sábado, 22 de outubro de 2011

A verdadeira batalha de Los Angeles

A batalha de Los Angeles foi parar recentemente nos cinemas, mas poucas pessoas sabem que ela tem fundamentos bem reais. Ou pelo menos quase reais. O fato envolve a inauguração da ufologia contemporânea, em um ocorrido que ainda envolve muito de mistério e de teorias da conspiração.

Na noite de 24 para 25 de fevereiro de 1942, sirenes dispararam por todo condado de Los Angeles e as autoridades ordenaram um blecaute controlado da cidade. Por volta das 3h15 da manhã o comando militar instalado em Long Beach começou a atirar para o alto, para algo não identificado, consumindo mais de 1.400 cápsulas de balas de longo alcance. A “batalha” se seguiu até às 4h20 da manhã e, finalmente, às 7h30 o blecaute acabou.

Não há muitas referências sobre o ocorrido, apenas esta foto abaixo:


A mídia fez grande sensacionalismo em todo território norte-americano. Abaixo uma edição do “Los Angeles Times” do dia seguinte, comentando a chamada “batalha de LA”. Várias casas e prédios foram destruídos pelo fogo amigo, enquanto três civis morreram com o tiroteio e outros três foram vítimas fatais pelo susto.


De acordo com investigações posteriores, o caso foi uma confusão relacionada com a psicose da iminência de ataques japoneses no continente americano, uma vez que meses antes Pearl Harbor, no Havaí, foi atacado em 07 de dezembro de 1941, o que ocasionou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial (1930-1945).

Alguns ufólogos entusiastas ainda contribuem com a teoria da conspiração e falam em um caso genuíno. Outros falam em balão meteorológico e confirmam a hipótese da histeria coletiva, com medo excessivo da população nos ataques que assolavam cidades europeias ocorressem também no continente americano, o que nunca ocorreu.

O caso jamais poderá ser totalmente solucionado, uma vez que há pouquíssimas fontes primárias para que possa ser investigado a fundo e imparcialmente, como todo o caso de algum objeto voador não-identificado envolvendo assuntos militares. O que resta é tentar usar a racionalidade e menos a paixão.