sábado, 13 de outubro de 2012

Os filmes snuff são um fato ou uma farsa?

ATENÇÃO! ESTE POST ESPECIALMENTE TRAZ FOTOS FORTES E FATOS CHOCANTES!

Talvez seja uma das maiores lendas urbanas envolvendo a indústria da mídia, os filmes do tipo snuff. Mas será que esse tipo de filme é realmente uma farsa, uma lenda, um embuste? Aliás, você tem ideia do que seja um filme snuff?

De acordo com os teóricos da cinematrografia, os filmes snuff (snuff movies) são filmes que mostram mortes ou assassinatos reais de uma ou mais pessoas, sem a ajuda de efeitos especiais, para o propósito de distribuição e entretenimento ou exploração financeira. Pois é, bizarrices à parte, há quem tente fazer isso para obter foco na mídia e lucratividade. Embora existam muitos filmes que de fato mostram mortes reais, a existência de uma indústria financeira em torno deste tipo de filme geralmente é vista como uma lenda urbana.

O snuff movie no cinema...
Esta temática começou a surgir com força na indústria cinematográfica no final da década de 70 com o filme “Hardcore”, de Paul Schrader. Entretanto, o clássico mesmo é a produção italiana de 1980, “Cannibal holocaust(fotos abaixo), cujo diretor, Ruggero Deodato, chegou a ficar preso até comprovar que os atores estavam vivos e tudo não passava de truques cenográficos. Depois deste caso do cinema italiano, esse país passou a tentar explorar  gênero e nos anos 80 a Itália chegou a produzir cinema pornográfico com nuances de snuff, uma bizarrice sem tamanho.

Outras produções mais recentes tentaram falar sobre os snuffs: “8 milímetros” e “Pânico 4”, por exemplo. O mais recente, de 2010, “A serbian film” tratou o tempo todo desta lenda urbana e chegou a ser proibida sua exibição em inúmeros países.

No que envolve morte documentada, a série “Faces da morte” é a maior referência. Trata-se de várias fitas de VHS comercializadas em vários países que mostram vídeos de mortes de várias formas. A série foi vetada em mais de 40 países.




De acordo com os professores dos cursos de cinema de todo o mundo, dentro da indústria em si, só podemos classificar um caso de filme snuff, e que mesmo assim não foi parar nas telas grandes de todo planeta: a morte em cena do ator Brandon Lee (foto abaixo), em 1993, enquanto filmava “O corvo”.

Uma das cenas filmadas para o filme requeria que uma arma fosse carregada, engatilhada e apontada para a câmera, mas, por causa da curta distância do tiro, a munição carregada era de verdade, mas sem pólvora. Após a realização desta cena, o assistente do armeiro limpou a arma para retirar as cápsulas, derrubando um dos projéteis no cano. A arma foi carregada com festim (que normalmente tem duas ou três vezes mais pólvora do que um projétil normal, para fazer um barulho alto). Lee entrou no set com um saco de supermercado contendo uma bolsa explosiva de sangue artificial. O projétil que estava preso no cano foi involuntariamente disparado em Lee, atravessando o saco que ele trazia, causando perfurações em seus órgãos internos e partindo sua coluna vertebral, causando sua morte por hemorragia interna, mesmo com a desesperada tentativa de uma cirurgia de seis horas para retirar a bala. Houve rumores de que os negativos com a filmagem de sua morte teriam sido destruídos sem que nunca fossem revelados, surgindo outra lenda urbana do cinema – que poderemos debater mais tarde, noutra postagem.


A partir da popularização da internet e do advento das tecnologias de filmagem portáteis, como celulares e máquinas digitais, o filme snuff deixou de ser lenda urbana nos cinemas e passou a ser real no mundo da internet. Há vários vídeos de mortes, alguns muito populares. Alguns dos casos que estão no You Tube (para quem tem estômago forte, basta procurá-los):

Entre 1983-1985, Charles Neg e Leonard Lake gravaram torturas cometidas contra algumas mulheres, que mais tarde morreram;

Em meados dos anos 90, os assassinos em série Paul Bernardo e Karla Homolka gravaram separadamente algumas de suas vítimas de estupro. As cenas dos assassinatos foram vistas apenas pelas autoridades policiais e corpo de jurados;

Em 1997, Ernst Dieter Korzen e Stefan Michael Mahn gravaram as suas sessões de torturas contra duas prostitutas. A segunda vítima escapou e os dois foram sentenciados a prisão perpétua. Os executores alegaram que foram contratados por uma empresa que revendia os vídeos para a internet;

Em 2001, Armin Meiwes gravou o assassinato de Bernd Jürgen Armando Brandes;

Em julho de 2007, um vídeo surgiu na internet onde um homem de 48 anos foi assassinado com diversos golpes de martelo na cabeça, mais tarde foram identificados os assassinos: Viktor Sayenko e Igor Suprunyuck, mais conhecidos como “maníacos de Dnepropetrovsk(foto abaixo). O vídeo de cerca de sete minutos mostrava Sergei Yatzenko levando repetidas marteladas na cabeça, e posteriormente perfurado com uma chave de fenda. Neste caso, para quem tem estômago, há vários vídeos destes dois delinquentes matando gatos e cães de maneira cruel.


No geral, podemos concluir que o filme snuff como indústria cinematográfica ainda é uma lenda urbana, sendo uma farsa. No entanto, com o acesso às tecnologias de veiculação na internet, eles se tornaram uma realidade cruel entre maníacos sádicos que filmam o assassinato como se fosse um troféu a ser exibido.