sábado, 18 de agosto de 2012

A história do sonho do presidente que previu a própria morte!

Poucas vezes são consideradas dignas de crédito as afirmações de pessoas que dizem que seus sonhos se tornaram realidade. Até mesmo quando, em 1863, o então presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln previu em um sonho a sua própria morte, a visão não foi levada em crédito pelos seus amigos, familiares e correligionários. Para eles, tudo passava de um temor recente.


Você já ouviu falar na história das estranhas coincidências envolvendo vida e morte dos ex-presidentes americanos Lincoln e Kennedy? Pois é, recentemente publiquei um post falando sobre isso. Confira clicando aqui!

Lincoln contou esse estranho sonho a seu amigo íntimo, Ward Hill Lamon, que, nessa mesma noite, registrou em seu diário as palavras do presidente:

“Há cerca de dez dias me deitei muito tarde, e em breve comecei a sonhar. Parecia haver uma quietude de morte à minha volta. Depois ouvi alguns soluços abafados, como se houvesse muita gente chorando. Levantei-me, ainda no sonho, e desci as escadas. Lá embaixo o silêncio era quebrado pelo mesmo soluçar impressionante, embora quem quer que chorasse permanecesse invisível a mim. Fui passando de sala em sala. Não encontrava ninguém, tudo estava vazio, mas ainda ouvia soluços e choros.
Sentia-me confuso e alarmado, muito angustiado, resolvido a descobrir a causa de um estado tão misterioso e tão desconcertante. Continuei até chegar à Sala Leste, onde me deparei com uma coisa surpreendente. Em torno de uma urna, na qual jazia um cadáver, um corpo de soldados formava guarda com farda de gala e apinhava-se uma multidão compacta ao redor da urna, cujo rosto do morto estava tapado com um véu negro.
‘Quem morreu aqui na Casa Branca?’, perguntei a um dos soldados. ‘O presidente! Foi morto numa emboscada, num assassinato!’, respondeu um dos rapazes”.



Cinco dias após este relato, em 15 de abril, Lincoln foi morto com um tiro na nuca, disparado por John Wilkes Booth, no Teatro Ford, em Washington. O seu corpo foi velado na Sala Leste da Casa Braca, e o seu relato minuciosamente escrito por seu amigo entrou para o rol fantasmagórico do folclore norte-americano.