quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O futuro nas cartas? A história por detrás do tarô...

O tarô é um baralho de 78 cartas primorosamente decoradas utilizadas como método de adivinhação do futuro. Quem não conhece alguém que já recorreu aos serviços de uma cigana ou de uma cartomante? Há uma variedade incrível de formas de ser jogado: baralho cigano, egípcio, de Marselha etc. Mas há fatos por detrás do tarô que nem todo mundo conhece. Fatos bem reais e históricos.


De acordo com os historiadores medievalistas, foram os ciganos vindos da Romênia, por volta do século 13, que espalharam o tarô pela Europa. Antes disso não se sabe como ele surgiu – há quem diga que tenha vindo do Egito, mas isso é balela porque não há referência nenhuma de sua existência nos papiros. Esses especialistas pontuam, no entanto, que o tarô é o precursor do baralho de jogar, aquele mesmo para pôquer, ronda, paciência etc.

Outro detalhe interessantíssimo é que até o século 16 o tarô não era usado como método de adivinhação propriamente dito, mas sim como um jogo qualquer: os sinais das cartas (a princesa, a torre, a morte, o papa etc.) eram brincadeiras de interpretação do futuro, o que passou a ganhar uma conotação de “seriedade” a partir do século 18, na França. Ou seja, até essa época o baralho do tarô era simplesmente uma brincadeira de meninas ciganas.


As 78 cartas estão arrumadas em dois arcanos (palavra que significa “mistério”): o arcano maior, de 22 cartas, e o menor, de 56, que integra os 4 naipes de 14 cartas, cujos naipes representam a sociedade de ordens estamental da Idade Média. Copas: simbolizam o clero; Ouros: simbolizam a burguesia emergente; Espadas: simbolizam a nobreza e os cavaleiros; Paus: simbolizam o povo e os camponeses. Assim, o baralho que você joga com seus amigos tem origem no tarô medieval.


Já as cartas do arcano maior são aquelas bem específicas do baralho de tarô: o bobo, o mago, a papisa, o imperador, a imperatriz, os amantes etc.

Há quem interprete o tarô como um sistema filosófico bastante complexo, verdadeiro e que mostraria a verdadeira essência do universo, afinal “as cartas nunca mentem”. No entanto, historicamente, nada passa de uma antiga brincadeira medieval cigana que ganhou a nobreza francesa décadas antes da Revolução de 1789.

Portanto, esses são os fatos que estão por detrás desse baralho que de milenar não tem absolutamente nada.