terça-feira, 14 de maio de 2013

Reptilianos e pleiadianos: você acredita na existência destes extraterrestres?

Muitos são os relatos, mas poucas são as provas, se é que algum dia existiram e podem ser confiáveis. Os seres conhecidos como reptilianos são um elemento comum em mitologias, folclores, ficções científicas, fantasias, teorias da conspiração, além das pseudociências de criptozoologia e ufologia. Dependendo do contexto, eles são conhecidos por muitos nomes: povo serpente, homens-cobra, reptoides, dinossauroides, povo lagarto, ou homens-lagarto.


Ao longo da história, muitas criaturas em mitologias diferentes eram parte serpente, como Erictônio, Cecróps, Lâmia, Delfina, Equidna e os gigantes da saga Gigantomaquia. Seja na Grécia, em Roma, na China, na Índia, nos desertos da Arábia: sempre há uma narrativa cujos personagens temem seres reptilianos, metade humanoides, metade répteis.

Mesmo na modernidade temos vários exemplos destes seres bizarros, cujo fenótipo réptil é mais homogêneo que nas antigas mitologias; ou seja, apenas algumas partes do corpo são de serpentes ou de lagartos. Geralmente são associados com seres humanos ou reptéis mutantes por natureza ou geneticamente alterados, sendo que aí surgem as teorias da conspiração.


Teoria da conspiração...
Com o desenvolvimento da ufologia, surgiram várias vertentes de estudos. David Icke estuda os fatos relacionados a avistamentos de supostos seres reptilianos; segundo ele, estes são seres extraterrenos que dominam o mundo, utilizando-se de frequências distintas de nossa realidade, aprisionando-nos em nós mesmos (o que seria a teoria da realidade de Matrix), impedindo-nos de nos manter conectados à realidade.

Essa teoria de Icke sofreu duríssimas críticas da comunidade científica, e até mesmo entre os ufólogos. Para outra corrente de estudos, os reptilianos seriam: (1) ou seres de outros planetas que estão convivendo secretamente na Terra; (2) ou seres nascidos através de experimentos científicos secretos que deram errado; (3) ou seres terráqueos que ainda precisam ser descobertos pela biologia, remanescentes dos dinossauros.

Os pleiadianos...
Os pleiadianos são um elemento que ganhou popularidade com o movimento da Nova Era. Desde então, eles têm aparecido com cada vez mais frequência na literatura, nos documentários e na televisão. Também fazem parte do arcabouço terminológico dos ufólogos.

De acordo com o estudo da ufologia, refere-se a um conjunto de extraterrestres originados do grupo de estrelas das Plêiades. Contrariando a má fama que os aliens costumam ter, diz-se que os pleiadianos são seres altamente evoluídos, muito mais que os da espécie humana, e seus ancestrais fizeram parte de um universo que atingiu sua conclusão. Também são vistos como um grupo de seres iluminados que se dispuseram a ajudar os terráqueos a alcançarem um novo estágio evolutivo. Assim, os pleiadianos são bons, amáveis e pacíficos.


De maneira geral, vários relatos de abduções falam de seres que seriam pleiadianos: altos, loiros, olhos claros, pacificadores, tranquilos e que sempre passam a mensagem de que o planeta Terra estaria em perigo iminente nas mãos da humanidade. Nos relatos dos avistamentos de supostos pleiadianos, parece que esta seria uma “raça ariana”, nos moldes como Adolf Hitler um dia sonhou para o futuro do planeta; não é à toa que o nazismo sobreviveu a uma série enorme de fatores místicos, como o boato de os arianos serem humanoides mais evoluídos vindos de outras galáxias. Para alguns estudiosos, Hitler acreditava que o arianismo seria uma doutrina trazida pelos pleiadianos, aqui conhecidos justamente como arianos.


O ceticismo e os dois casos...
Os estudiosos céticos são bastante cautelosos e enfáticos ao analisarem os casos referentes aos reptilianos e aos pleiadianos. Tratam-se, para eles, de erros de identidade ou pura fantasia da cabeça das pessoas, influenciadas por filmes, séries de televisão ou contos de ficção científica. No caso dos reptilianos, a Mufon descobriu que mais de 80% dos relatos (em fotos e vídeos) eram erros de identificação, principalmente de animais que vivem em cercanias de pântanos e áreas alagadiças; curiosamente, tais avistamentos sempre ocorrem em lugares pantanosos.

Já em relação aos chamados pleiadianos, a Mufon trabalha com grande cautela a fim de desbanalizar o assunto e situá-lo em um ponto que seja levado a sério sem cair no sensacionalismo da mídia. Sessões de hipnose com indivíduos que alegaram abduções pleiadianas mostram que grande parte do cérebro é ativada nesta narrativa, principalmente nas áreas da imaginação.