quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Medicina mediúnica, você acredita nisso?

A medicina mediúnica sempre causou espanto na sociedade do Ocidente, por ter bases bem racionais, científicas, cartesianas. No Oriente ela não é vista como tabu. No Brasil, desde os anos 60, popularizou-se a quantidade de médiuns que dizem serem capazes de incorporações e realização de curas e cirurgias sem equipamentos adequados ou até mesmo anestesia. Um dos mais conhecidos é do Doutor Fritz, espírito que diz estar entre nós nessa causa há várias décadas. Muitos homens foram acusados de charlatanismo, mas a medicina mediúnica continua arrebanhando pessoas desesperadas na cura.


A medicina mediúnica está presente em todo o Brasil, e não é fruto somente da falta de informação no interior do país. Nos grandes centros urbanos há uma série de médiuns que afirmam incorporações de nomes da medicina e, com isso, poderiam realizar curas. As cirurgias chegam a chocar: falta higiene, não há profissionalismo, os instrumentos usados variam de colheres a tampas de caneta.

A parapsicologia investiga a medicina mediúnica há bastante tempo e, de acordo com os especialistas da área, as pessoas que procuram este tipo de tratamento já não creem mais na “medicina da terra” e procuram consolo no sobrenatural. Por estarem extremamente sugestionadas pelo ambiente, pelo médium e na busca da cura, seu corpo responde por tempo muito curto a uma suposta cura, como se fosse uma histeria coletiva. Desta maneira, a cirurgia espírita funcionaria como um placebo.


Desde os anos 60, no Brasil, pelo menos quatro homens afirmaram e afirmam receber periodicamente o espírito do Doutor Fritz, a entidade mais famosa em relação à medicina de mediunidade. Alguns foram presos por charlatanismo e exercício ilegal da medicina. Não há números concretos, mas a taxa de sucesso nesses tratamentos é bem pequena; muitos indivíduos deixam de realizar tratamento médico convencional por crerem na cura pelos espíritos, o que agrava o quadro de saúde da pessoa.

Há que se fazer um paralelo de que a medicina mediúnica é totalmente diferente da fitoterapia e da homeopatia, que são ramos legais e reconhecidos cientificamente. No caso que estamos debatendo, uma pessoa sem nenhum conhecimento da área supostamente diz incorporar uma entidade “médica” e realiza cirurgias e supostas curas estando em transe.

Para alguns antropólogos, esta prática realizada até mesmo em grandes centros está paralela ao xamanismo dos indígenas, quando um homem fica alucinado a partir de chás e defumações, afirma incorporar um determinado espírito e pratica curas em sua tribo.


A medicina mediúnica pode ser encarada como um problema a partir do histórico escandaloso que percebemos não somente no Brasil, mas em todo mundo. Homens que abusaram da boa-fé e do desespero de indivíduos de saúde fragilizada e venderam poções, garrafadas e promoveram cirurgias bizarras; colocaram a vida destas pessoas em risco, enquanto que o desejo de sobreviverem a uma doença fez com que abandonassem o tratamento padrão médico.