sábado, 25 de fevereiro de 2012

O mistério dos homens de máscaras de chumbo...

Um caso simplesmente bizarro. Aliás, bizarro seria muito pouco para descrever esse caso que há muitas décadas permeia a cabeça dos ufólogos. Na época, também causou um verdadeiro fervor na mídia. O mistério das máscaras de chumbo foi o nome dado ao acontecimento que levou à morte de dois técnicos de eletrônica: Manoel Pereira da Cruz e Miguel José Viana. Sim, o caso ocorreu em território brasileiro. Seus corpos foram encontrados em 20 de agosto de 1966.



O caso dos homens de máscaras de chumbo envolveu pesquisadores de vários países; muitos creem no envolvimento de OVNI’s e extraterrestres neste caso, que acabou caindo no esquecimento com o passar dos anos.

A descoberta...
Um jovem chamado Jorge da Costa Alves (com 18 anos na época) empinava pipa no Morro do Vintém, em Niterói, quando encontrou os corpos de dois homens. Eles trajavam ternos e capas impermeáveis. Não havia sinais de violência nos corpos ou na área próxima. Perto dos corpos, a polícia encontrou uma garrafa de água vazia e um pacote com duas toalhas. O que realmente chamou a atenção das pessoas foram as máscaras de chumbo usadas pelos dois homens.

Segundo os especialistas, eram máscaras usadas tipicamente para proteção contra radiação, daí o nome do incidente. Para complicar ainda mais, a polícia achou um bloco de anotações com símbolos e números, e também uma pequena carta em que estava escrito: “16h30, estar no local determinado. 18h30, ingerir cápsulas. Após efeito, proteger metais, aguardar sinal. Máscara”.


Seguindo os passos...
Durante o inquérito, os investigadores de polícia reconstituíram uma narrativa plausível dos últimos dias dos dois homens. Em 17 de agosto daquele ano, eles partiram de sua cidade, Campos dos Goytacazes, no Norte do Rio, tendo dito que iam comprar material de trabalho. Testemunhas afirmaram que carregavam 2.300.000 cruzeiros, equivalente hoje a uns R$ 3.000, mas o dinheiro não foi encontrado.

Tomaram um ônibus e chegaram a Niterói às 14h30; compraram capas impermeáveis em um lojinha e a garrafa de água em um bar. A garçonete que os atendeu disse que Miguel parecia muito nervoso e olhava para o relógio de pulso constantemente. Do bar, seguiram direto para o local em que foram encontrados mortos depois.

Gracinda Barbosa Cortino de Souza e seus filhos, que viviam próximos ao morro onde foram encontrados, que hoje é uma grande favela, afirmaram terem visto algo sobrevoando o local no momento exato em que os investigadores acreditavam que os dois homens morreram. A testemunha não soube precisar o que era, mas a descrição parece ser de um OVNI.


Fechando o inquérito...
Nenhum ferimento aparente foi encontrado na autópsia, contudo, uma investigação de substâncias tóxicas nos órgãos internos foi impossível, pois os mesmos não foram conservados adequadamente, uma vez que foram encontrados em avançado estado de decomposição.

O caso foi citado com enorme destaque no livro “Confrontos”, de Jacques Vallée. Até hoje não foi fechado com conclusões, o que aumenta a fantasia e aumenta os mistérios.