) alguns círculos nas plantações em especial apresentam isótopos não-naturais, que são sintetizáveis apenas em laboratório, tais como telúrio, vanádio, bismuto, európio, e itérbio.



O assunto dos círculos nas plantações parece não ter um consenso na comunidade científica e na comunidade pseudocientífica, uma vez que a ciência cartesiana e metódica acredita na ação humana, como o caso do Firefox nas plantações, enquanto que os adeptos das chamadas pseudociências pensam que haja muito por detrás destes desenhos complexos e geométricos nas plantações.