sábado, 28 de julho de 2012

Você já ouviu falar nos estranhos casos de autocombustão humana?

Numa noite de outubro de 1958, uma secretária de 19 anos dançava com o seu namorado numa boate em Londres quando, de repente, irrompeu em chamas. Como que provocado por uma tempestade interior, o fogo irrompeu furiosamente das costas e do seu peito, envolvendo sua cabeça. Em poucos segundos virou uma tocha humana e morreu, antes mesmo de as pessoas presentes terem tempo de ajudá-la. Com as mãos queimadas, o namorado entrou no inquérito policial e declarou que na boate era proibido fumar, não havia velas; outras pessoas também declararam o mesmo, e o pior: misteriosamente parecia que as chamas vinham de dentro do corpo, um exemplo de autocombustão. A causa da morte foi combustão por origem desconhecida.

Casos raríssimos, misteriosos, porém verdadeiros...
A autocombustão humana é muito rara, mas aparece frequentemente na história. Na Inglaterra do século 17, uma idosa foi encontrada totalmente carbonizada em sua cabana; o corpo estava queimado, nada mais ao redor. Nem mesmo as cortinas ou o lençol da cama ao lado. Outros dois casos parecidos foram relatados na Inglaterra entre 1850 e 1960. Nos Estados Unidos da década de 1940 também há o relato de um homem que pareceu explodir na rua. Do nada, o fogo saiu de dentro do seu corpo causando verdadeiro terror entre as pessoas da rua.



Já o professor Robin Beach, da Engineers Associated, acredita que a autocombustão possa ser a causa de alguns incêndios ao longo da história humana. Mas outros pesquisadores que acreditam nesse fenômeno apontam que ele é raro demais para ser o causador de tantos incêndios. A grande maioria dos cientistas não acredita no ser humano autoincendiário.

Alguns físicos explicam que, aparentemente, algumas pessoas têm maior poder de deter eletricidade estática do que outras. Assim, tornar-se-iam “pilhas ambulantes” e ao menor sinal de fogo ou faísca, irromperia a combustão. No entanto, o assunto é controverso demais e por vezes permeia o campo do sobrenatural e religioso.


O professor Beach é um entusiasta no assunto e diz ter relatos de mais de 500 casos de autocombustão humana. Pesquisadores mais céticos dizem que, comprovadamente, há apenas seis ocorridos desde 1850 até os dias de hoje. O maior problema até 2004 é que as vítimas nunca sobreviviam para relatar, até que um caso intrigante ocorreu na Bélgica: uma mulher começou a se incendiar e foi salva pelos filhos; ela disse que sentiu um calor muito forte no braço e quando notou, havia fogo na sua pele.

O assunto é controverso e ainda encontra dificuldades de pesquisas sérias por causa do preconceito com a teoria de que alguns seres humanos poderiam ser como bombas relógio.