quarta-feira, 4 de abril de 2012

Os gigantes da Ilha de Páscoa...

Em toda a sua vida o almirante holandês Jakob Roggerveen nunca vira nada semelhante – uma ilha que não aparecia nos mapas, no Pacífico Sul, habitada por estátuas enormes com dez metros de altura. Eles pareciam estar de pé em um muro de fortaleza, resguardando a ilha. Aproximando-se do local, o navegante teve alívio ao perceber que os gigantes realmente eram estátuas.



No dia seguinte, Roggerveen desembarcou e percebeu que a ilha tinha outras estátuas de homens com rostos largos e orelhas compridas. Como era domingo de Páscoa de 1722, o explorador deu-lhe o nome Ilha de Páscoa, adicionou ao mapa e seguiu viagem. Passaram-se quase 50 anos para os europeus voltarem lá, e mais cem anos para darem início à colonização.

Anos mais tarde começou a pesquisa e vieram as primeiras descobertas: as estátuas gigantescas haviam sido talhadas em rocha vulcânica, procedente da cratera adormecida do vulcão Rano Raraku. Mais de 300 foram esculpidas nas paredes do vulcão, descidas ao longo do declive e, então, colocadas de pé olhando o mar e o horizonte. Nesse local ainda foram encontradas algumas ferramentas e outras estátuas inacabadas.


De acordo com os especialistas, as estátuas têm peso variado entre cinco e 60 toneladas. É aí que nasce uma verdadeira salada de teorias que mistura história, ufologia, criptozoologia etc. Alguns pesquisadores tentam forçar a barra para que haja um mistério envolto na Ilha de Páscoa: quem construiu a fortaleza, como as estátuas foram transportadas, por que motivo olham o horizonte?

Acaba sendo tudo muito simples, como a ciência pede em sua metodologia; foram encontrados cinzéis e demais ferramentas rudimentares. A rocha vulcânica é bastante maleável. O transporte era facilitado por causa do declive saindo da montanha em direção à praia. Os estudiosos dizem que nada há de sobrenatural ali.

Quando o debate esquenta, os defensores da teoria ufológica apontam que algumas estátuas de 20 toneladas estão a 20 quilômetros de distância da base do vulcão, e se perguntam como o povo transportou aquilo. Bem, antropólogos dizem que os habitantes do pacífico já conheciam há séculos a ajuda de troncos de árvores e cordas de cipós no transporte de grandes pedras.



Segundo estudos, os homens retratados nas estátuas são os chefes tribais, que alongavam suas orelhas. As estátuas apontariam a classe social e a importância naquela sociedade e os sacerdotes vigiariam as entradas da ilha olhando o mar.