sábado, 3 de dezembro de 2011

Você já ouviu falar na história dos fenícios no Brasil?

Os fenícios foram uma civilização se estabeleceu onde hoje está o Líbano. Por conta do território pequeno, se dedicaram ao comércio e à construção naval. Por terem se jogado ao mar, passaram a ter conhecimentos primorosos, conhecendo uma vastidão da Europa e, talvez, até mesmo cruzado o continente africano mil anos antes dos portugueses. Os fenícios navegavam utilizando a técnica de orientação pelas estrelas, pelas correntes marinhas e pela direção dos ventos, e seguindo esses indícios seus capitães cobriam vastas distâncias com precisão.

Poucas pessoas conhecem essa teoria, mas há algumas décadas a arqueologia estuda a possibilidade de os fenícios terem pisado em solo brasileiro antes mesmo do nascimento de Jesus. Para quem acredita, o Brasil estaria repleto de indícios comprobatórios da passagem dos fenícios por aqui.


1º) Pouco distante da confluência dos Rios Longá e Parnaíba, no Piauí, existe um lago onde foram encontrados estaleiros fenícios e um porto, com local para atracação dos carpássios – navios antigos de longo curso.

2º) Subindo o Rio Mearim, no Maranhão, encontramos o Lago Pensiva. Nesse local, em ambas as margens, existem estaleiros de madeira petrificada, com grossos pregos e cavilhas de bronze. O pesquisador maranhense Raimundo Lopes escavou ali, no fim da década de 1920, e teria encontrado utensílios tipicamente fenícios.

3º) Na cidade do Rio, na Pedra da Gávea, haveria uma série de inscrições fenícias na rocha. Mas esses detalhes vou separar para um post específico, dada a quantidade de informações.


O professor austríaco Ludwig Schwennhagen estudou cuidadosamente os indícios brasileiros e relatou que encontrou na Amazônia inscrições fenícias gravadas em pedra. Ele acredita que os fenícios usaram o Brasil como base durante pelo menos oitocentos anos, deixando aqui, além das provas materiais, uma importante influência entre os nativos.

Apollinaire Frot, pesquisador francês, percorreu longamente o interior do Brasil, coletando inscrições fenícias nas serras de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Bahia.


Os estudos sobre a possibilidade de os fenícios terem vivido um tempo no Brasil não avançaram muito desde os anos 1920, pois cai sempre no descrédito e quem estuda acaba desistindo por falta de interesse científico dos órgãos e pelo pequeno financiamento. Algumas correntes científicas da arqueologia dizem ser loucura, perda de tempo e erro de identidade. Outros apontam que os indícios são muito fortes e que mereceriam um estudo internacional mais detalhado.

O que se tem certeza é que este é um mistério local que talvez nunca será elucidado, justamente pela falta de comprovações e pela cabeça fechada de alguns pesquisadores que não se deixam levar pela vitalidade da juventude científica, que sempre vai ousar.

Apesar das negações, então, quem explica os portos e muralhas no Nordeste? Não me refiro nem às possíveis inscrições em pedras na cidade do Rio ou na Amazônia, mas aos objetos deixados para trás. Mistério!