quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sobre povos que “descobriram” a América...

Recentemente, postei um texto que fala sobre a possibilidade de os vikings terem sido os primeiros a pisarem no continente americano, mais de 500 anos antes de Colombo levar o título. Você pode ler o tal post clicando aqui. E hoje eu trago mais detalhes sobre essas histórias épicas!

Poucas terras foram conquistadas e “descobertas” tantas vezes como a América. Crê-se que antes de Cristóvão Colombo chegar às Caraíbas, em outubro de 1492, irlandeses, galeses e fenícios teriam aportado por aqui. Até mesmo dizem que os chineses teriam aportado na costa pacífica do continente. Em 800 a.C., segundo foi relatado, o navegador fenício Hanno navegara até uma terra “trinta dias a oeste das Colunas de Hércules” (o Estreito de Gibraltar). Recentemente, um professor da Universidade de Pequim afirmou que cinco chineses chegaram até o México, pelo Pacífico, por volta de 500 a.C.

Também há provas documentais de que monges irlandeses navegaram a costa norte-americana, até as Bahamas, por volta do século VII da nossa era. O “Navigatio Sancti Bredani” – manuscrito clerical que registra as viagens feitas pelo irlandês São Bredan – foi considerado por muitos séculos como uma coleção de narrativas fantasiosas que não eram dignas de crédito. Atualmente, historiadores apontam que a saga foi escrita 200 anos depois de que aconteceram.


Alguns especialistas apontam que viagens de fenícios, chineses e irlandeses são praticamente impossíveis porque suas embarcações eram pequenas e extremamente frágeis para enfrentarem tempestades oceânicas imensas e ondas sem tamanho. No entanto, os contos irlandeses descrevem muito bem a paisagem da costa atlântica dos Estados Unidos e das Bahamas, mil anos antes de os ingleses chegarem lá para o processo de colonização. O fim abrupto da “Navigatio Sancti Bredani” deixa várias brechas de interpretação: que fim levaram esses monges? Como voltaram para casa?

Por volta do ano 800, islandeses, dinamarqueses e noruegueses também chegaram para colonizar a América. Essa teoria já é aceita pelos historiadores porque as embarcações vikings eram grandes e muito fortes, além das provas materiais encontradas no Canadá.

Não possuindo mapas nem bússolas, os vikings guiavam-se pelo sol e pelas estrelas, e utilizavam o conhecimento biológico das aves marinhas para calcular a distância da terra mais próxima. Segundo os documentos, por volta de 985 d.C. Bjarni Herjulfsón “descobriu” a América e quinze anos depois teve início o movimento viking para povoar essa terra.

Os vikings teriam encontrado vinhedos selvagens e chamaram a terra de Vinland – terra das vinhas – onde hoje estão as ilhas canadenses próximas à fronteira com os Estados Unidos. No entanto, as sagas mostram que os nórdicos foram expulsos pelos nativos que eles descrevem como “selvagens de pele escura”. Expulsos da América, continuaram a colonização na atual Groenlândia.





Entretanto, segundo parece, o príncipe galês Mardoc Oswain Gwynedd realizou uma descoberta. Segundo uma placa que se encontra em Fort Morgan, nos EUA, o príncipe “desembarcou nas praias da Baía de Mobile em 1170 e deixou com os índios parte do seu idioma”. Segundo uma lenda no País de Gales, esse príncipe teria partido para o oeste depois de perder o poder para os irmãos. Crê-se que teria chegado até o México.

Os únicos vestígios que provam essas viagens de Mardoc são as ruínas de três fortalezas medievais em estilo galês perto da cidade de Chattanooga, nos Estados Unidos. O que também assusta é a aparente miscigenação entre os índios mandans e os europeus (índios de pele, cabelos e olhos claros). Os mandans viviam, justamente, nessa área onde estão tais fortalezas, mas foram dizimados pelos franceses em 1838.


O fato é que existem muitos mistérios que jamais serão desvendados sobre os primeiros colonizadores do continente americano. A única certeza é que Cristóvão Colombo, em 1492, não foi o primeiro europeu a chegar aqui porque as provas deixadas pelos vikings são concretas demais.