sábado, 17 de dezembro de 2011

Alguém já viu um filhote de chester? A verdade sobre o “frango natalino”...

Estamos próximos ao Natal, uma data que foi construída ao longo dos séculos e que, atualmente, representa a melhor época para o comércio em todo o planeta. Por conta da época que vivemos, decidi fazer um post especial desmistificando um dos assuntos mais comentados em todos os tempos: o chester, da Perdigão, realmente existe? Alguém já viu um exemplar dessa ave? Vamos descobrir juntos!


Chester é uma marca registrada no Brasil pela Perdigão para designar uma série de produtos alimentícios originários de uma ave desenvolvida a partir da espécie conhecida como Gallus gallus, originária do Sudeste Asiático e desenvolvida geneticamente na Escócia, trazida dos EUA pela própria Perdigão no final da década de 70. Ou seja, podemos dizer que, em parte, o chester existe, sim! A Cobb Vantress, empresa americana especializada em genética avícola, administra a linhagem pura usada para a produção exclusiva das aves especiais que levaram a marca.


Por volta de 1976, a Perdigão enviou ao exterior alguns de seus técnicos com a missão de procurar uma nova linhagem interessante para a produção de frangos; o interesse é buscar laboratórios que fizeram cruzamentos com aves que dessem mais carne nobre (peito, coxas), mas diferentemente do peru, que costuma ter a carne mais seca. Assim, em 1979, a indústria adquiriu com exclusividade no Brasil esse pacote genético de frangos gordos.

O boom do mercado foi em 1982, quando houve a publicidade clássica “Habemus Chester!”. Desde então as aves são criadas em uma avícola especial em Tangará.

Mas e o nome? O chester existe mesmo? Bem, o chester é um nome comercial de uma raça de frangos maiores e bem gordões. Não se trata de uma ave específica, como o peru ou o faisão; podemos dizer que é uma raça de frango. A palavra vem de “chest”, que em inglês significa “peito”; é que 70% do corpo do bicho resumem-se em peito e coxas suculentas. Assim, a partir do pacote genético e de informações técnicas sobre a espécie, a ave é desenvolvida até os nossos dias exclusivamente pela Perdigão.

A fábrica esclarece-nos que não existe perigo nenhum de alteração genética e hormônios, uma vez que o frango desenvolveu-se em cima de cruzamentos. A alimentação da ave é 100% natural, baseada em milho e soja, resultando numa ave com menos gordura e melhor aproveitamento das carnes nobres.



Vale lembrar que a Perdigão é proprietária da fórmula genética e, portanto, não são vendidos os ovos. Graças a essa série de cruzamentos bem sucedidos, atualmente a fábrica exporta a carne para mais de 30 países.