sábado, 10 de março de 2012

Um outro mundo dentro do nosso mundo? A civilização do interior da Terra!

Se a teoria de John Symmes tivesse correspondido àquilo que ele desejava, os primeiros homens a chegarem ao Polo Norte teriam penetrado no interior da Terra através de uma abertura e descoberto, sob a crosta terrestre, uma vasta e nova região, rica em minerais e habitada por uma estranha raça de homens.

Essas teorias são bem loucas. Recentemente, postei sobre a sociedade que até hoje crê na teoria da Terra plana como um disco. Para ler, clique aqui!

Symmes possuía convicções tão firmes e convenceu um número tão elevado de pessoas que as propostas que apresentou para uma expedição ao mundo no interior da Terra chegaram ao Congresso dos Estados Unidos. No entanto, os céticos legisladores ignoraram completamente o assunto.


John Cleves Symmes, nascido em Nova Jersey em 1780, teve uma brilhante carreira militar e rapidamente conseguiu altas patentes; apaixonou-se por astronomia e quanto mais estudava, mais acreditava que o planeta fosse oco como um ovo. Vale ressaltar que essa teoria não era totalmente nova, e já havia sido defendida por homens notáveis, como o astrônomo britânico Edmond Halley (o mesmo que descobriu o famoso cometa que leva o seu nome), o matemático alemão Leonhard Euler e o cientista escocês John Leslie. Todos eles sugeriram a hipótese da existência de planetas independentes dentro do nosso.


Symmes acreditava que a Terra fosse um planeta oco, cujas aberturas estariam nas extremidades dos polos. Tornava-se, então, quase impossível comprovar a tal teoria porque, naquela época, os polos geográficos ainda eram regiões praticamente inexploradas. Symmes explicava que essa teoria era verdadeira por conta da migração das aves para o norte, periodicamente. Ele acreditava que as aves eram atraídas por fontes de calor das profundezas da Terra, através desses tais portões para o outro mundo. De acordo com o americano, as auroras boreais eram os reflexos, no céu, das cidades do interior do planeta. Veja o vídeo abaixo e se encante com as belezas das auroras polares.



Imbuído dessa ideia, o astrônomo amador escreveu para todas as instituições científicas existentes na época nos seguintes termos: “Declaro que a Terra é oca, habitável em seu interior, aberta em seus dois polos. Dou a minha vida em defesa desta verdade e estou disposto a explorar o interior da Terra, se o mundo me apoiar neste empreendimento”.

Como viu que nem americanos, nem britânicos iam patrociná-lo, Symmes seguiu para a Rússia onde se integrou a uma equipe que iria explorar o Polo Norte. Lá não conseguiu embarcar e voltou à América. Morreu em 1829, convencido de que o planeta era oco.

O mais impressionante é que essa teoria sobreviveu muitos anos com força total mesmo há poucas décadas. Para quem não sabe, Adolf Hitler era extremamente místico e, junto com altos chefes do comando nazista, acreditava na possibilidade de a Terra ser oca e haver uma civilização bastante evoluída em seu interior.