sábado, 2 de fevereiro de 2013

Qual a história por trás dos famosos discos voadores, ou Ovnis?

A expressão popular “disco voador” foi uma tradução literal do termo em inglês “flying saucer”, “pires voador”, criada no final da década de 1930, para dar nome aos objetos voadores misteriosos com características semelhantes aos pratos voadores lançados, naquele tempo, durante as festas de virada de ano. Com o tempo, os formatos de tais objetos voadores não-identificados modificou dramaticamente, mas a expressão “disco voador” permaneceu e caiu no gosto popular graças à mídia e, principalmente, ao cinema.


Já no caso o Ovni, objeto voador não-identificado, vai além da suposição alienígena. É digno de nota que qualquer objeto no céu que ainda não tenha sido identificado por um radar ou um especialista é um potencial Ovni: aeronaves estranhas, sondas espaciais em queda, balões metereológicos etc.

A existência, ou não, dos discos voadores...
Nenhum governo até hoje ousou reconhecer publicamente a existência de discos voadores – no caso Ovnis de origem extraterrena. Entretanto, o assunto é muito comentado de maneira velada nas Forças Armadas de todo o planeta. Pessoas de todo mundo, de profissões diferentes, de culturas variadas, afirmam ter visto tais discos com origem misteriosa; muitos chegam a falar em “tecnologia alien”, por supostamente atingirem velocidades incríveis.

As testemunhas apontam características comuns: (1) constituição metálica; (2) luzes multicoloridas, geralmente azuis e vermelhas; (3) motor silencioso; (4) falta de rastro resultante da queima de combustível, o que seria uma tecnologia diferente não baseada na queima de algo, como petróleo ou biodísel.

De acordo com a Mufon, a maior rede que investiga avistamentos de Ovnis em todo o planeta, cerca de 95% dos casos são explicados como erros de identidades logo de cara. As pessoas confundem fenômenos químicos ou da natureza como de origem alien. Os outros 3% são desvendados depois de investigações mais complexas e demoradas. Somente os 2% restantes são casos ainda não fechados.


É interessante pontuar que os avistamentos de discos voadores ficaram mais comuns nos períodos de maior tensão da Guerra Fria, entre 1945 e 1991. Por isso, alguns engenheiros aeronáuticos dizem que os “discos voadores” poderiam ser, na realidade, sondas espiãs americanas ou soviéticas. Mas isso não é o suficiente para muitos ufólogos que exigem dos governos a abertura de seus arquivos deste período. Enquanto isso, tanto as Forças Armadas quanto a aviação comercial tratam o assunto como indizível e quem fala, pede para não ser identificado.

Apesar de serem “relatados” desde tempos remotos da humanidade, os Ovnis tornaram-se mais conhecidos de 50 anos para cá, como consequência natural do grande avanço da tecnologia humana na captura de imagens e na difusão da informação pelos meios de comunicação.


O mais interessante é que a expressão “objeto voador não-identificado” (Ovni, em inglês, Ufo) é aceita no meio militar em todo o mundo, mas sem afirmar com explicitação que seriam aeronaves misteriosas controladas por seres vindos de outros planetas. Em geral, explica-se que trata-se de um termo genérico utilizado durante o processo investigatório até que se tenha conhecimento da identidade de tal aeronave: um avião espião, uma sonda, um balão etc. Entre tanto, segundo relatos de civis e alguns militares da reserva, os discos voadores são naves para transporte, criadas e produzidas em outros planetas por seres muito inteligentes em alguns aspectos, de civilizações muito avançadas em alguns aspectos, e são usadas em suas “missões exploratórias” a outros planetas.

É muito comum que se confunda discos voadores com sondas ou satélites artificiais de baixa órbita circular de diferentes constelações, incluindo aqueles usados para sensoriamento remoto e telefonia por satélite, que circundam o planeta a altas velocidades, refletindo a luz solar pelos seus painéis utilizados na geração própria de energia elétrica, mas aqui em baixo o seu curioso aspecto é de um pequeno ponto luminoso que pode ser avistado por qualquer pessoa entre o anoitecer até aproximadamente as nove horas da noite.

