quinta-feira, 9 de maio de 2013

Você conhece Kapustin Yar, o chamado “caso Roswell russo”?

Kapustin Yar é uma base de lançamento e desenvolvimento de foguetes situada na cidade de Znamensk, no estado russo de Astrakhan. Desde a sua inauguração, em maio de 1946, tem sido um lugar envolto de muitos mistérios e teorias da conspiração, sendo popularmente conhecido como “a Área 51 da Rússia”.


Desde os anos 50 utilizava tecnologia, materiais e apoio obtidos da Alemanha, mas em 1947 o primeiro foguete já havia lançado da base, no período da Guerra Fria (1945-1989). É interessante pontuar que Kapustin Yar guardou, lançou e testou onze foguetes nazistas, capturados pelos soviéticos; isso fez aumentar a boataria em torno do lugar.

Numerosos testes e lançamentos de foguetes militares russos, além de satélites e foguetes sonoros também foram realizados no local. De acordo com os dados disponíveis no Arquivo Público da Rússia, Kasputin Yar foi criada para testes de armas com propulsão a jato. Entretanto, ufólogos questionam muitos possíveis ocorridos naquele lugar, ao norte do Deserto de Astrakhan.


Segundo historiadores militares, pelo menos cinco testes nucleares de baixa potência foram realizados por lá entre 1957 e 1961; Com a continuação do crescimento e do desenvolvimento, o local se tornou em uma base aeroespacial e serviu nesta função desde 1966 (com interrupção entre 1988 e 1998). Assim, uma nova cidade foi fundada, Znamensk, para apoiar os cientistas que trabalham nas instalações, suas famílias e o restante do apoio externo se estabeleceram no local. Inicialmente, esta era uma cidade secreta, não encontrada nos mapas e inacessível a pessoas de fora, o que aumentavam ainda mais a especulação, a boataria e o sensacionalismo.

Uma série de teorias conspiratórias, como a Área 51 nos Estados Unidos...
Prova da importância da base de Kapustin Yar foi obtida pela inteligência norte-americana através de um relatório de cientistas e espiões alemães. A primeira evidência de existência da base ocorreu em 1953, quando um voo a grande altitude de um bombardeiro modelo Camberra da RAF observou as instalações.

De acordo com ufólogos, Kapustin Yar também tem sido um local de inúmeros avistamentos de discos voadores, sendo comumente comparada à Área 51 por sua importância e excesso de vigilância nos seus arredores. Há, ainda, alguns relatos de supostos resgates de Ovnis, dando destaque ao chamado “caso Roswell russo”.


Segundo fontes militares que nunca querem se identificar – o que justamente atrapalha as investigações e dão sustança a elas –, há uma série de objetos voadores não-identificados guardados em subterrâneos da base, além de armas nucleares poderosíssimas. Os engenheiros aeronáuticos soviéticos trabalhavam nestas naves através da chamada engenharia reversa; outros chegam a falar que havia seres de outros planetas aprisionados para estudos, como ratinhos de laboratórios.

Atualmente, Kapustin Yar é uma base de estudos meteorológicos praticamente esquecida no meio do nada. Entretanto, curiosamente, seu acesso é extremamente restrito e a estrada que leva da cidade de Znamensk até a base tem pelo menos oito postos de controle do exército russo. Na internet há poucas fotos de lá, e o mais próximo que podemos chegar ao real é através do Google Earth, digitando as seguintes coordenadas: 48.565525, 46.295197.

A impressão que se tem vendo a região no Google Earth é de que, realmente, a base fora construída para ficar isolada no meio do nada, entre o deserto e estepes, com pequenas vilas e estradas abandonadas. Não é difícil imaginar que, realmente, Znamensk tenha sido escondida dos mapas soviéticos por tanto tempo, e com fluxo controlado.

O “caso Roswell russo”...
O chamado caso diz respeito a um suposto ocorrido nesta base secreta em 19 de junho de 1948, um ano após do que houve em Roswell, nos Estados Unidos. Supostamente um Ovni cilíndrico sobrevoava a base aérea soviética mais secreta. Ao ser avistado pelo operador de radar da base, caças MiG foram enviados para interceptar o objeto, o que ocorreu a 10 quilômetros da base.

Seguindo ordens diretas do comandante da força aérea soviética, o piloto do caça travou por três minutos uma batalha com o objeto, e antes de ser cegado pelas luzes que emanavam do disco voador, disparou um míssil que rompeu o invólucro antigravidade que cercava a nave, finalmente, e derrubou. Ao contrário do caso Roswell americano, o russo não chegou a ser noticiado pela imprensa. O fato de Kapustin Yar demorou muitas décadas para ganhar a imprensa e os meios de estudos da ufologia.


As equipes de resgate russas ficaram eufóricas com a captura do que seria a primeira nave espacial. Levaram-na juntamente com os ocupantes para o subsolo da base. A partir daí, o programa espacial russo finalmente começou, de acordo com os adeptos das teorias conspiratórias.

A visão dos céticos sobre tudo isso...
Estudiosos céticos creem que o fenômeno Kapustin Yar seja parecido ao que acontecera (e ainda acontece) nos arredores da Área 51, nos Estados Unidos: o sigilo das operações militares, com testes secretos, fez aumentar a fertilidade na mente de algumas pessoas. Aviões secretos, investimentos em aeronáutica, testes nucleares – tudo isso somado a um período nebuloso da história humana, a Guerra Fria – fizeram desta base um solo fértil demais para os conspiradores.

De acordo com os céticos, o maior problema de toda esta narrativa envolvendo a antiga base militar soviética é que ninguém aparece com nomes, mas somente fontes que não querem ser reveladas, documentos que não são tão autênticos, livros e investigações sensacionalistas que atrapalham as investigações realmente sérias etc. Para estes mesmos céticos, Kapustin Yar ainda é lugar onde os russos de hoje escondem seus segredos militares dos tempos áureos da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, mas jamais aliens e discos voadores.