quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Você conhece a exobiologia, ou astrobiologia?

Pode parecer coisa de filme de ficção científica, ou estratégia de cientista louco. No entanto, a coisa é bem séria. Você já ouviu falar na exobiologia? Há também sinônimos para este estudo: astrobiologia, exopaleontologia, bioastronomia, ou xenobiologia. Trata-se do estudo da origem da vida no universo e, geralmente, está próximo à busca de vida microscópica em outras partes das galáxias e planetas. A exobiologia, dizem, está mais próxima do sucesso de encontrar vida em outros planetas do que os pesquisadores que buscam por vida inteligente, os humanoides.

A exobiologia é bem complexa porque é extremamente interdisciplinar, usando potenciais de biologia, astronomia, química, ecologia, geologia, paleontologia etc. No início era uma pseudociência, como hoje é a ufologia, mas a partir de 1959 ganhou grande status quando a Nasa fundou seu primeiro projeto na área, que teve início em 1976, quando se buscava resquícios de vida em Marte. Atualmente já existem programas de pós-graduação na área em algumas universidades.

Diz-se que a exobiologia teria mais sucesso em encontrar vida fora da Terra. Isso porque a oferta de micro-organismos em rochas espaciais pode ser bem maior do que nossos radiotelescópios conseguirem comunicação inteligente.

Outro ramo da exobiologia que tem conseguido muito destaque nos últimos anos é a evolução do universo. Nesse caso, os exobiólogos estudam a partir das condições atuais das galáxias como elas poderão se comportar no futuro – um futuro extremamente distante para nós, daqui a bilhões e bilhões de anos.


A questão marciana...
Um foco particular da exobiologia é a busca por vida em Marte pela sua proximidade espacial e por sua história geológica. Existe um número crescente de evidências que sugere que Marte possuía uma quantidade considerável de água. E isso é simples: a água seria a “sopa primordial” para gerar micro-organismos rudimentares.

Várias sondas já estiveram no planeta vermelho recolhendo material para essa pesquisa especificamente. Até agora não foram obtidos resultados conclusivos e muita especulação permanece rondando a área da pesquisa marciana, que ainda chega a ter defensores fervorosos de que lá houve uma civilização bem avançada.

Existem projetos sendo financiados nos Estados Unidos e na Europa, que poderão lançar sondas a Marte em 2016 e 2018/2019, cujo objetivo é coletar material para análise laboratorial. A intenção é continuar na busca por “fósseis” de micro-organismos nessas pedrinhas, além da procura por água.


Alguns dos temas da exobiologia...
1. Análise de fenômenos meteorológicos em alguns satélites e planetas;

2. Identificar áreas biologicamente possíveis para a formação de vida, mesmo que primitiva;

3. Descobrir corpos com elementos essenciais: carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio;

4. Simulação de ambientes extraterrestres em laboratório a fim de medir a sobrevivência de organismos em áreas extremas;

5. Verificar a possibilidade de transmissão microbiótica entre um corpo celeste e outro, como a chegada de vírus alienígenas à Terra;

6. Influência das atividades térmicas e radioativas dos sóis em outros planetas e satélites;

7. Estudo da terraformação em Marte (que é a transformação do planeta vermelho em um lugar habitável).

Sem dúvida alguma, a descoberta de vida fora de Terra seria uma das maiores descobertas da humanidade. No entanto, alguns pesquisadores bastante céticos dizem que esse será o desafio do século 21 e, muito provavelmente, a grande dúvida que morrerá com a civilização – principalmente no que tange à vida inteligente.