É interessante, ainda, pontuar que muitos aviões foram, por muitas décadas, conhecidos como objetos voadores não-identificados, uma vez que faziam missões exploratórias e não apareciam nos radares. Além disso, por sua dimensão e formato estranhos, eram confundidos com tais aeronaves. Isso faz com que os céticos suponham que os avistamentos de hoje tenham explicação plausível em algumas décadas, como ocorrera com tais aeronaves.




Possíveis interpretações para o debate...
Avistamentos de objetos voadores não-identificados podem ser quase comuns no meio de trabalho da aviação, seja ela civil ou militar. Estando muitas horas a fio no ar, os profissionais passam, com o tempo, a reconhecer os fenômenos. De acordo com a Mufon, geralmente esses Ovnis são outros aviões, helicópteros, balões metereológicos, balões de festas juninas etc. Neste caso de avistamentos em aeronaves, são os passageiros que se assustam, mas não podemos ignorar os relatos reais de comandantes e pilotos que não se identificam, contando situações até agora inexplicáveis.

Meteorologistas e astrofísicos também explicam que uma parte das visões de Ovnis ocorre por fenômenos atmosféricos, como relâmpagos, estranhas formações de nuvens e os chamados relâmpagos globulares. Também em certas épocas do ano, Mercúrio, Vênus, Júpiter, Marte e Saturno são visíveis a olho nu, com o curioso aspecto de pontos luminosos no céu. Em localidades rurais em que não há grande número de luzes artificiais, é comum o avistamento de meteoritos e lixo espacial entrando na atmosfera terrestre.

Em um universo com bilhões de galáxias seria egoísta partirmos do principio que só exista vida inteligente na Terra, em um sistema solar no braço periférico de uma das muitas galáxias. Entretanto, os físicos apontam que uma viagem de galáxia em galáxia seja quase mecanicamente impossível por conta dos custos de energia, haja vista que a estrela mais próxima de nós está a quatro anos-luz daqui – ou seja, se ligarmos um interruptor aqui, a lâmpada só irá acender nesta estrela daqui a quatro anos!



O problema das fraudes...
Infelizmente, uma parte das publicações de fotografias de supostos discos voadores é material adulterado ou fraude; pessoas mal intencionadas conseguem simular Ovnis por algum tempo usando objetos e truques, em tempos atuais existem até mesmo casos de adulterações de fotografias em programas populares de edição de imagens. Há também casos de conhecidos ufólogos que perderam credibilidade após análises sérias de imagens e vídeos realizadas por peritos.

Muitos relatos registrados em todo o mundo são explicados pela ciência, incluindo alucinações, incluindo os equívocos de pessoas comuns sem más intenções, incluindo os embustes cometidos por pessoas mal intencionadas e provas documentais forjadas. Como aponta a Mufon, cerca de 60% dos casos investigados por eles são fraudes bem ou mal elaboradas cujo objetivo das pessoas é ganhar a mídia mundial em depoimentos inverossímeis e, por vezes, fantasiosos.

O problema que envolve as fraudes vai muito além da suposta brincadeira e diversão do fim de semana. Isso faz com que a ufologia ainda seja encarada como uma ciência de homens loucos e nerds ligados em ficções científicas surreais.

O que nos diz a ufologia...
Em uma das vertentes da ufologia mundial, acredita-se que uma pequena parte dos registros visuais analisados com seriedade referem-se a projetos militares secretos. Há, inclusive, declarações inusitadas, impressionantes e surpreendentes de que as Forças Armadas dos Estados Unidos já dominam e usam altíssima tecnologia alienígena para fins militares.

O grande problema é que no meio ufológico não há um consenso quanto a natureza dos discos voadores e avistamentos de Ovnis. Uma parte crê na visita exploratória de aliens e outra parte pensa que sejam projetos secretos militares.