terça-feira, 11 de junho de 2013

Caso Campeche, no México: você já ouviu falar nele?

O Caso Campeche aconteceu no ano de 2004, e teve lugar no México, quando a câmera infravermelha da Força Aérea Mexicana supostamente filmou onze discos voadores no espaço aéreo daquele país. Isso causou um enorme rebuliço no meio ufológico e entre os céticos, por um lado por haver supostas provas da existência de Ovnis, e outro pela necessidade de maior investigação evitando erros de identidade.


Entendendo o caso...
No dia 05 de março de 2004, um avião do tipo Merlin C26, do 501º Esquadrão da Força Aérea Mexicana efetuava uma patrulha de combate ao tráfico de drogas no Estado mexicano de Campeche. Pouco antes das 17h, o tenente Germán Marín Ramírez, o operador de radar do avião, reparou onze ecos de radar não identificados. Ele advertiu, então, o major Castañón Magdaleno Muñoz, piloto da aeronave, que decidiu investigar os ecos, pensando serem de aviões de narcotraficantes. No entanto, a tripulação nada conseguia enxergar a olho nu. A câmera de infravermelho foi nesse momento ativada, registrando onze globos que aparentavam voar sobre o mar.

O que torna o Caso Campeche extraordinário não é somente o fato de haver o registro de vários supostos discos voadores, mas sim a identificação das fontes (que são oficiais), e que não tiveram medo de represálias ou caírem no ridículo por confirmarem este estranho avistamento sobre o mar de Campeche. Esses relatórios oficiais foram importantes para os ufólogos que alegam que os governos mundiais ocultam provas e testemunhas do conhecimento mundial acerca da tecnologia extraterrestre.

O Caso Campeche também serviu de trampolim para que movimentos de pesquisadores de diversos países fizessem petições formais aos governos pedindo a abertura de arquivos relacionados a possíveis contatos, pesquisas e avistamentos de Ovnis e Osnis, inclusive no Brasil – claro que essas petições sempre foram existentes, mas se tornaram mais massiças, com a participação ativa da população que, supostamente, nunca se interessou no esclarecimento de tais fatos. Outro ponto interessante é que, de acordo com a Mufon, rede de colaboradores investigadores de supostas aparições alienígenas, muitas das testemunhas que entram em contato com a Mufon são graduados de exércitos, marinhas e aeronáuticas de todo planeta, mas pedem sigilo para não sofrerem represálias.



Uma possível explicação para o caso...
Os registros foram conservados e, numa atitude inédita, a Secretaria de Defesa Nacional (SEDENA), do México, pediu a ajuda da comunidade ufológica para tentar explicar o que fora captado nas imagens. Uma cópia do vídeo feito foi entregue para o jornalista e ufólogo Jaime Maussan, que analisou as imagens e não chegou a nenhuma conclusão plausível para os orbs.

A SEDENA resolveu, então, autorizar a veiculação do vídeo pela televisão, o que foi feito em 11 de maio de 2004. Logo ficou provado, graças ao capitão e piloto mexicano Alejandro Franz Navarrete, que assistiu às imagens veiculadas, que os aparentes globos registrados pelo infravermelho nada mais eram que os imensos queimadores do complexo petrolífero de Cantarrel, localizado perto da Baía de Campeche.


A câmera captou o forte calor proveniente das plataformas de perfuração, difíceis de enxergar a olho nu na altitude em que os pilotos se encontravam. O movimento aparente dos discos voadores era devido a uma ilusão de ótica criada pelo fato de a aeronave estar em movimento, bem como as nuvens.

Alejandro Franz Navarrete fez um voo de reconstituição a fim de verificar a hipótese dos poços de petróleo, seguindo a trajetória de voo do avião militar e filmando na mesma direção. Os resultados provaram definitivamente que a hipótese dos poços de petróleo era a correta. O voo de reconstituição foi documentado pela National Geographic.

Assim, a contragosto de alguns ufólogos, o Caso Campeche foi fechado com relativo sucesso cujo vencedor foi o ceticismo e a verdade, sem paixonites doentes em criar provas a fim de comprovar a visita de turistas espaciais. Alguns grupos de ufólogos alegam que Navarrete foi um representante “plantado” pelo governo mexicano a fim de desacreditar a comunidade que estuda fenômenos envolvendo Ovnis, bem como tentar comprovar que qualquer tipo de manifestação extraterrestre pode ser uma ilusão de ótica, por exemplo.


Podemos dizer que o Caso Campeche traz tais ineditismos, como oficiais de aeronáutica se mostrando como fontes primárias, o que raramente acontece – justamente pelo medo do falatório e destruição da carreia –, além de o próprio governo mexicano abrir publicamente o caso e pedir ajuda a quem realmente entende; o resultado foi que a pesquisa saiu vencedora, deixando de lado paixões fortes que poderiam ocultar a verdade, o que poderiam tirar o ser humano de seu verdadeiro caminho, o da razão.

Que o Caso Campeche sirva de exemplo para outros governos, que abram seus arquivos, peçam ajuda a quem entende, e que também sirva de exemplo para os ufólogos sedentos em teorias conspiratórias que mais atrapalham do que ajudam a humanidade a seguir seu caminho rumo ao uso da sua razão como tal.