quarta-feira, 21 de março de 2012

Fantasmas: presença garantida em todas as culturas...

Antropólogos costumam dizer que a proibição ao incesto é a única instituição presente em todas as culturas pesquisadas no mundo. Eu poderia arriscar que há outra: os fantasmas. A crença popular desde os tempos primórdios acredita na presença de espíritos que espreitam os vivos em diversas manifestações. Assim, desde que o homem constituiu-se em grupo e, depois, em sociedade, nasceu a necromancia – a tentativa de entrar em contato com almas.

De acordo com os parapsicólogos, os fantasmas são entidades solitárias que se manifestam em diferentes locais: florestas, casas, navios, trens, cemitérios, estradas etc. Eles estariam ligados aos locais onde morreram ou locais que sentem ser de seu pertencimento, como uma casa.


Recentemente, eu postei um texto sobre o que são os poltergeist. Para lê-lo, clique aqui.

Também escrevi, recentemente, um post sobre algumas considerações acerca de locais ditos mal assombrados. Para lê-lo, clique aqui.

Um outro post fala um pouco sobre o que é a parapsicologia. Para lê-lo, clique aqui.

Um outro post que eu fiz explica sobre a EVP, o fenômeno da voz eletrônica. Para lê-lo, clique aqui.

Recentemente, também falei sobre o suposto balanço fantasma na Argentina. Confira clicando aqui.


Os antropólogos apontam que a crença no fantasmagórico sempre existiu e sempre vai existir, pois está ligado ao ramo do sobrenatural, o que inclui até o assunto dos discos voadores. Todas as religiões estão fundamentadas em situações no mínimo fantasmagóricas: aparições, arrebatamentos, milagres, ressurreições etc. O dia 02 de novembro, Dia de Finados, é justamente uma data para lembrar os mortos e estes não se sentirem sozinhos, a fim de evitar vinganças assombrosas em geral.

Características bem comuns...
Cerca de 80% dos relatos de avistamentos de fantasmas têm uma série de fatores comuns, que podem ser listadas assim: (1) materialidade enevoada, meio transparente, escapando do tato; (2) misteriosamente, a pessoa que vê a entidade sente frio – talvez um efeito do medo, o calafrio; (3) quando indivíduos reconhecidos, estão ligados à procura de vingança ou de purificação para “seguirem seu caminho”.

A atividade sobrenatural no interior de residências é associada principalmente a eventos violentos ou trágicos ocorridos nestas, como assassinato, morte acidental ou suicídio. Mas nem todos os locais assombrados foram cenário de uma morte violenta, ou mesmo de atos de violência.

No entanto, de acordo com a parapsicologia, mais de 90% dos casos de aparições de fantasmas não passam de erros de identidade, manifestações naturais ou publicidade barata. É que as pessoas ouvem barulhos de animais noturnos, vento etc. e creem em entidades bizarras. Também podem ser montagens feitas em fotografias, ou defeitos nas lentes das câmeras.


Os fantasmas na era contemporânea...
Mesmo havendo relatos em todas sociedades desde os mais tenros tempos, foi a partir do século 19 que os fantasmas passaram a povoar a cultura do homem. Contos fantasmagóricos passaram a ser populares em folhetins sensacionalistas na França, na Inglaterra e nos Estados Unidos; junto a isso nasceu a doutrina do espiritismo, que tem como base a comunicação deliberada entre essas entidades e nós.

O auge das atividades fantasmagóricas foi entre 1840 e 1930, justamente na temporada desses contos fantasmagóricos. Céticos acreditam que as pessoas ficaram impregnadas dessas narrativas e viam situações onde não havia nada. Na mesma época, sessões espíritas fraudulentas com charlatões aconteciam nos quatro cantos da Europa e dos Estados Unidos; as pessoas pagavam algum dinheiro para presenciarem supostas manifestações (incorporações, fumaças misteriosas, copos quebrando, objetos se mexendo etc.).


A ciência argumenta que não existe nenhuma evidência da presença de espíritos e assombrações. Isso vai convergir com o que foi dito acima: mais de 90% das aparições têm explicações bem críveis e nada sobrenaturais. Já os relatos de fantasmas vistos pelos cantos dos olhos podem ser relacionados à sensibilidade da visão periférica humana. De acordo com oftalmologistas, a visão periférica pode ser facilmente enganada, especialmente tarde da noite, quando o cérebro está cansado e mais propenso a interpretar de maneira equivocada sons e visões.

Ou seja, à luz da razão pura, muito que temos sobre os fantasmas são erros de identidade e a popularização dos casos de avistamentos e sensações estranhas, graças à indústria da cultura que queria vender jornais sensacionalistas com histórias bizarras, ou ganância de dinheiro como o entretenimento barato de subúrbio com circos de horrores e sessões espíritas com truques de mágica.