quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Você já ouviu falar no estranho fenômeno do “foo fighter”?

No post de hoje não estamos tratando da banda norte-americana como fenômeno da música, mas sim de algo ainda inexplicável para muitas pessoas e pauta de discussão de diversos ufólogos e físicos. Você sabe o que é um “foo fighter”?

Foo fighter” é uma expressão do inglês que surgiu na Segunda Guerra (1939-1945) para tentar dar um nome ao fenômeno onde estranhas esferas luminosas (esbranquiçadas ou alaranjadas) eram vistas por pilotos perseguindo ou acompanhando seus aviões. Alguns pilotos aliados achavam que poderia ser uma espécie de arma psicológica dos alemães, que visava atordoar e confundir os pilotos.


Terminada a guerra, a hipótese de ser uma arma nazista foi descartada pelos estudiosos, uma vez que os documentos descobertos mostram o inverso: o estranho fenômeno também importunava os alemães, que acreditavam ser tecnologia militar secreta dos aliados. O assunto foi tratado com tanta seriedade pela alto comando da Luftwaffe que, em 1944, foi criada a “Base especial número 13”, um projeto secreto de investigações, que se ocultava sobre o nome de Operação Uranus, e tinha o objetivo de recolher, avaliar e estudar os relatórios de observações dos pilotos sobre estranhos objetos voadores que apareciam perto dos aviões alemães.

Segundo os documentos encontrados após a rendição nazista, acredita que a Alemanha decidiu investigar os “foo fighters” em 1943. Isso comprova que para os dois lados da guerra o fenômeno era um mistério que deveria ser solucionado.

Um dos primeiros relatórios norte-americanos sobre o fenômeno, datado de outubro de 1943, relatou que quando B-17’s estavam voando sobre Schweinfurt, na Alemanha, durante voos de bombardeio, dúzias de discos pequenos e prateados apareceram repentinamente; esses discos tinham cerca de 2,5 cm de espessura e 10 cm em diâmetro. Um dos tripulantes de uma aeronave viu um dos discos atingir a cauda de um dos aviões, mas não provocou nenhum efeito na aeronave.



No dia 27 de novembro de 1944, dois pilotos americanos, Henry Giblin e Walter Cleary, se encontraram com uma bola de luz laranja quando voavam nos arredores da cidade de Speyer, na Alemanha. O objeto voava a cerca de 400 quilômetros por hora e a cerca de 500 metros sobre o seu avião. Decidiram iniciar uma perseguição ao inusitado objeto e notificaram à estação de radar em terra sobre o fenômeno, que lhes respondeu não estar captando absolutamente nada. O radar de bordo do avião começou a apresentar falhas, levando-os a abortar a missão e a regressar à base.

Em Antuérpia, na Bélgica, em setembro de 1944, por volta da 21h00, um soldado canadense observou uma esfera luminosa no céu indo à direção da fronteira. Ele estimou que o objeto não deveria ter mais que um metro de diâmetro e, ainda, parecia ser feita de vidro fumê. A esfera emitia uma forte iluminação que não parecia vir de sua superfície, mas de seu interior. Nenhum som foi ouvido. Menos de um minuto após o avistamento da esfera, outras cinco, aparentemente iguais a primeira, também foram avistadas pelo soldado e seguindo a mesma rota.

Em janeiro de 1945, o editor científico da Associated Press, Howard Blakes, disse que os “foo fighters” eram apenas o fenômeno dos fogos de Santelmo. Ou seja, luzes naturais produzidas por indução eletrostática das asas e extremidades dos aviões. Segundo Blakes, como não eram objetos materiais, eles não poderiam aparecer mesmo nos monitores dos radares, tal quais os relatórios militares afirmavam.


Dentre aqueles que defendem que esse fenômeno era uma arma secreta alemã, sobressai o nome de Renato Vesco, um engenheiro aeronáutico e escritor alemão. Segundo Vesco, os “foo fighters” eram veículos voadores não tripulados com o nome código de “Feuerball”. A principal finalidade desses engenhos era interferir nos radares aliados através da ionização da atmosfera obtido a partir de fortes campos eletrostáticos e impulsos eletromagnéticos gerados.

Desde então, têm sido criadas várias teorias para os “foo fighters”: tecnologia alienígena, arma secreta de mercúrio, relâmpago globular, fogo de Santelmo etc. Até hoje, por não haver consenso e explicação satisfatória, o caso permanece aberto e, por isso, recebe explicações bem variadas. O que há de interessante é que o número de relatos deste fenômeno diminuiu muito após 1945, apesar de, por vezes, um piloto ou outro relatar casos semelhantes mesmo nos dias de hoje.