quinta-feira, 1 de novembro de 2012

À caça do Yeti, o “homem” das montanhas conhecido também como um ser abominável...

Em todo lugar do planeta onde há uma cordilheira com mais de cinco mil metros de altitude, também há relatos variados de um estranho ser que apresenta características humanas, andar bípede cambaleante e pegadas enormes. Muitos habitantes destas comunidades isoladas afirmam tê-lo visto e até mesmo terem sido perseguidos pelo abominável homem das neves.

No Himalaia, é conhecido como Yeti. Na China, como Assam. Nos Estados Unidos, o famoso pé-grande. Enfim, há séculos pessoas afirmam tê-lo visto, mas ninguém nunca o capturou. Independente do nome, a descrição é a mesma: humanoide, peludo como um urso, com mais de 2m50 de altura e mais de 150 quilos.


O Yeti tem sido pesquisado desde 1832, quando o primeiro representante da governança britânica no Nepal, B. Hodson, descreveu um ser desconhecido. Em 1951, o Yeti, ou abominável homem das neves, tornou-se internacionalmente famoso quando o alpinista Eric Shipton publicou uma série de fotografias de pegadas com mais de 30 centímetros de comprimento e 20 de largura, obtidas no Himalaia. Na época, especialistas observaram o fato com ceticismo, e declaram que poderiam ser pagadas de um urso cuja espécie ainda poderia ser desconhecida para a história natural.

Foi assim que a caça ao Yeti começou a acabou se tornando um passatempo de aventureiros. A história contada como folclore pelos tibetanos rendeu muitos livros, programas de televisão, reportagens e documentários. O assunto nunca morreu.



Na aldeia de Khumjung, no Nepal, há o que diz ser um escalpo do monstro. Os sacerdotes locais nunca permitiram a análise do pêlo, alegando que isso irritaria as entidades espirituais das cordilheiras; entretanto, recentemente foi concedido o estudo, revelando ser pele de cabra negra. Quando a história do Yeti e do pé-grande parece cair por terra, novas evidências aparecem, como fotos e relatos variados.


Desde os anos 50, pelo menos nove expedições oficiais aconteceram no Nepal em busca do yeti, vivo ou morto, patrocinadas por milionários curiosos ou entidades universitárias. Outras onze ocorreram nos Estados Unidos e no Canadá em busca do pé-grande.

Em 1973, um jornal canadense ofereceu cem mil dólares para quem capturasse um pé-grande vivo, a metade do valor por um espécime morto. Houve um alvoroço enorme entre caçadores, mas nada foi capturado – nem mesmo por fotografia.

No caso do pé-grande americano, desde os anos 80 vários vídeos foram produzidos. Entretanto, quase todas elas foram refutadas por especialistas que evidenciaram tratar-se de fraudes cujo objetivo era aparecimento na mídia – em geral, as redes de TV norte-americanas adoram cobrir casos de pés-grandes.


A teoria do animal pré-histórico...
Segundo a teoria mais “aceita” atualmente, o Yeti pode ser descendente de um macaco gigantesco pré-histórico. Vários fósseis desde macaco gigantesco já foram encontrados na África e na Ásia, e o animal poderia ser realmente assustador, chegando aos quatro metros de altura. Já os cientistas céticos apontam que os avistamentos são alucinações por conta do ar rarefeito acima dos cinco mil metros de altitude; o problema para esta corrente é explicar provas físicas como dentes, fezes e pegadas.

A teoria do animal ainda ganha força e ainda tem vida quando pensarmos na própria história natural. O gorila africano só foi descoberto no século 19, depois de os primeiros exploradores europeus serem sumariamente debochados pela comunidade científica com seus relatos de macacos enormes vivendo nas montanhas. Para muitos, a elucidação do Yeti e dos seres de pés-grandes é questão de tempo.