quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Existe alguma relação entre as pirâmides do Egito e as da América?

Muito antes de os espanhóis conquistarem o Peru, no século 16, a misteriosa cidade de Tiahuanaco já se encontrava em ruínas. Antes de os incas serem dizimados pelos europeus, conheciam ferramentas de pedra e usavam as lhamas como animais de carga. Tiahuanaco erguia-se onde hoje é a fronteira entre o Peru e a Bolívia, e os homens a construíram a 5 mil metros de altitude carregando por 40 quilômetros blocos de cem toneladas.


Esses blocos eram colocados um em cima do outro como as pirâmides de Gizé, e hoje ainda restam três grandes monumentos por lá: uma fortaleza, um templo e o conhecido Palácio das Dez Portas. Ao que tudo indica, no tempo dos conquistadores havia muito mais construções, que foram destruídas para aproveitarem as pedras em outros usos: casas, igrejas, prédios da administração colonial etc.

Em Tiahuanaco há a Pirâmide de Akapana (foto abaixo, comparada com as Pirâmides do Egito), feita pelos incas, com 150 metros de largura, 210 metros de comprimento e 20 metros de altura. O maior bloco de pedra talhada no mundo está nesse monumento, com cerca de 200 toneladas!



De acordo com os historiadores, a cidade perdida começou a ser erguida por volta do ano de 450 já da nossa era, concluindo por volta do ano 700, pouco antes de os primeiros vikings chegarem à América através da Groenlândia. Apesar dos conhecimentos históricos e arqueológicos, no Peru a cidade de Tiahuanaco ainda é repleta de enredos folclóricos e míticos.

Um foco antropológico...
Há uma linha de pesquisas da antropologia chamada Difusionismo, que acredita na transmissão de conhecimentos de uma sociedade para outra através de contatos – guerras, conquistas, vizinhanças, comércio etc. – e, dessa maneira, o alfabeto e outras técnicas materiais teriam se multiplicado em sociedades diferentes.

Para alguns difusionistas, de uma maneira ou de outra, existe uma espécie de ligação entre as pirâmides do Egito e as mesoamericanas (do Peru, da Bolívia e do sul do México). Isso porque as formações geométricas são as mesmas (piramidais) e com funções parecidas (adoração religiosa, observatório astronômico e realização de sacrifícios). No entanto, vale lembrar que as Pirâmides do Egito eram tão-somente sepulturas dos grandes faraós.


Quem descarta essa possibilidade difusionista aponta que há um hiato histórico muito grande de 2 mil anos entre as construções egípcias e as americanas. Além de não haver prova documental de que os egípcios teriam chegado à América (uma vez que esse povo tinha uma sistemática documental muito grande, registrando inclusive até as suas derrotas em guerras locais).